<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474</id><updated>2012-02-16T00:47:09.930-08:00</updated><category term='q'/><title type='text'>Blog do Manfredini</title><subtitle type='html'>Este blog compartilha com você política e literatura, duas dimensões essenciais da existência humana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>84</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4803097506936976164</id><published>2012-02-05T10:42:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T10:43:53.112-08:00</updated><title type='text'>A esquizofrenia do discurso anti-cubano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-55zaLXrlFec/Ty7NL5OWHRI/AAAAAAAAAJY/kicXf0Ne7go/s1600/Cuba.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-55zaLXrlFec/Ty7NL5OWHRI/AAAAAAAAAJY/kicXf0Ne7go/s1600/Cuba.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luiz Manfredini&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no sítio &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/"&gt;http://www.vermelho.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem da presidente Dilma Roussef a Cuba, na semana passada, proporcionou ao discurso conservador – e à mídia que tão histrionicamente lhe presta serviços – mais uma das suas incursões recorrentes (e esquizofrênicas) em relação à vigência dos direitos humanos em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, nesse discurso conservador, algumas vigas mestras que merecem registro. Trata-se de um discurso de propaganda (arma de combate político e ideológico, para usar a expressão feliz da presidente Dilma) e, como tal, faccioso, pois se sustenta naquilo que melhor lhe convém. Isto significa que ignora olimpicamente um campo fundamental dos direitos humanos, o dos direitos econômicos e sociais, a começar pelo mais elementar, pelo que é verdadeiramente essencial: o direito à vida. Evidentemente não teria como acusar Cuba nesse campo em que a Ilha é campeã indiscutível. Então volta as costas para essa face dos direitos humanos em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restam-lhe os direitos políticos. O pensamento conservador não consegue operar com outra noção política que não seja a da democracia liberal, meramente formal, restrita e epidérmica. Por isso é incapaz de perceber como a democracia socialista amplia substancialmente os direitos políticos da sociedade, enraizada que está em seus mais remotos rincões, fomentando consciência política e participação em massa e a todo instante. Ou pensam que aquelas gigantescas manifestações revolucionárias em Havana são realizadas sob a mira de fuzis? Ou pensam que democracia é o debate entre os ricaços que disputam a Presidência dos Estados Unidos, movidos a milhões de dólares, diante de um eleitorado cada vez mais apático e descrente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o discurso conservador, em função de sua natureza propagandística, também precisa descontextualizar a questão dos direitos humanos em Cuba. Mais uma vez o seu viés esquizofrênico, ou seja, apartado da realidade, delirante e opaco, ignora que a pequena Ilha está em guerra desde que deixou de ser cassino e prostíbulo para os endinheirados norte-americanos. Guerra que envolve desde o bloqueio econômico capitaneado pelos Estados Unidos até as mais sutis (e mesmo escancaradas) manobras de cerco diplomático, administrativo, militar e cultural. Guerra que vai das aparentemente ingênuas panfletagens a partir de pequenos aviões que, partindo da Flórida, por vezes burlam as defesa aéreas cubanas, até os mais perversos atos de sabotagem e terrorismo, como a guerra bacteriológica para envenenar plantações. Incrível é a ação do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, que apóia, inclusive com dinheiro e materiais, iniciativas que visam derrubar o governo constitucional. O próprio Fidel, tempos atrás, admitiu que as franquias democráticas em Cuba poderiam ser mais amplas, não fosse o clima de subversão da ordem patrocinado pelos Estados Unidos, obcecada em derrubar o que a revolução construiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, o grande crime contra os direitos humanos no território cubano está na base militar norte-americana de Guantânamo, onde 171 prisioneiros acusados de terrorismo são mantidos num limbo jurídico. Nenhuma palavra sobre isso da mídia que representa o pensamento conservador? Nenhuma. Compreende-se: a esquizofrenia anti-cubana só trata do que lhe convém. Para ela, qualquer batedor de carteira, quando preso, é promovido a “dissidente”. As Damas de Branco e aquela blogueira picareta são as queridinhas dessa mídia reacionária, tratadas como as lídimas representantes de uma sociedade oprimida pela revolução. Quanta desfaçatez! Elas falam pelos cotovelos, volta e meia organizam manifestações (com apoio popular praticamente zero) e ainda posam de vítimas. E a mídia repercute esse pensamento de facção, sendo hegemônico, acaba por moldar a opinião pública, incluindo aí, lamentavelmente, certos setores da própria esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A postura da presidente Dilma em Cuba foi digna e não caiu nas armadilhas do conservadorismo. Querem discutir direitos humanos? Mas o façamos de modo multilateral e comecemos questionando o bloqueio norte-americano e Cuba e a base militar de Guantânamo. Foi mais ou menos o que ela disse em Havana, criticando os que usam o tema como arma política e ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazê-lo, Dilma refez-se de certa vacilação em política externa que marcou o início do seu governo. Na época, ao criticar o Irã, ela própria ergueu a bandeira dos direitos humanos de modo algo unilateral, fazendo coro, mesmo que esse não fosse seu desejo, com a hipocrisia do governo norte-americano. Refez-se disso, e bem. Vamos em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4803097506936976164?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4803097506936976164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/02/esquizofrenia-do-discurso-anti-cubano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4803097506936976164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4803097506936976164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/02/esquizofrenia-do-discurso-anti-cubano.html' title='A esquizofrenia do discurso anti-cubano'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-55zaLXrlFec/Ty7NL5OWHRI/AAAAAAAAAJY/kicXf0Ne7go/s72-c/Cuba.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7301957840043949728</id><published>2012-01-24T01:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T01:03:03.226-08:00</updated><title type='text'>Memória de Neblina: um romance inesperado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WmhWMJib4Xs/Tx5zEqZC6ZI/AAAAAAAAAJI/_2iD8grTJ0c/s1600/capa_face.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-WmhWMJib4Xs/Tx5zEqZC6ZI/AAAAAAAAAJI/_2iD8grTJ0c/s320/capa_face.jpg" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Por Nilton Bobato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória de Neblina, a nova obra do curitibano Luiz Manfredini, lançada em novembro de 2011, é antes de tudo um romance inesperado. Inesperado pela construção da narrativa, inesperado pela emocionante história, inesperado pela busca de uma memória já quase esquecida por boa parte da atual geração juvenil. Inesperado sim, mas para quem não conhece Luiz Manfredini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista em Curitiba, onde nasceu em 1950 e vive até hoje, Manfredini trabalhou em O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e revista ISTOÉ, entre outros órgãos de imprensa. É colunista do portal Vermelho e membro do Conselho Editorial da revista Princípios, editada em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Memória de Neblina, Manfredini havia lançado As moças de Minas (1989, com reedição em 2008), que juntos compõem uma busca através da ficção de recompor as histórias de resistência à ditadura militar pela juventude das décadas de 60 e 70. Histórias que o próprio Manfredini vivenciou de perto ou foi parte integrante delas, principalmente no Memória de Neblina, inspirado na sua própria adolescência e militância estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um esforço de recontar histórias que homenageiam a luta e a resistência juvenil, que homenageiam o pensamento progressista, Manfredini se apresenta em Memória de Neblina como um escritor moderno, capaz de construir uma narrativa de fôlego, complexa sem pseudointelectualismos, emocionante sem apelos emocionais baratos, pieguices ou fórmulas mirabolantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficcionando fatos reais, Memória de Neblina conta a história do reencontro de Lau, Pedro e Coati, três amigos que tentam reconstruir suas memórias tendo como base o período em que estudaram juntos no Colégio Militar de Curitiba e iniciaram sua militância política na resistência a ditatura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste reencontro narrado pelo personagem Pedro, que se esforça para juntar os pedaços das três memórias, somando-se aos seus conflitos amorosos, narrativas de suas lutas, aventuras militantes e juvenis, histórias de acampamentos na Serra do Mar, encontros furtivos nas madrugadas de Curitiba, o romance tenta dissipar a neblina da historia da colonização paranaense, as mudanças da Curitiba da infância das personagens a Curitiba dos tempos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história construída por uma narrativa moderna expõe a visão do narrador que constrói o texto intercalando narrativas capitaneadas pelas personagens de Lau e Coati, principalmente de Lau, o principal motivador e elo construtor da história compartilhada com duas mulheres, Ive e Samantha, que juntos com Bieslki, ou Girafão, compõem uma intricada rede de relações entre presente e passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirma o texto de divulgação “Memória de Neblina é um romance sobre meninos e meninas que, sob a ditadura militar, conviveram com sonhos e pesadelos justamente quando estavam se formando para a vida. Hilários, dramáticos, amorosos, radicais, lutam e brincam a um só tempo. Vivem um tempo de trevas. Ainda assim, acendem risos. O lúdico não abandona o revolucionário. Nas frias madrugadas curitibanas, cobrem as imaculadas paredes de um colégio – todas elas – com poemas pichados com bastões de cera. Em seguida, mergulham em estrepulias até o amanhecer. Dias depois, lá estão eles distribuindo panfletos em um bairro operário e discursando sobre bancos de praças. Mais tarde, entre operários e camponeses, semeiam sua revolução. Memória de Neblina é, sobretudo, um elogio ao pensamento humanista e transformador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um elogio ao pensamento humanista e transformador, mas é principalmente uma grande obra literária, que coloca Manfredini ao lado de grandes romancistas paranaenses que integram o cenário nacional literário, como Cristovão Tezza, Miguel Sanches Neto, Domingos Pelegrini ou Roberto Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro pode ser encontrado no site www.livrariascuritiba.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Nilton Bobato&lt;/strong&gt; é professor, escritor e poeta, membro do Conselho Nacional de Polícia Cultural do Ministério da Cultura, autor, entre outros livros, de Risos da fronteira, Prato Feito, Sobre a mesa e Prosa ds Estrada. Reside em Foz do Iguaçu (PR).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7301957840043949728?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7301957840043949728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/memoria-de-neblina-um-romance.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7301957840043949728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7301957840043949728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/memoria-de-neblina-um-romance.html' title='Memória de Neblina: um romance inesperado'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WmhWMJib4Xs/Tx5zEqZC6ZI/AAAAAAAAAJI/_2iD8grTJ0c/s72-c/capa_face.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6438097671100338082</id><published>2012-01-05T00:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T00:48:34.371-08:00</updated><title type='text'>O Brasil precisa frear os EUA</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Economista norte-americano, Mark Weisbrot co-diretor do Centro para Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington, alerta: países como o Brasil precisam impedir os Estados Unidos de atacar o Irã. Antes que seja tarde.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os governos que não querem uma guerra contra o Irã devem agir antes que seja tarde para impedi-la &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se não tivessem aprendido nada com as mentiras e a sede imperial de poder que nos arrastaram para uma guerra assassina com o Iraque que consumiu trilhões de dólares. Na sexta, o conselho editorial do "New York Times" aplaudiu as ameaças militares dos EUA contra o Irã e pediu "pressão econômica máxima" contra o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é o mais influente jornal "progressista" da América. A imprensa de direita, com um discurso de ódio que alcança milhões de pessoas por dia, é ainda pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã vem reagindo com ameaças próprias de fechar o estreito de Hormuz -por onde passa um sexto do petróleo do mundo- se os EUA cortarem suas exportações de óleo. Não surpreende, já que o governo americano tenta estrangular economicamente o Irã. O enorme esforço diplomático e de propaganda internacional dos EUA pode não levar imediatamente a uma guerra -como foi o caso com a Guerra do Iraque, o timing de qualquer ataque será sujeito a considerações eleitorais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que essas pessoas deitam as bases para uma guerra que ocorrerá quando o presidente decidir que convém. Quando essa hora chegar, é provável que seja tarde demais para impedir a guerra. Foi o que ocorreu no Iraque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcha em direção à guerra acelera-se agora devido às eleições de 2012 nos EUA. A primária presidencial republicana é em sua maior parte um circo, com todos os candidatos, menos o libertário Ron Paul, lançando chamados por guerra e criticando Obama por não ser "suficientemente duro". Como Obama tenta arrebatar votos dos republicanos, sua reação é mostrar-se o mais aguerrido possível sem de fato iniciar uma guerra real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o Congresso, com a Câmara controlada por republicanos e o Legislativo inteiro fortemente pelo lobby de Israel, soma mais pressão em favor da guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que ninguém se engane, imaginando que essa promoção da guerra em um ano eleitoral reflete a vontade dos eleitores americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pré-candidatos republicanos estão competindo na primária pelos votos dos eleitores mais de direita, mais extremistas pró-guerra no mundo, e Obama os está seguindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o lobby de Israel está seguindo o governo israelense de direita, pró-guerra. Mas dados de pesquisas indicam que, a despeito da lavagem cerebral diária, a imensa maioria dos americanos não deseja uma guerra com o Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a mídia americana não reconhece a vontade da sociedade civil independente no que tange questões de política externa, a voz do povo americano passa sem ser ouvida. E não ajuda o fato de o governo americano ter usado sua influência na ONU para nomear um chefe submisso da Agência Internacional de Energia Atômica. Isso pode explicar a mudança recente de tom da agência, que adotou discurso mais aceitável pelo lado favorável à guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo, apelamos ao Brasil e a outros governos que não querem essa guerra que nos ajudem a impedi-la. Quando, em maio de 2010, o Brasil e a Turquia propuseram um acordo de troca de combustível nuclear do Irã, isso funcionou como freio temporário da máquina de guerra. Precisamos de mais ajuda diplomática desse tipo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6438097671100338082?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6438097671100338082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-brasil-precisa-frear-os-eua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6438097671100338082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6438097671100338082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-brasil-precisa-frear-os-eua.html' title='O Brasil precisa frear os EUA'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8651457870763731945</id><published>2012-01-03T12:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T12:26:12.238-08:00</updated><title type='text'>O mundo do dinheiro e seus heróis</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Emir Sader&lt;/strong&gt;, no sítio Carta Maior&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um certo momento os ricos ou escondiam sua riqueza ou tratavam de passar despercebidos, como se não ficasse bem exibir riqueza em sociedades pobres e desiguais. Ou até também para escapar da Receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, o mundo neoliberal - esse em que tudo vale pelo preço que tem, em que tudo tem preço, em que tudo se vende, tudo se compra – passou a exibir a riqueza como atestado de competência. Nos EUA se deixou de falar de pobres, para falar de “fracassados”. Numa sociedade que se jacta de dar oportunidade para todos, numa “sociedade livre, aberta”, quem nao deu certo economicamente, é por incompetência ou por preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser rico é ter dado certo, é demonstrar capacidade para resolver problemas, ter criatividade, se dar bem na vida, etc., etc. Até um certo momento as biografias que se publicavam eram de grandes personagens da historia universal – governantes, lideres populares, gênios musicais, detentores de grandes saberes. A partir do neoliberalismo as biografias de maior sucesso passaram as ser as dos milhardários, que supostamente ensinam o caminho das pedras para os até ali menos afortunados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos dizem que nasceram pobres, subiram na vida graças à tenacidade, à criatividade, ao trabalho duro, ao espirito de sacrifício. Tiveram tropeços, mas nao desistiram, leram algum guru de auto-ajuda que os fez aumentarem sua auto estima, acreditarem mais em si mesmos, recomeçarem do zero, até chegarem ao sucesso indiscutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus livros se transformam em best-sellers, vendem rapidamente – até que vários deles caem em desgraça, porque flagrados em algum escândalo -, eles viajam o mundo dando entrevistas e vendendo seu saber que, se fosse seguido por seus leitores, produziria um mundo de ricos e de pessoas realizadas e felizes como eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai publicar um livro de um “fracassado”? Só mesmo se fosse para que as pessoas soubessem quais os caminhos errados, aqueles que nao deveriam seguir, se querem ser ricos, bonitos e felizes. O mundo do trabalho, da fábrica, do sindicato, dos movimentos de bairro, das comunidades – mundo marginal e marginalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programas de televisão exaltam os ricos, os bem sucedidos, as mulheres que exibem sua elegância, sua falta de pudor de gastar milhões na Daslu e nas viagens a Nova York e a Paris. Ninguém quer ver gente feia, pobre, desamparada, que só frequenta os noticiários policiais e de calamidades naturais. As telenovelas tem como cenários os luxuosos apartamentos da zona sul do Rio e dos jardins de Sáo Paulo, com belas mulheres e homens que não trabalham, no máximo administram empresas de sucesso. Os pobres giram em torno deles – empregadas domésticas, entregadores de pizza, donos de botecos -, sempre como coadjuvantes do mundo dos ricos, que propõem o tipo de vida que as pessoas deveriam ter, se quiserem ser ricos, bonitos, felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo fictício esconde os verdadeiros mecanismos que geram a riqueza e a pobreza, os meios sociais – os bancos por um lado, as fábricas por outro – em que se geram a riqueza e a fortuna, a especulação e a expropriação do trabalho alheio. Em que estão os vilões e os heróis das nossas sociedades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8651457870763731945?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8651457870763731945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-mundo-do-dinheiro-e-seus-herois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8651457870763731945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8651457870763731945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-mundo-do-dinheiro-e-seus-herois.html' title='O mundo do dinheiro e seus heróis'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-921480782793696375</id><published>2012-01-02T01:14:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T01:14:31.592-08:00</updated><title type='text'>O poder dos economistas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luiz Carlos Bresser-Pereira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O economista Luiz Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB que, no ano passado, deixou o partido acusando-o de haver se&amp;nbsp;tornado o partido dos ricos, mostra nesse breve, porém preciso artigo, como economistas do &lt;/em&gt;establishment&lt;em&gt; "usam a teoria econômica neoclássica para justificar "cientificamente" o neoliberalismo -uma ideologia reacionária que durante 30 anos (1979-2008) promoveu o atraso e a desigualdade em todos os países que a aceitaram".&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os anos 1970 os dirigentes das instituições financeiras e os economistas viram seu poder político crescer, mas o mundo também viu um imenso aumento da instabilidade financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto financistas ganhavam milhões e milhões, o prestígio e o poder dos economistas aumentava. Enquanto estes, muitos transformados em financistas, aumentavam seus ganhos, as crises financeiras se multiplicavam, e a renda de cada país se concentrava nos 2% mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos buscar várias explicações para isso, mas creio que o fato histórico novo que teve papel determinante nessa mudança foi a decisão do presidente Nixon em 1971 de suspender a conversão do dólar em ouro ou, mais especificamente, a conversão das reservas em dólares dos outros países em ouro, se seus dirigentes o solicitassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento, o dinheiro perdeu referência com a economia real; a criação, o fluxo e a destruição de moeda passaram a ocorrer com grande facilidade; o endividamento do setor privado saiu de controle e, na falta de uma verdadeira âncora para a economia, as crises financeiras se tornaram, além de mais frequentes, também mais profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder dos financistas e dos economistas aumentou porque eles passaram a ter um papel estratégico: seriam os gestores desse novo quadro monetário-financeiro -da "financeirização" da economia mundial. Mas, passados 40 anos, verificamos que fracassaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os financistas, porque se preocuparam apenas em ganhar mais dinheiro para eles e para os rentistas. Os economistas, porque construíram uma teoria matemática -a teoria econômica neoclássica- que "demonstrava" que os mercados eram autorregulados, de forma que não havia por que gerir as economias nacionais e a economia mundial. Os dois, porque, ao desregularem os mercados financeiros, estavam "desgerindo" a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dani Rodrik informou em artigo recente (publicado no "Valor", 19.dez.2011) que um grupo de estudantes abandonou o curso de seu colega na Harvard University Greg Mankiw, protestando contra o fato de que "o curso propaga ideologia conservadora disfarçada de ciência econômica e ajuda a perpetuar a desigualdade social".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos foram benignos com a teoria econômica ortodoxa: deviam ter acrescentado que ajuda também a aumentar a instabilidade financeira e causar baixo crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrik defendeu o colega, argumentando com o seu "paradoxo da globalização": que nos cursos os economistas neoclássicos ensinam uma teoria econômica sofisticada, onde as falhas de mercado são devidamente salientadas, mas, na hora de proporem políticas, adotam um liberalismo econômico simplista. Ele está enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa teoria econômica matemática que se ensina nas grandes universidades, baseada nos pressupostos do "homo economicus" e das expectativas racionais e no modelo do equilíbrio geral é essencialmente falsa, porque usa o método hipotético-dedutivo e porque adota como critério de verdade a coerência lógica, não a conformidade com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é uma teoria falsa por engano; o é por arrogância matemática que lhes dá monopólio sobre o saber e porque interessa aos economistas ensinar que os sistemas econômicos são autorregulados, bastando para isso corrigir suas pequenas falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma eles usam a teoria econômica neoclássica para justificar "cientificamente" o neoliberalismo -uma ideologia reacionária que durante 30 anos (1979-2008) promoveu o atraso e a desigualdade em todos os países que a aceitaram. E, ao mesmo tempo, dizem aos cidadãos desses países que fiquem calados, já que não dominam o "conhecimento" matemático e preciso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-921480782793696375?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/921480782793696375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-poder-dos-economistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/921480782793696375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/921480782793696375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2012/01/o-poder-dos-economistas.html' title='O poder dos economistas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1554486961245461349</id><published>2011-12-31T18:04:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T18:04:44.537-08:00</updated><title type='text'>A estrela viva de João Amazonas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-57YWOjGjcPA/Tv-4XuqIvhI/AAAAAAAAAJA/OqjxUysqCbQ/s1600/Jo%25C3%25A3o+Amazonas.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-57YWOjGjcPA/Tv-4XuqIvhI/AAAAAAAAAJA/OqjxUysqCbQ/s1600/Jo%25C3%25A3o+Amazonas.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nesses tempos novos, no Brasil e no mundo, novos e, portanto, desafiantes para quem trilha o caminho da transformação social, lembro-me frequentemente de João Amazonas, o construtor e o principal ideólogo do PcdoB. E o faço particularmente hoje,&amp;nbsp;1o. de janeiro de 2012. Há exatos 100 anos nascia, em Belém do Pará, o dirigente comunista de envergadura internacional, que se tornaria brasileiro dos mais notáveis do século XX, ainda hoje referência necessária no horizonte da luta transformadora. Dos 90 anos que Amazonas viveu, 67 foram dedicados à luta pelo socialismo em nosso País. De 1962 a 2001, foi o dirigente principal do PCdoB. Vasta, portanto, sua experiência. E vasto e fecundo o pensamento que desenvolveu, persistente e agudo, até o fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centenário de nascimento de João Amazonas, neste 1o de janeiro, abre um ano de importantes comemorações do PcdoB, que completa 90 anos de existência e 50 da sua reorganização. O ano de 2012 marca também o quadragésimo aniversário do início da guerrilha do Araguaia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Militante do Partido já aos 23 anos, Amazonas lutou contra a ditadura do Estado Novo, participou da reconstrução do partido na Conferência da Mantiqueira, em 1943, foi deputado federal constituinte em 1946, opôs-se ao golpe kruchovista na União Soviética, no final dos anos 50, e liderou a reorganização do partido em 1962, quando surgiu a sigla PCdoB, que encarnava o autêntico partido revolucionário, marxista-leninista fundado em 1922. Amazonas esteve à frente dos comunistas em sua luta sem quartel contra o regime militar de 1964 e organizou a guerrilha do Araguaia. De volta do exílio, em 1979, participou, até sua morte, das mais importantes lutas democráticas e patrióticas do povo brasileiro, sempre à frente, sempre destemido e lúcido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da tribuna do X Congresso do Partido, em dezembro de 2001, nas vésperas de completar 90 anos, com a voz mansa de sempre e os doces olhos de um avô, pediu que seus camaradas o dispensassem da tarefa de dirigente principal do Partido. Mas garantiu: “Não vou me aposentar. Até o fim estarei a postos em minha banca de trabalho”. Foi ovacionado pelos mais de mil delegados que testemunhavam a história recente do Brasil estampada naquela figura franzina de índio amazônico, cabelos brancos puxados para trás, que se prolongavam para além da cabeça, como estivesse sempre caminhando contra o vento. Morreu em São Paulo cinco meses depois, na cálida tarde outonal de 27 de maio de 2002, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas gerações de comunistas devem prestar mais atenção à trajetória desse brasileiro superlativo, homem com a estatura da História, principal construor, ideólogo e referência teórica e política do PCdoB. Pois como disse Eduardo Galeano, “a luz das estrelas mortas viaja e pelo vôo do seu fulgor nós as vemos vivas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1554486961245461349?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1554486961245461349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/12/estrela-viva-de-joao-amazonas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1554486961245461349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1554486961245461349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/12/estrela-viva-de-joao-amazonas.html' title='A estrela viva de João Amazonas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-57YWOjGjcPA/Tv-4XuqIvhI/AAAAAAAAAJA/OqjxUysqCbQ/s72-c/Jo%25C3%25A3o+Amazonas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1576498692308837793</id><published>2011-09-30T13:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T13:51:32.137-07:00</updated><title type='text'>Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Lnm1b7nDV3c/ToYq-_-V0ZI/AAAAAAAAAIg/U04PR4WmOQA/s1600/lula_homoris_franca_div_288.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Lnm1b7nDV3c/ToYq-_-V0ZI/AAAAAAAAAIg/U04PR4WmOQA/s1600/lula_homoris_franca_div_288.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Lula Doutor Honoris Causa: um cala boca nas elites&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Ricardo Kotscho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de "O Globo" em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta de Descoings:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (...) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de "O Globo" às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o título "Escravocratas contra Lula", Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (...). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção", foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: "Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da História este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais" (...). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. "As elites não são apenas escolares ou sociais, disse. "Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do país, a "Folha de S. Paulo", que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.&lt;br /&gt;Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"AFAGOS - FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como decisões da Justiça, criterios editoriais não se discute, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de "O Globo" pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris - o Sciences- Po _, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, "para não dizer que eu não falei das flores.&lt;br /&gt;"A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade".&lt;br /&gt;Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1576498692308837793?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1576498692308837793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/lula-em-paris-imprensa-sabuja-da-vexame.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1576498692308837793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1576498692308837793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/lula-em-paris-imprensa-sabuja-da-vexame.html' title='Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Lnm1b7nDV3c/ToYq-_-V0ZI/AAAAAAAAAIg/U04PR4WmOQA/s72-c/lula_homoris_franca_div_288.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-112360224584143565</id><published>2011-09-11T07:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T07:11:24.874-07:00</updated><title type='text'>Compañero Allende! Presente! Ahora y siempre!</title><content type='html'>﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BPEdy0Bafck/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/5YsO0SZt1VA/s1600/allende_lamoneda.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="255" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-BPEdy0Bafck/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/5YsO0SZt1VA/s400/allende_lamoneda.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Capacete, fuzil e sonhos: a epopéia de Salvador Allende não nos abandona&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mais uma vez quero lembrar um 11 de setembro que a mídia hegemonizada pelos interesses norte-americanos quase nunca menciona: o 11 de setembro de 1973, quando a direita chilena, sob o comando do sinistro General Augusto Pinochet e ostensivo apoio do governo dos Estados Unidos, derrubou o governo constitucional da Unidade Popular, presidido por Salvador Allende.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nos anos seguintes, a ditadura pinochetista assassinaria mais de três mil chilenos por razões políticas e mandaria outros dez mil aos cárceres, à tortura e ao exílio. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ao reverenciar a figura maiúscula de Salvador Allende, penso em quantos milhares de latino-americanos foram mortos, presos, torturados e exilados nas ditaduras por aqui implantadas nos anos 60 e 70, todas – rigorosamente todas – com apoio ostensivo do governo dos Estados Unidos (inclusive treinando torturadores). &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Penso ainda nos 140 civis mortos em Hiroshina, no massacre atômico perpetrado pelos Estados Unidos em seis de agosto de 1945, e no de Nagasaki, três dias depois, que matou 80 mil civis. Penso nos quase três milhões de vietnamitas que os militares norte-americanos chacinaram (inclusive mediante armas químicas e bacteriológicas) durante aquela guerra tenebrosa dos anos 60 e 70. Penso nos 100 mil civis iraquianos que pereceram em sete anos da guerra promovida pelos Estados Unidos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Penso nessas tragédias colossais e me pergunto: será que isso não passa pela cabeça da sociedade norte-americana que, neste 11 de setembro, só pensa no ataque ao World Trade Center? Um ataque terrível, é verdade, condenável sob todos os aspectos, que deve ser lembrado. Mas o que o governo dos Estados Unidos faz, com apoio de expressiva parcela da sociedade, é apresentar o ataque como a grande tragédia da História, ocultando suas responsabilidades sobre outras tragédias, bem maiores, bem mais trágicas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas os norte-americanos – ao menos sua maioria – foram adestrados para um auto-referenciamento enfermiço, cujo paroxismo, nos dias atuais, beira o autismo,&amp;nbsp;que tem&amp;nbsp;o resto do mundo apenas como&amp;nbsp;o “resto do mundo”, que eles pouco conhecem e, no fundo, desprezam, porque hostil ao destino messiânico do qual se consideram investidos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eu aqui reverencio as vítimas do Estado imperialista norte-americano, na figura superlativa de Salvador Allende, imolado no Palácio de La Moneda em 11 de setembro de 1973. E o faço repetindo texto que publiquei neste blog no ano passado. Dele nada tenho a acrescentar, nem a subtrair.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Compañero Allende! Presente! Ahora y siempre!&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatos 37 anos, a morte trágica do Presidente chileno Salvador Allende, lutando no Palácio de La Moneda contra as hordas fascistas do soturno General Augusto Pinochet, encerrava com heroísmo e sangue uma singular tentativa de caminho para o socialismo e, ao mesmo tempo, inaugurava uma das ditaduras mais cruentas da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleito em 1970, após três tentativas de chegar à Presidência, o médico e líder socialista Salvador Allende Gossens liderou o governo da Unidade Popular, incluindo socialistas, comunistas e outros segmentos da esquerda chilena. Partidário da possibilidade de instaurar o socialismo a partir das urnas, no contexto mesmo da democracia burguesa, Allende conduziu seu governo por um caminho que não considerava nem reformista, nem social-democrata, mas de democratização radical de todas as esferas da vida social. Era o que entendia como o grande eixo da transformação, o rumo para resolver o complexo e estratégico problema do poder político, o caminho para o socialismo chileno que, num discurso de maio de 1971, definiu como “libertário, democrático e pluripartidário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, expropriou terras e iniciou a socialização de importantes empresas privadas, que passaram à direção de cooperativas de trabalhadores, nacionalizou as minas cobre, sem o pagamento de indenizações às empresas norte-americanas que até então detinham o controle dessa área estratégica, subsidiou parte dos serviços básicos e apoiou organizações populares da cidade e do campo em suas demandas de participação. Em resposta, o povo o apoiou. Nas eleições parlamentares de 1971 e nas municipais de 1973, os partidos integrantes da Unidade Popular cresceram em votos. Mas a direita também respondeu aos avanços sociais do governo com uma oposição cada vez mais virulenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conspiração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a reação conservadora havia se instalado antes mesmo de Allende assumir a Presidência. A pequena vantagem do socialista diante dos outros concorrentes conduziu a decisão para o Congresso. Somente após exaustivas negociações, sobretudo com a democracia-cristã do Presidente Eduardo Frei, é que Allende foi proclamado Presidente da República, em 24 de outubro de 1970. A direita tentara evitar a eleição com o expediente de sempre, unindo estardalhaço e tramas golpistas. Um comando de sua ala mais extremista assassinou o comandante do Exército, General René Schneider, decidido partidário da subordinação do poder militar ao civil. Objetivo: instalar o medo e a insegurança no país, sobretudo em suas camadas médias, tumultuar o processo eleitoral, criar pretexto para intervenções. Não conseguiu. Mas persistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em duas frentes a direita cumpriria seu destino. Na legal, tentando cercar o governo no parlamento; na ilegal, desencadeando sabotagens (dinamitou torres de alta tensão e linhas férreas), boicotes, desabastecimento dos gêneros de primeira necessidade. Também o governo estadunidense cumpria seu destino de permanente inspiração reacionária e golpista, participando ativamente – inclusive com recursos financeiros – do complô direitista contra a Unidade Popular. Já em outubro de 1970, portanto antes mesmo da posse de Allende, o embaixador em Santiago, E. Korry, garantia em carta a Eduardo Frei: "Deve saber que não permitiremos que chegue ao Chile um parafuso, nem uma porca... Enquanto Allende permanecer no poder, faremos tudo ao nosso alcance para condenar o Chile e os chilenos às maiores privações e misérias...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bloqueado pelos Estados Unidos e sob rigoroso boicote da direita, o governo via a produção se bens ser drasticamente reduzida e ainda enfrentava uma corrosiva alta inflacionária. Criou-se uma situação de desabastecimento que gerou imensas mobilizações a favor e contra o governo. A famosa greve geral dos transportes, organizada e financiada pela burguesia chilena, com apoio irrestrito da CIA, praticamente inviabilizou o trânsito de bens pelo país. Por seu turno, setores mais à esquerda da Unidade Popular radicalizavam seu discurso, chegando a propor a Allende o fechamento do Congresso e o uso de medidas excepcionais para poder governar. O país estava cindido. A luta de classes ganhava as ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Presidente resolveu negociar, convidando líderes militares para compor o gabinete e oferecendo a realização de um plebiscito em que os chilenos optariam por continuar ou não o regime, podendo, inclusive, votar pela convocação de novas eleições. Mas nada disso arrefeceu a crise. O lobo faminto da direita exigia a cabeça de Allende que, diante das intransigências da oposição, decidiu cercar legalmente alguns dos seus setores mais radicais. Ao mesmo tempo, enfrentava grupos de esquerda que lhe cobravam rupturas. Os impasses se sucediam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Golpe à vista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento, a também oposicionista democracia-cristã aliou-se à direita para preparar o golpe de estado. Uma primeira tentativa ocorreu em junho de 1973, o chamado El Tancazo, quando um regimento de blindados de Santiago ergueu-se contra o governo, sendo, no entanto, contido. Finalmente, em 11 de setembro, sob o comando do General Augusto Pinochet, as forças armadas cercaram o Palácio de La Moneda. Allende rejeitou o ultimato da rendiçã.. O palácio foi bombardeado. O velho socialista, então com 65 anos, mandou que os funcionários deixassem a sede do governo. E lá se manteve na companhia de alguns correligionários mais próximos, em meio aos balaços de fuzis, metralhadoras e canhões do fascismo e ao ruído ensurdecedor dos raides, à poeira vulcânica das explosões. As 9h20min daquela manhã de 11 de setembro de 1973, em que a sorte do Chile estava sendo dramaticamente lançada, Allende se aproveitou da rádio Magallanes, a única ainda ao seu alcance, para transmitir ao povo chileno a mensagem derradeira. Sua voz serena e firme impôs-se aos ruídos dos bombardeios, das correrias e gritos da resistência em palácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e no seu destino. Este momento cinzento e amargo, onde a traição pretende se impor, será superado. Sigam sabendo que muito mais cedo do que tarde de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem [livre] digno que quer construir uma sociedade melhor...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá morreu, vestindo um capacete militar e portando o fuzil que lhe fora presenteado por Fidel Castro. Vitorioso, o golpe arrastaria o Chile para as sombras do terror. Até sucumbir, 16 anos depois, a ditadura pinochetista assassinaria mais de três mil chilenos por razões políticas e mandaria outros dez mil aos cárceres, à tortura e ao exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Salvador Allende foi depultado num túmulo modesto do cemitério de Viña del Mar, no litoral, sem sequer uma placa que o identificasse. Ali repousou por quase 18 anos. Somente em 1990, por ordem do Presidente Patricio Aylwin, o primeiro mandatário chileno da era democrática pós Pinochet, recebeu um novo funeral, desta vez no Cemitério Geral de Santiago, com as devidas honras de chefe de Estado. Em 2000, Allende ganhou uma grande estátua de corpo inteiro diante do restaurado palácio de La Moneda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exames e conclusões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica para os cientistas políticos e historiadores colocar sob os crivos da ciência os amplos e profundos significados da obstinada e heróica tentativa de Salvador Allende de transitar para o socialismo sem as necessárias rupturas estruturais. Houve, talvez, ilusões demais, num mundo sob o tacão da Guerra Fria e numa América Latina aprisionada por ditaduras militares. Talvez alguns tenham sido voluntaristas demais, alheios à correlação de forças. Ou, quem sabe, tímidos demais diante da luta de classes que avançava, virulenta, pelas ruas. Que o digam os estudiosos. De todo modo, foram todos heróicos combatentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo mudou nesses quase 40 anos. O capitalismo derrotou as primeiras experiências socialistas do século XX. A América Latina também mudou, varreu os regimes militares e, após sofrer as agruras do neoliberalismo, voltou-se quase toda ela para a esquerda. Há países, como a Venezuela e a Bolívia, cujos governos eleitos reivindicam a construção do socialismo a partir das superestruturas políticas e ideológicas do capitalismo. Experiências a serem observadas, essas sob a liderança de Chavez e Evo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, repito: aos estudiosos a missão do exame e das conclusões. Aqui, modesto escrita, reportei o que assisti, jovem e ainda que à distância, exultando com os chilenos pela vitória de Allende, amargando com eles a crônica perversa de sua derrota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leia a seguir a derradeira mensagem de Salvador Allende aos chilenos, na manhã de 11 de setembro de 1973, quando o palácio de La Moneda já estava sob o bombardeio dos fascistas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Compatriotas: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esta será seguramente a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A aviação bombardeou as antenas da Radio Portales e Radio Corporación. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção, e elas serão o castigo moral para os que traíram o juramento feito: soldados de Chile, comandantes-em-chefe titulares e mais o almirante Merino, que se autodesignou, e o senhor Mendoza, esse general rasteiro, que ontem me manifestara sua fidelidade e lealdade ao governo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frente a estes fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Colocado neste transe histórico, pagarei com minha vida a lealdade do povo, e digo-lhes que tenho certeza que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos não poderá ser apagada definitivamente. Eles têm a força, mas não se detêm processos sociais pelo crime e pela força. A História é nossa, ela é feita pelos povos. Me dirijo ao homem chileno, operário, camponês, intelectual, àqueles que serão perseguidos porque em nosso país o fascismo já se faz presente há algum tempo em atentados terroristas, sabotagens de estradas de ferro e pontes, oleodutos e gasodutos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frente ao silêncio dos que tinham a obrigação ... [interrupção momentânea da transmissão da Radio Magallanes] - ... a que estavam submetidos. A História os julgará.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seguramente, Radio Magallanes será calada e o metal tranqüilo da minha voz não chegará mais a vocês... Não importa ... Não importa, vocês seguirão me ouvindo, estarei sempre junto de vocês, pelo menos minha lembrança será de um homem digno, leal à lealdade dos trabalhadores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O povo deve se defender, mas não se sacrificar. Não deve deixar-se arrasar nem crivar de balas, mas tampouco pode se deixar humilhar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e no seu destino. Este momento cinzento e amargo, onde a traição pretende se impor, será superado. Sigam sabendo que muito mais cedo do que tarde de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem [livre] digno que quer construir uma sociedade melhor...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viva Chile, viva o povo, vivam os trabalhadores... Estas são minhas últimas palavras ... Tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão, tenho certeza de que pelo menos será uma lição moral que castigará a felonia, a covardia e a traição.... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/" name="1110988498050658805"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;﻿ &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-112360224584143565?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/112360224584143565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/companero-allende-presente-ahora-y.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/112360224584143565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/112360224584143565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/companero-allende-presente-ahora-y.html' title='Compañero Allende! Presente! Ahora y siempre!'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BPEdy0Bafck/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/5YsO0SZt1VA/s72-c/allende_lamoneda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3944422131618584956</id><published>2011-09-02T12:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T12:11:23.435-07:00</updated><title type='text'>Ho Chi Minh, inspiração presente</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kTNNPGpXoRs/TmEqG7LpFVI/AAAAAAAAAIY/7hxHty7dQVY/s1600/Ho_Chi_Minh.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-kTNNPGpXoRs/TmEqG7LpFVI/AAAAAAAAAIY/7hxHty7dQVY/s320/Ho_Chi_Minh.jpg" width="306" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando as tropas da Frente de Libertação Nacional do Vietnã irromperam em Saigon, em 30 de abril de 1975, expulsando os invasores norte-americanos do então Vietnã do Sul, Ho Chi Minh já havia morrido. As complicações da tuberculose adquirida ainda aos 24 anos e o desgaste provocado por décadas de lutas ásperas e contínuas haviam derrubado o velho revolucionário, líder histórico dos bravos vietnamitas, aos 79 anos, em dois de setembro de 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte impediu Ho Chi Minh de cumprir o que prometera em seu brevíssimo testamento político, redigido meses antes: após a vitória final, “percorrer todo o país, de sul a norte, para felicitar nossos compatriotas, os nossos quadros e os nossos combatentes heróicos e visitar os nossos velhos, os nossos jovens e as nossas criancinhas bem amadas” e ir “aos países irmãos do bloco socialista e aos países amigos do mundo inteiro para lhes agradecer por terem ajudado de todo o coração a luta patriótica do nosso povo contra a agressão americana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separam-nos exatos 42 anos da sua morte. Mas, como vive! No Vietnã, sobretudo, mas também no mundo, estão presentes a imagem, a lembrança e os ensinamentos daquela figura maiúscula, cuja dimensão histórica contrastava tanto com o corpo magérrimo, uma espécie de asceta da revolução que ocupava apenas dois quartos modestamente mobiliados do palácio presidencial de Hanói, vestindo a mesma sandália e a túnica gasta, dormindo em cama sem colchão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerrilheiro, intelectual e poeta, carinhosamente chamado de Tio Ho pelas crianças e jovens do Vietnã, Ho Chi Minh marcou o século XX e ganhou a admiração e o respeito do mundo com sua figura proeminente de revolucionário que se pôs à frente de seu povo para derrotar dois poderosos agressores, primeiro os franceses, depois os norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da cabana de palha ao mundo&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nascer, em maio de 1890, numa cabana de palha de Kiem Lan, pequena aldeia da província de Nghè An, no Vietnã Central, recebeu o nome de Nguyeb Sinh Cung. Ao longo de sua longa vida de revolucionário, no entanto, usaria mais de dez nomes, entre os quais Nguyen Tat Thanh, Nguyen Ai Quoc e Ly Thui. Por fim, cunhou o pseudônimo definitivo de Ho Chi Minh, que significa "aquele que ilumina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda muito jovem, tornou-se professor de escola média. Mas logo ganhava o mundo como aprendiz de cozinheiro num navio francês, conhecendo vários países, inclusive o Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. Em 1917, fixou-se em Paris, onde foi jardineiro, lavador de pratos, cozinheiro. À noite, devorava Tolstoi, Shakespeare, Victor Hugo, Anatole France, Émile Zola e Marx. Aprendeu (e falou fluentemente) francês, inglês, alemão, russo e chinês. E escreveu versos. Ali entrou em contato com anarquistas, socialistas e comunistas, tomou conhecimento da vitória do socialismo na Rússia e das posições de Lênin e tornou-se marxista-leninista e membro do Partido Comunista Francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo Ho Chi Minh ocupou-se, particularmente, da questão da luta anticolonial e da autodeterminação dos povos, dentro de uma perspectiva de luta socialista. Este, aliás, foi o tema do seu informe durante o V Congresso da Internacional Comunista, realizado em Moscou em 1924, dias após a morte de Lênin. Nessa estada em Moscou, conheceu os dirigentes comunistas brasileiros Astrogildo Pereira e Rodolfo Coutinho, ali presentes para buscar o reconhecimento do Partido Comunista do Brasil junto a Terceira Internacional Comunista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1930, Ho Chi Minh fundou o Partido Comunista da Indochina, unificando, para tanto, os três grupos comunistas existentes no País. No texto Apelo por motivo da fundação do Partido Comunista da Indochina, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Operários, camponeses, soldados, jovens, estudantes! Camaradas compatriotas oprimidos e explorados! O Partido Comunista da Indochina formou-se. É o partido da classe operária. Sob a sua direção, o proletariado dirigirá a revolução no interesse de todos os oprimidos e explorados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vitórias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Segunda Guerra Mundial, junto com seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Nguyen Giap, dirigiu a luta contra os japoneses. Em 1941, foi criada a Liga pela Independência do Vietnã (Viet Minh) e, refletindo as orientações do VII Congresso da Internacional Comunista, convocada uma Frente Nacional constituída de operários, camponeses, pequeno-burgueses e ainda da burguesia nacional e de latifundiários anticolonialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ho Chi Minh e os comunistas vietnamitas lutaram duro. O general Vo Nguyen Giap (o grande artífice da vitória militar de seu país contra os colonialistas franceses e norte-americanos, que há dias completou 100 anos) recorda-se daqueles tempos de combate aos japoneses nas selvas tropicais do Vietnã: “Esta vida de clandestinos acossados era extremamente dura. Para conservar uma boa saúde, condição primordial de um bom trabalho, o Tio Ho observava regras muito estritas. Levantava-se muito cedo. Todos os dias era ele, invariavelmente, quem nos acordava. Fazíamos, em conjunto, alguns movimentos de cultura física; depois começava o dia de trabalho. À noite, carecidos de petróleo para os candeeiros, nos reuníamos em volta de fogueira. As horas das refeições eram também escrupulosamente respeitadas, mas a alimentação era bem escassa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ho Chi Minh dizia sempre: “É preciso primeiro conquistar o povo antes de abordar o problema da insurreição”. Assim, o revolucionário mantinha-se em estreito contato com sua gente. Lembra-se Giap que seu camarada de armas “ia freqüentemente visitar os velhos e ensinar a ler os mais jovens. Gostava muito de crianças. Com a sua veste anilada, à moda das minorias Tho, poderia ser tomado por um camponês da região. O povo chamava-lhe respeitosamente ong ke, qualificação reservada aos anciãos da aldeia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória da União Soviética sobre a Alemanha e o enfraquecimento do Japão animaram os revolucionários vietnamitas a iniciarem a insurreição que levaria, em dois de setembro de 1945, à ocupação de Hanói e à proclamação da independência do Vietnã. Mas três semanas depois o Corpo Expedicionário francês, auxiliado e financiado pela Inglaterra, abriu fogo contra Saigon, no Sul. Tem início nova guerra de libertação nacional, que duraria nove anos e resultaria, afinal, na derrota completa dos colonialistas franceses na histórica batalha de Dien Bien Phu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Norte e Sul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1954 os Acordos de Genebra restabeleceram a paz na Indochina, mas decidiram dividir o Vietnã em dois estados independentes: Vietnã do Norte (com Ho Chi Minh na Presidência) e Vietnã do Sul (com o imperador Bao Dai no poder). E marcaram eleições livres para reunificação do país em dois anos, com supervisão internacional do cessar-fogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no Vietnã do Norte o socialismo era construído (com progressos espetaculares, sobretudo na industrialização, na produção agrícola e na erradicação do analfabetismo e várias epidemias), no Sul, agora sob o mando de Ngo Din Diem, mais e mais soldados norte-americanos ali desembarcavam e pipocavam sabotagens, provocações e incitações à divisão dos vietnamitas. Em setembro de 1960, surge a Frente Nacional de Libertação (FNL) que conta com a participação de nacionalistas e comunistas organizados à distância por Ho Chi Minh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Diem não estava conseguindo impedir o avanço da FNL, o imperialismo norte-americano lhe deu um fim radical: a morte. Mas nada disso suavizou a perspectiva de derrota dos ocupantes do País. Ho Chi Minh garantia: “Quanto mais agressivos se mostrarem, mais agravarão o seu crime. A guerra poderá prolongar-se ainda por cinco, dez, vinte anos ou mais; Hanói e Haiphong e outras cidades e empresas podem ser destruídas, mas o povo vietnamita não se deixará intimidar. Nada há de mais importante que a independência e a liberdade. Após a vitória, o nosso povo retomará nas suas mãos a reconstrução do país e torná-lo-á maior e mais belo.” A vitória ainda demoraria alguns anos, vindo apenas em 30 de abril de 1975, quando as tropas revolucionárias tomaram Saigon, a capital do Vietnã do Sul, que logo em seguida se tornaria cidade de Ho Chi Minh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inspiração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram cerca de cem anos de ocupação do País. Primeiro os franceses, depois os japoneses, novamente os franceses e por último os norte-americanos. Na luta titânica contra o colonialismo e a agressão imperialista, o povo vietnamita vincou na história da Humanidade um exemplo comovente de patriotismo e luta pela libertação de seu País. Nas últimas décadas dessa trajetória heróica a presença e liderança de Ho Chi Minh foram fundamentais. Líder com a estatura da história, dele já disseram. Obstinado em ocupar-se inteiramente, incondicionalmente com o mundo e os homens, desviou-se das desimportâncias mundanas, das pequenezas de espírito, fundido com profunda radicalidade aos dilemas essenciais da existência humana. Trabalhou com persistência e simplicidade, sempre sensível ao nível de consciência e aos reclamos de sua gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom seria se as novas gerações (que estão se formando e carecem de inspirações modelares) prestassem mais atenção a figuras maiúsculas como a de Ho Chi Minh, não no sentido de cópia de personalidade ou de reprodução de circunstâncias históricas irrepetíveis, mas como absorção de certos traços morais basilares, do desprendimento, da sensibilidade que o conduziu à poesia, da profunda consciência de seu tempo e seus desafios, da capacidade de entregar-se conscientemente à epopéia libertadora do seu povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-3944422131618584956?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/3944422131618584956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/ho-chi-minh-inspiracao-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3944422131618584956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3944422131618584956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/09/ho-chi-minh-inspiracao-presente.html' title='Ho Chi Minh, inspiração presente'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kTNNPGpXoRs/TmEqG7LpFVI/AAAAAAAAAIY/7hxHty7dQVY/s72-c/Ho_Chi_Minh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4242150232701992037</id><published>2011-08-22T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T16:10:47.029-07:00</updated><title type='text'>A UNE e as armas de 1961</title><content type='html'>﻿﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gGiiiKBPxyY/TlLgJV1a1BI/AAAAAAAAAIU/NZuGlxbW1nI/s1600/Aldo_recebe_o_Presidente_Joao_Goulart.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="268" qaa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-gGiiiKBPxyY/TlLgJV1a1BI/AAAAAAAAAIU/NZuGlxbW1nI/s320/Aldo_recebe_o_Presidente_Joao_Goulart.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jango foi à sede da&amp;nbsp;UNE agradecer apoio&amp;nbsp;na luta pela&amp;nbsp;posse. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿ ﻿&lt;br /&gt;Conhecida a notícia da inesperada renúncia do Presidente Jânio Quadros, na manhã de 25 de agosto de 1961, e noticiada a decisão dos ministros militares de impedir a posse do Vice-Presidente João Goulart, a UNE decretou greve geral e seu presidente recém-empossado Aldo Arantes seguiu para Porto Alegre. Foi juntar-se ao Governador Leonel Brizola, que comandava a reação ao golpe. Na época a entidade com maior capacidade de mobilização no País, a UNE lançou nas ruas da capital gaúcha e das principais cidades brasileiras, durante os dias dramáticos da resistência, vagalhões de estudantes. Somados a outros contingentes populares, eles foram decisivos na derrota do golpismo militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo desembarcou em Porto Alegre acompanhado por seu assessor Herbert José de Souza, o Betinho. A cidade que ambos encontraram era uma praça de guerra. Cinquenta anos depois o cenário ainda é vivo na memória de Aldo. “Era uma paisagem e um clima de guerra civil, eu nunca tinha visto aquilo no Brasil”, lembra. Canhões antiaéreos pelas ruas, onde massas de povo marchavam para defender a cidade. O Palácio Piratini, onde Aldo e Betinho apresentaram ao Governador Leonel Brizola o apoio da UNE, estava cercado por sacos de areia, automóveis, jipes, bancos da Praça da Matriz, trincheira defendida por civis armados e milicianos da Brigada Militar. No topo, ninhos de metralhadoras. Para além das barricadas, o povo. Milhares de estudantes e trabalhadores aglomeravam-se em torno do palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Aldo e Betinho não viram – mas saberiam mais tarde – é que a atmosfera de luta estendia-se por todo o Rio Grande do Sul. Os centros de tradições gaúchas, espalhados pelo Estado, arregimentavam o povo e o armavam com revólveres, espingardas e mesmo lanças e facões. Muitos desses gaúchos, com suas botas, bombachas e lenços no pescoço afluíam para Porto Alegre, preparados para a luta. Comitês de mobilização formaram-se entre estudantes e trabalhadores, intelectuais e artistas. Irreconciliáveis nos campos de futebol, Grêmio e Internacional se uniram em favor da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o Governador Brizola erguera em armas todo o Rio Grande do Sul para garantir a posse do Vice-Presidente João Goulart. A mobilização contagiou mesmo os gaúchos que não haviam votado em Jango. Naqueles dias dramáticos, em que o País beirava a guerra civil, Aldo Arantes, aos 22 anos de idade, recém-empossado na Presidência da UNE, vivia a primeira das tantas provas que lhe reservaria sua extensa e efervescente vida política nos 50 anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jânio: breve e controverso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empossado na Presidência da República em 31 de janeiro de 1961, sete meses depois, na manhã de 25 de agosto, Jânio Quadros renunciou, acusando “forças ocultas” que, garantiu, inviabilizavam o exercício do seu mandato. O episódio nunca foi devidamente esclarecido, pairando até hoje a suspeita de que, com a renúncia, ele pretendia deflagrar um movimento popular por sua permanência com poderes excepcionais. Se esse foi mesmo seu objetivo, falhou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A breve passagem desse político extravagante, quase caricato pelo Palácio do Planalto tem sido lembrada mais pelas medidas excêntricas adotadas: a proibição das rinhas de brigas de galos, de espetáculos de hipnotismo e letargia em auditórios, de corridas de cavalos em dias úteis, de lança-perfume e do uso do biquíni em concursos de beleza pela televisão, entre outras esquisitices. Mas o que o conduziu ao impasse foi seu desprezo pelos partidos e pelo o jogo político-parlamentar e seu relativo isolamento da ortodoxia conservadora que pavimentou seu caminho rumo à Presidência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na política interna Jânio rezou pela cartilha conservadora, nas relações externas sua conduta “autônoma e independente” (assim ele próprio a definiu) afrontou os ditames da guerra fria, que estava no auge, e ligavam o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. Reatou relações diplomáticas com a União Soviética, votou contra o isolamento de Cuba proposto pelos Estados Unidos, enviou missão especial e plenipotenciária aos países socialistas do Leste europeu, com os quais o Brasil ainda não mantinha relações e autorizou viagem exploratória do Vice-Presidente João Goulart à China. Ao Presidente argentino, Arturo Frondizi, chegou a sugerir a formação de um bloco dos dois países, autônomo e independente em relação aos Estados Unidos, mas sem alinhar-se com o bloco soviético. Era entusiasta do Movimento dos Países não Alinhados, liderado pelo Presidente da Yugoslávia, o ex-guerrilheiro Joseph Broz Tito, cuja foto mantinha à vista de todos em seu gabinete no Planalto. Por fim, num gesto terminal, condecorou o líder cubano Ernesto Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul. Era o dia 19 de agosto de 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo renunciado, os ministros militares vetaram a posse de Jango por se tratar de “um comunista”. Expediram ordem para prendê-lo logo ao desembarcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Às armas, cidadãos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que Aldo Arantes encontrou no Palácio Piratini, comandando a resistência legalista de metralhadora na mão, “era muito determinado, firme, sabia o que queria e exercia uma liderança muito forte no Estado”. Ainda novo, cheio de energia, Leonel Brizola transformou-se numa grande liderança nacional ao anunciar, na madrugada de domingo, 27 de agosto de 1961, pelas rádios Guaíba e Farroupilha, sua disposição de resistir ao golpe, à bala se necessário. E convocava o povo a segui-lo. E os gaúchos o seguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola mandou a Brigada Militar ocupar as rádios Guaíba e Farroupilha e a Companhia Telefônica, de modo que passou a dominar todas as comunicações em Porto Alegre. Controlou o movimento da Varig, requisitou três mil revólveres calibre 38 da fábrica de armas Taurus e estabeleceu um posto de recrutamento de populares para a resistência na Avenida Borges de Medeiros, um prédio em formato de mata-borrão, por isso assim apelidado. Em apenas cinco dias, 45 mil pessoas se inscreveram no Mata-borrão e entraram em filas para receber armas e treinamento. Um dos líderes dessa mobilização popular era João Amazonas, então dirigente principal do Partido Comunista do Brasil (na época ainda PCB) no Estado. De fora, o movimento recebeu o apoio solitário de um só governador: Mauro Borges, de Goiás. Mas as ruas do Brasil estavam com a resistência gaúcha, que era uma resistência brasileira. E isso encurralou os militares golpistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia 28 de agosto, por intermédio do General Orlando Geisel, o Ministro da Guerra ordenou por rádio ao comandante do III Exército, General José Machado Lopes, que contivesse Brizola, usando para tanto toda a tropa disponível no Rio Grande do Sul e a que mais necessitasse de outros pontos do País, inclusive empregando a Aeronáutica para bombardear o Piratini, caso isso fosse necessário. A resposta de Machado Lopes foi lacônica: “Cumpro ordens dentro da Constituição vigente”. E abandonou a sala. Dirigindo-se ao Piratini, comunicou a Brizola que o III Exército – antes expectante - aderia formalmente ao movimento de resistência ao golpe e pela posse imediata do Vice-Presidente João Goulart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 61 anos, Machado Lopes não tinha nada de esquerdista. Seu currículo era conservador, de liberal-cristão anticomunista, incluindo oposição ao tenentismo (movimento progressista dos militares nos anos 20) e à sua manifestação mais contundente, a coluna Prestes, além do combate armado contra a insurreição comunista de 1935. Sob suas ordens estavam 120 mil homens no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, então o maior contingente do exército brasileiro. “O apoio do comandante do III Exército foi uma das razões pela quais a luta pela legalidade terminou tendo êxito”, comenta Aldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A UNE nas ruas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo Arantes passava os dias no Piratini, articulado com o comando legalista. Saía apenas para ajudar na mobilização dos estudantes gaúchos, dirigidos pela Federação dos Estudantes Universitários do Rio Grande do Sul (FEURG), que jogou papel essencial na resistência. Realizavam passeatas, debatiam nas assembléias gerais, Foram os estudantes que arrancaram os bancos da Praça da Matriz para reforçar as barridas em torno do palácio. Na carroceria de caminhões, chegavam às para a concentração em torno do palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Ministro da Guerra ordenara o lacre dos cristais de várias emissoras de rádio de Porto Alegre, Brizola mandou transferir para os porões do Piratini os transmissores da Rádio Guaíba. Tinha início a Cadeia da Legalidade, transmitindo 24 horas mensagens de resistência para todo o Brasil e também para o exterior. A única música transmitida era o Hino da Legalidade, composto por Paulo César Peréio. As principais alocuções eram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do entusiasmado Governador gaúcho, dirigindo-se ao povo brasileiro, e de Aldo Arantes que, em nome da UNE, relatava aos estudantes brasileiros a evolução dos acontecimentos, apresentava diretivas de ação, conclamando à mobilização. Em várias capitais os estudantes eram convocados para ouvir, nas praças públicas, a palavra do Presidente da UNE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo na rua mudou o curso dos acontecimentos. Na Base Aérea de Canoas, sargentos furaram os pneus e desarmaram os aviões que, sob ordens do Ministro da Aeronáutica, deveriam bombardear o Palácio Piratini. Em todo o Paraná, os quartéis do III Exército ficaram com a legalidade. A exceção foi Santa Catarina, onde a base da Marinha aderira aos golpistas, abastecendo os navios que seguiram para sufocar o movimento legalista. Mas acabou isolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jango: a volta e a posse.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renúncia de Jânio Quadros pegou de surpresa o Vice-Presidente João Goulart, que estava em Singapura, retornando de viagem oficial realizada à China. Enquanto Jango cumpria um retorno intencionalmente demorado ao Brasil (Singapura, Paris, Nov York, Buenos Aires, Montevidéu e, finalmente, Porto Alegre), gestava-se no Congresso a solução intermediária e conciliatória para sua posse: a adoção do parlamentarismo, que transferia para o Congresso e o Presidente do Conselho de Ministros boa parte das prerrogativas presidenciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango desembarcou em Porto Alegre no dia 1o de setembro à noite. O jovem Aldo Arantes estava no Palácio Piratini quando o Vice-Presidente chegou acompanhado por Brizola, sob o cerco de uma entourage afobada e barulhenta. O clima, no entanto, não era só de festa. Naquele instante, era mais tenso que festivo. Aldo não presenciou, mas soube de uma discussão áspera, em reunião reservada, entre Jango e Brizola. O governador insistia em não aceitar o acordo parlamentarista. Mas o virtual Presidente já o havia acatado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que Aldo Arantes viu sair na sacada do Palácio Piratini estava calmo, afável, embora cansado. E acenava para a multidão. A ovação que recebeu, ribombando pela Praça da Matriz e cercanias, não ocultou, entretanto, vaias aqui e ali dos que, como Brizola, resistiam à solução parlamentarista. Alguns desses chegaram a atear fogo às faixas e cartazes com o nome de Jango e gritar: “Covarde! Covarde!”. Mas a ovação foi soberana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango embarcou para Brasília no dia cinco de setembro, a bordo de um Viscount da Varig. Em outro aparelho, Aldo Arantes, Betinho e os membros da comitiva oficial. Soube-se, mais tarde, que oficiais extremistas da aeronáutica pretendiam abater o avião que transportava Jango. Mas qual dos dois seria abatido, ou seriam ambos? Era a chamada “Operação Mosquito”, que afinal foi abortada. Aldo e Betinho desembarcaram no aeroporto de Viracopos, em Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Goulart foi empossado como Presidente da República no dia sete. Brizola não o acompanhou, nem participou das solenidades. Ao discursar no Congresso, “Jango fez uma menção rápida ao governador gaúcho e o movimento da Legalidade, sem citá-lo pelo nome com que ficara conhecido”, segundo relato do jornalista Flávio Tavares. Tancredo Neves, Deputado Federal pelo PSD mineiro, foi escolhido Primeiro-Ministro. No Ministério, nenhum nome do Rio Grande do Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldo Arantes e Leonel Brizola desenvolveram, na breve, porém intensa luta democrática de agosto de 1961, profundos laços de afeto. “Fomos amigos para o resto da vida”, diz Aldo. E lembra que, findo o movimento e ao se despedir do Governador gaúcho, dele recebeu um revólver Rossi 38 “como símbolo da resistência”. Do presente, ficou apenas a lembrança. “Infelizmente, durante a ditadura militar, eu dei este revólver para um sujeito que estava na luta armada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A mobilização dos estudantes foi tão forte, tão decisiva para o sucesso da resistência que, dias depois da posse, o Presidente João Goulart e todo seu ministério visitaram a sede da UNE para agradecer”, lembra-se Aldo &lt;em&gt;(na foto acima, Aldo é o primeiro da esquerda para a direita).&lt;/em&gt; “Foi um ato marcante”, diz, “pois pela primeira vez um Presidente da República ia à sede da UNE”. Somente 40 anos depois outro Presidente esteve por lá: Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente após a posse de Jango, a direita militar e civil, embora derrotada, continuou a conspirar, organizada, sobretudo, no secreto Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (Ipes) e no Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) que, entre outras iniciativas, financiava a eleição de candidatos anticomunistas. Começava, sub-repticiamente, a ser escrita a história do golpe de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4242150232701992037?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4242150232701992037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/une-e-as-armas-de-1961.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4242150232701992037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4242150232701992037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/une-e-as-armas-de-1961.html' title='A UNE e as armas de 1961'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gGiiiKBPxyY/TlLgJV1a1BI/AAAAAAAAAIU/NZuGlxbW1nI/s72-c/Aldo_recebe_o_Presidente_Joao_Goulart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8650995402940461346</id><published>2011-08-13T05:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T05:21:13.746-07:00</updated><title type='text'>Fidel Castro, 85 anos: sonhos e lutas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v9I0Ot3bX0E/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/hO7BKE28IIQ/s1600/Fidel+no+Parlamento+02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-v9I0Ot3bX0E/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/hO7BKE28IIQ/s320/Fidel+no+Parlamento+02.jpg" width="279" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo texto veiculado pelo sítio Vermelho, lembrando os 85 anos, hoje, desse gigante do século XX: o líder cubano Fidel Castro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder cubano Fidel Castro, ícone do século 20, comemora neste sábado (13) mais um aniversário. Ex-presidente da ilha, esse "soldado das ideias" chega aos 85 anos contrariando aqueles que insistiam em prever desde seu ocaso até uma morte prematura. Fidel, no entanto, continua bem vivo, lúcido e ativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastado do comando de Cuba desde 2006, ele abriu mão de seu posto à frente do Partido Comunista Cubano este ano, mas continua um observador atento do mundo, registrando seu pensamento por meio de suas reflexões. Além disso, suas ideias, bandeiras e realizações continuam a ser exaltadas no cotidiano da ilha e além - prova de que a ausência de cargos não sonegou-lhe a influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivente de mais de 600 atentados contra a sua vida, Fidel é a parábola perfeita para a própria resistência cubana. Um homem cuja história pode contar também a saga de seu país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido no povoado humilde de Birán, no leste da ilha, Fidel é filho de um bem-sucedido imigrante espanhol, um latifundiário vindo da Galiza chamado Ángel Castro, e de uma trabalhadora que conseguiu emprego em sua fazenda, Lina Ruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi educado em colégios jesuítas, em Havana. Em 1945, ingressou na universidade para estudar Direito. Tornou-se conhecido por seus pontos de vista nacionalistas e de oposição à influência norte-americana em Cuba. Em 1950, começou a trabalhar como advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1952, com a subida ao poder de Fulgêncio Batista, por meio de um golpe de Estado, Fidel fez oposição clandestina ao ditador. No ano seguinte, planejou um ataque ao quartel de La Moncada. Acabou preso com seu irmão Raúl Castro. Foi condenado a 15 anos de prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1955, anistiado, partiu para o exílio no México. Retornou a Cuba no ano seguinte, clandestinamente, chefiando uma fileira de 82 homens decididos a empreender a guerrilha revolucionária. Os guerrilheiros foram obrigados a se esconder nas montanhas de Sierra Maestra, mas obtiveram cada vez mais apoio civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel Castro e seus comandados entraram em Havana em 1958 e terminaram por derrotar de maneira esmagadora Batista e o aparelho militar criado pelos Estados Unidos. No dia 1º de janeiro de 1959, o ditador fugiu do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro assumiu o governo e a partir de então criaria um modelo próprio para Cuba, que os próprios cubanos se encarregam de aperfeiçoar: um comunismo caribenho, alimentado pelo marxismo-leninismo, com uma base nacionalista legada por José Martí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançou uma política de nacionalização de propriedades e empresas de estrangeiros e cubanos, com reforma agrária e amplos benefícios sociais, que levaram a pequena ilha caribenha a alcançar indicadores que a colocam ao lado dos países mais desenvolvidos. Cuba é hoje referência em áreas como educação, saúde e esportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder também estimulou a solidariedade internacional, o combate ao imperialismo e a integração regional. Seu humanismo revolucionário desagradou àqueles que não queriam conviver com uma alternativa bem sucedida ao capitalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o socialismo cubano, Fidel resistiu às mais diferentes pressões - em especial ao bloqueio norte-americano - e manteve suas posições. Em 31 de julho de 2006, debilitado por uma cirurgia no intestino, transmitiu o poder ao irmão Raúl. Em 2008, renunciou oficialmente à Presidência. No mês de abril desse ano, abriu mão também do comando do Partido Comunista de Cuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fidel é Fidel, e não precisa de cargo algum para ocupar sempre o lugar no topo da história no presente e no futuro da nação cubana. Enquanto tiver forças para fazê-lo, e felizmente está na plenitude de seu pensamento político, a partir de sua modesta condição de militante do partido e soldado das ideias, continuará levando a luta revolucionária e aos propósitos mais nobres da humanidade", disse seu irmão Raúl Castro, que o substituiu nas duas missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente passou um período sem atividades públicas, dedicando-se apenas a escrever seus artigos - que já somam 361. No ano passado, contudo, voltou a aparecer, mostrando-se bem disposto e lúcido, desmentindo recorrentes boatos sobre sua saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seu amigo Fidel, o escritor Gabriel Garcia Márquez escreveu: "Esse é o Fidel Castro que creio conhecer: um homem de costumes austeros e ilusões insaciáveis, com uma educação formal à antiga, de palavras cautelosas e modos tênues, incapaz de conceber nenhuma idéia que não seja descomunal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8650995402940461346?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8650995402940461346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/fidel-castro-85-anos-sonhos-e-lutas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8650995402940461346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8650995402940461346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/fidel-castro-85-anos-sonhos-e-lutas.html' title='Fidel Castro, 85 anos: sonhos e lutas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-v9I0Ot3bX0E/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/hO7BKE28IIQ/s72-c/Fidel+no+Parlamento+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8859317756589931126</id><published>2011-08-03T14:53:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T14:53:56.668-07:00</updated><title type='text'>Julio Manfredini na memória do PCdoB</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d_rcoGErkGo/TjnB6QPSu3I/AAAAAAAAAIM/prxDFYwoGb4/s1600/Foto%252520de%252520Julio%252520Manfredini%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-d_rcoGErkGo/TjnB6QPSu3I/AAAAAAAAAIM/prxDFYwoGb4/s320/Foto%252520de%252520Julio%252520Manfredini%255B1%255D.jpg" t$="true" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Luiz Manfredini&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em meados de julho, em São Paulo, comecei a transferir para o Centro de Documentação e Memória (CDM) da Fundação Maurício Grabois livros remanescentes da biblioteca de Julio Manfredini, meu avô. Nessa primeira partida, foram 26 livros, sobretudo romances de coleções editadas nos anos 40 e 50 pelas editoras Brasiliense e Vitória. Nas próximas, serão publicações marxistas e livros a respeito da construção do socialismo na União Soviética e das lutas revolucionárias pelo mundo, incluindo, obviamente, o Brasil (particularmente sobre a campanha O petróleo é nosso). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente meu avô aprovaria minha atitude, satisfeito por ver seus livros ganharem leitores, fomentarem consciência. Era um amante extremado da cultura. Nos 26 anos em que convivemos, só me presenteou com livros. A mim, seu afilhado, e aos demais netos. Era o que verdadeiramente o interessava: o saber como ferramenta da transformação da sociedade e como parâmetro de valoração do ser humano. Por isso foi um autodidata de vasta cultura e também por isso ingressou no Partido Comunista do Brasil, então PCB, no contexto da insurreição de 1935. Foi um caso raro de ingresso no Partido com idade mais avançada: estava com 53 anos e, pelos 41 anos restantes de vida – até sua morte, em maio de 1976 – nunca deixou de ser comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas fileiras do partido foi militante aplicado. Dirigente principal durante alguns momentos das décadas de 40 e 50, foi suplente de Deputado Estadual nas eleições de 1945 pela legenda comunista. Mais tarde, já passado dos 70 anos, tornou-se uma espécie de Presidente de Honra e referência ideológica e intelectual sólida para os revolucionários paranaenses. Ainda assim, era comum vê-lo acompanhar seus jovens companheiros da célula Marcílio Dias em pixações noturnas com os velhos bastões de cera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a grande maioria do Partido, Julio Manfredini ficou com a corrente liderada por Luiz Carlos Prestes na grande divisão de 1962. Mas nunca o ouvi detratar os que reorganizaram o Partido. Não me pareceu ser daqueles que os considerava liquidacionistas. Assim como boa arte dos comunistas sinceros da época, a perplexidade diante dos acontecimentos que se arrastavam desde o XX Congresso do PCUS, em 1957, e a idéia entranhada da unidade partidária, o levaram a seguir a linha hegemônica onde pontificava a figura emblemática de Prestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que restou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vasta biblioteca de Júlio Manfredini – conhecida e respeitada por seus camaradas – começou a ser desmantelada por volta do final de 1968 quando a família, atemorizada com a edição do Ato Institucional número 5, resolveu destruir coleções de jornais e revistas que o velho mantinha em um paiol nos fundos da casa da Rua Saldanha Marinho. Aí perdeu-se, por exemplo, uma coleção completa da revista “Problemas”, editada pelo Partido. Também se foram, nessa faina de medo, livros, papéis e documentos de grande valor memorialístico da trajetória do Partido no Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu avô morreu, em 1976, herdei o que restava da biblioteca, sem, no entanto, levar comigo as obras literárias, salvo aquelas mais relacionadas às lutas revolucionárias (como, por exemplo, volumes dos “romances do povo”, que acabo de doar ao Centro de Documentação e Memória). Tempos atrás, distribui mais de 500 volumes entre um sebo e a Biblioteca Pública do Paraná. Não faz sentido reter em casa livros tão emblemáticos da construção do socialismo na URSS e da luta revolucionária no mundo. Parece-me que o CDM é o local mais adequado. Lá os livros estarão guardados em condições apropriadas, acessíveis aos estudiosos do marxismo e das experiências socialistas. Na primeira semana de agosto, transferirei nova partida e assim até completar a entrega dos volumes que interessarem ao CDM. Neste sentido – e com muito orgulho – digo que Julio Manfredini, meu avô, militante e dirigente comunista, estará ainda mais vivo na memória do PCdoB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8859317756589931126?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8859317756589931126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/julio-manfredini-na-memoria-do-pcdob.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8859317756589931126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8859317756589931126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/08/julio-manfredini-na-memoria-do-pcdob.html' title='Julio Manfredini na memória do PCdoB'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d_rcoGErkGo/TjnB6QPSu3I/AAAAAAAAAIM/prxDFYwoGb4/s72-c/Foto%252520de%252520Julio%252520Manfredini%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5406241434643019932</id><published>2011-07-01T06:03:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T06:03:22.923-07:00</updated><title type='text'>FHC comemora 80 anos: festa pessoal e de seu grupo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo, a seguir, artigo do jornalista José Reinaldo Carvalho, editor do sítio &lt;/em&gt;Vermelho, &lt;em&gt;que comenta a festa&amp;nbsp;dos 80 anos do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. O evento possui justificado sabor pessoal, mas pouco interessa ao povo brasileiro, que padeceu sob o governo ne-liberal da dupla PSBD-DEM, capitaneada por FHC.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu nesta quinta-feira (30) uma homenagem do seu partido, o PSDB, pelo aniversário de 80 anos. Aproveitou para inventariar vida e obra e se achou no direito de dizer que são ainda muitas as dificuldades a serem enfrentadas pelo país. Certamente. Fico a imaginar como poderia ser fácil, com tanta herança maldita a remover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O hardware, o trabalho pesado, nós fizemos. Avançamos, mas ainda falta o software, o carinho, a atenção. Falta que se introduza nos nossos temas uma dimensão de economia sustentável, uma sociedade sustentável. Não se trata da produção só, da natureza, mas de tudo isso, da relação do ser humano com as pessoas”, disse, em seu discurso no Senado, aproveitando a oportunidade para expor os temas que lhe parecem atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professoral como sempre, pontificou: “O País avançou muito em relação àquele país pobre, doente, analfabeto, mergulhado num abismo social de diferenças de classe". No entanto, embora os brasileiros tenham, agora, acesso à educação e à saúde pública, o mestre da Sorbonne advertiu que é preciso qualificar os serviços: "Temos de entrar num patamar em que não basta o acesso, falta muito para o salto de qualidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ex-presidente, o Brasil ainda tem um desafio muito grande pela frente, de construir uma "sociedade mais decente", em que o desenvolvimento sustentável alcance todas as pessoas, sem que alguns continuem sendo deixados de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Henrique ainda se disse emocionado com a carta de parabéns enviada pela presidente Dilma Rousseff. Para ele, que na semana passada espinafrou o Lula, o qual em sua opinião é incapaz de tamanha grandeza, o gesto de Dilma foi de conciliação e exemplo de democracia. “Senti não um gesto político no sentido comum, mas um gesto de dizer, somos brasileiros, em algum ponto temos de nos entender e não vale a pena somente um destruir o outro, porque isso não leva a nada”, disse, supondo ter sido comovente.&lt;br /&gt;É mais uma ocasião em que Fernando Henrique capitaliza a carta em que a presidente Dilma cumprimenta-o pelo aniversário e o reconhece como um político que "contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica" no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não deixou passar em branco a oportunidade para consignar as reivindicações do seu partido: “Precisamos construir juntos, tomar decisões públicas, que passem pelo crivo da opinião pública. E a opinião pública passa pelo Congresso”, insinuando assim que o governo atual toma decisões privadas e ao arrepio da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Fernando Henrique declarou-se emocionado com a exibição de um vídeo feito pelo cantor e compositor Chico Buarque para sua campanha a prefeito de São Paulo pelo PMDB, transformando a clássica "Vai passar" em "Vai ganhar". Revelou que na época (1985), recebeu um telefonema de Chico cantando o refrão da música para ele. E comparou a surpresa à emoção de ter a "grande dama cênica", Fernanda Montenegro, como mestre de cerimônias na homenagem de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Fernando Henrique sabe que os tempos são outros e com o passar dos anos mudam também muitas outras coisas. “Vão-se os tempos, mdam-se as vontades”, diz o adágio. E com elas as convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele finge não saber, pois lhe interessa baralhar fatos, a fim de comprovar a sua tese surrada, que seu acólito Serra bateu ainda mais durante a última campanha eleitoral, de que desde o final da ditadura militar há uma linha de continuidade cujos marcos principais foram a promulgação da Constituição de 1988 e o seu governo, o non plus ultra da redenção nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não se incompatibilizar ainda mais com a opinião pública, inclui o governo Lula nesta continuidade e o da Dilma, cujo gesto protocolar, carregado de superlativa cortesia, ele tenta apresentar como aceno para a conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queremos dar um tiro no concerto. Mas, convenhamos que a herança (maldita), o programa e o jeito tucano de governar, ambos conservadores e neoliberais, são inconciliáveis com as aspirações e os esforços do povo brasileiro e das forças progressistas do país para construir uma nação progressista, democrática, independente e socialmente justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que conciliar, nem composição possível de interesses entre, por um lado FHC, e o PSDB, que pegou uma carona em seu aniversário para recauchutar a imagem desgastada, com as forças de esquerda. Estas últimas, partindo das conquistas democráticas, nacionais e sociais iniciadas durante o governo Lula, aspiram a avançar mais com o governo da presidente Dilma, aliás como ela prometeu durante a campanha eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto foi maldita a herança, é triste a memória do governo FHC, uma apagada e vil tristeza. Foram oito anos de entreguismo, privatizações do patrimônio público por moeda podre, diplomacia de pés descalços, subordinação à estratégia global do imperialismo, criminalização dos movimentos sociais e tentativa de soerguer uma ditadura de punhos de renda, na feliz expressão do jurista Celso Antonio Bandeira de Melo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FHC tem suas razões pessoais de comemorar o 80º natalício, uma festa privada e de sua entourage. Respeitamos. A nação e o povo, porém, não têm por que celebrar o presidente que foi nem o político que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5406241434643019932?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5406241434643019932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/07/fhc-comemora-80-anos-festa-pessoal-e-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5406241434643019932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5406241434643019932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/07/fhc-comemora-80-anos-festa-pessoal-e-de.html' title='FHC comemora 80 anos: festa pessoal e de seu grupo'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3780572113270143542</id><published>2011-06-30T03:52:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T03:55:10.324-07:00</updated><title type='text'>Aleida Guevara: defesa de Cuba e humanismo socialista</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No Brasil para dar palestras, a pediatra cubana Aleida Guevara falou ao jornal &lt;/em&gt;Folha de São Paulo.&lt;em&gt;&amp;nbsp;Declarando-se apenas militante de base do&amp;nbsp;Partido Coimunista de Cuba, Aleida defendeu&amp;nbsp; com ardor e convicção o socialismo cubano e falou de seu&amp;nbsp;pai, Ernesto Che Guevara, cuja memória procura preservar.&amp;nbsp;Na entrevista, Aleida revela, mais do que tudo, o incomparável humanismo socialista. Vale a pena ler e refletir.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Como vão as coisas em Cuba?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos solucionar problemas. O Estado não pode seguir sustentando quem trabalha sem produzir. Quando perdemos o campo socialista europeu, Cuba sofreu uma crise brutal, e o Estado amparou todos por todo esse tempo. A situação da economia interna melhorou -logo, há possibilidades para que essas pessoas trabalhem independentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi aberta a possibilidade da propriedade privada de imóveis e carros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que não é propriedade privada. Se eu tivesse pago por um carro, era meu, mas eu não podia vendê-lo. Agora posso, legalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não acha que isso conflita com o princípio socialista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. O Estado segue sendo socialista porque não há privatização nos grandes meios de produção. Nisso não se tocou e não se vai tocar. O povo cubano segue sendo dono de tudo o que se produz no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não está em vender a tua casa ou o teu carro, o que é bom que possamos fazer livremente. A questão está em que agora há trabalhadores por conta própria. Esses vão buscar seu benefício pessoal. Meu temor pessoal como cidadã -não tenho nada a ver com a direção do governo cubano; sou uma médica- é que as pessoas que comecem a trabalhar para si mesmas percam um pouco a consciência social. O homem pensa segundo vive. Se você só vive interessado em melhorar sua casa, a vestimenta, em ter dinheiro no bolso, esquece que a escola infantil da esquina, dos seus filhos, precisa de uma mão de pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a sra. responde à afirmação de que Cuba é uma ditadura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É total falta de conhecimento da realidade cubana. Temos eleições populares, muito mais democráticas que as de qualquer outro país. O povo elege diretamente seus candidatos, desde a base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas o partido é único.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido não tem nada que ver com as eleições. O partido é o dirigente. As eleições são de baixo, do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não há problema de renovação de lideranças?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo cubano conhece a sua gente. Querem que sigam dirigindo. Se fizeram bem até agora, por que mudar? Estamos seguros com Raúl.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como justificar a oposição, os presos políticos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presos políticos são presos por ideias. Em Cuba, não existem. Há presos por ações contra o povo, como pôr veneno na água de uma escola, tentar incendiar a telefonia. É terrorismo. Há mercenários pagos por EUA e europeus por passar ao FBI informações que prejudicam o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E as damas de branco?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São uma vergonha para mim como mulher. O que pedem? Que se deixem livres assassinos, terroristas, pessoas que atacaram a economia de seu próprio povo, mercenários que se venderam aos interesses de EUA e Europa? Por que não valorizam a sociedade que cuida da pessoa desde que nasce até o fim da vida? Onde a educação é gratuita, não importa se és dama de branco, preto ou verde? Não posso respeitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há democracia em Cuba?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia é o poder do povo. E um Estado de direitos para todos os cidadãos. Isso em Cuba existe. O que o povo diz é o que se faz. O povo tem sempre a última palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O embargo não mudou com Obama?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloqueio. Os EUA têm o direito de embargar suas relações com Cuba. Não protestamos contra isso. Protestamos quando os EUA têm o propósito de que nenhum outro país comercialize livremente com Cuba. Isso é o bloqueio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditávamos que Obama teria outras perspectivas, mas nos equivocamos. Ele responde aos interesses da grande indústria. Prometeu que fecharia a base de Guantánamo e isso não ocorreu até agora. Seguem tendo presos ilegais em nosso território. Essa base é roubada de Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quem diga que a Primavera Árabe pode chegar a Cuba. A sra. teme isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito diferente. A Revolução Cubana é de base, do povo. No mundo árabe, não houve revoluções desde as bases. Hoje, há muita manipulação de grupos incomodados por falta de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é lidar com o mito Che?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito, não. Quando se fala de Cristo, ele é muito distante do ser humano, não se sabe se existiu ou não. Che não pode se converter em um mito. Era um homem como qualquer um de nós. Isso é o que o faz bonito, completo: sendo humano, com todos os problemas e deficiências, soube ser um ser humano melhor. O que queremos é seguir esse exemplo de vida, de ação, de honestidade, de integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sra. quase não conviveu com ele.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha quatro anos e meio quando ele partiu para o Congo. Lembro dos últimos momentos antes da viagem. Meu irmão Ernesto tinha só um mês. Tenho uma imagem de minha mãe, com meu irmão apoiado em seu ombro. Eu estou embaixo, olhando a cena. Meu pai está vestido como militar e tocando com uma mão muito grande a cabecinha do bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa imagem sempre me ficou na retina. Sou mãe e me ponho a pensar naquele momento, quem sabe de despedida. Quanta preocupação ele poderia estar tendo com esse bebê, se quando crescer ele iria entender por que ele não estava. [&lt;em&gt;Chora, tentando conter as lágrimas&lt;/em&gt;.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse momento me faz pensar em meu pai com muito amor, com muita força. Era um homem capaz de amar com tanta ternura e, ao mesmo tempo, de seguir seu caminho, de saber que era mais útil noutro lugar. É o melhor exemplo de um verdadeiro homem e verdadeiro comunista: oferecer o melhor da sua vida apesar de si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, houve outro momento quando ele regressou do Congo, já disfarçado. Não sabia que era papai. Nessa noite eu caí, bati forte a cabeça. Ele me tomou nos seus braços, me protegeu. No fim, eu disse alto: mamãe, acho que esse homem está apaixonado por mim. Deve ter sido muito duro para ele -não pôde me explicar porque me queria de maneira especial. Mas para mim foi ótimo. Quando soube que era meu pai, senti que me amava de uma maneira muito especial, e isso é bonito para qualquer filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse momento do disfarce está no filme de Steven Soderbergh. A sra. gostou do filme?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, porque não se vê meu pai como formador de homens. O filme de Walter Salles [Diários de Motocicleta] é muito melhor, mais real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como avalia a manutenção da memória sobre o seu pai?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas faltam. Uma das mais importantes é que não há publicações suficientes para os jovens. Fazê-las é um dos objetivos do Centro de Estudos Che Guevara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-3780572113270143542?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/3780572113270143542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/06/aleida-guevara-defesa-de-cuba-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3780572113270143542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3780572113270143542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/06/aleida-guevara-defesa-de-cuba-e.html' title='Aleida Guevara: defesa de Cuba e humanismo socialista'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8559368960277217682</id><published>2011-06-29T13:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T13:05:46.698-07:00</updated><title type='text'>Crise terminal do capitalismo?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Leonardo Boff&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo. A capacidade de o capitalismo adaptar-se a qualquer circunstância chegou ao fim.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do capital globalizado e explorador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leonardo Boff é teólogo e escritor.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8559368960277217682?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8559368960277217682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/06/crise-terminal-do-capitalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8559368960277217682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8559368960277217682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/06/crise-terminal-do-capitalismo.html' title='Crise terminal do capitalismo?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2467460530085989668</id><published>2011-04-17T04:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T04:54:08.675-07:00</updated><title type='text'>Falta uma voz no debate econômico</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo a seguir oportuno comentário veiculado neste domingo, dia 17, pelo sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos dias serão de intensa difusão de vapor ortodoxo. Turbinada pela caldeira midiática, a pressão buscará acionar a manivela de mais uma alta nas taxas de juros. O Copom reúne-se na quarta-feira, dia 20. Para legitimar um novo giro na rosca do juro mais alto do mundo mobilizam-se energias equivalentes às de um terceiro turno eleitoral. E, justiça seja feita, o dispositivo midiático, seu jogral de consultores e ventríloquos dos mercados, bem como seus aliados dentro do governo, sabem como manipular as expectativas econômicas para criar um clima de 'terrorismo inflacionário' praticamente colocando o Estado brasileiro nas cordas. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O governo e as forças progressistas balbuciam contra-argumentos. Nem de longe com a disciplina e, sobretudo, a coesão em torno de uma mesma agenda como acontece no campo rentista. Há um ponto a partir do qual as expectativas dirigem o processo econômico. Ainda que as premissas sejam falsas -como falsas são as afirmações alarmistas de que o país cresce de forma descontrolada e muito acima do pleno emprego de sua capacidade produtiva - elas se impõem pela disseminação do medo. As expectativas acabam servindo de gatilho para disparar aumentos generalizados, configurando-se um caso típico de profecia auto-realizável. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A lição é muito clara: o contrafogo à guerra das expectativas - que será intensa contra este governo que não dispõe de um líder de massa à frente, como foi Lula - não pode limitar-se ao arsenal acadêmico e analítico. Por mais corretas e serenas que sejam as ponderações que afrontam o rentismo engajado, seu poder de irradiação nasce limitado pelo filtro da mídia conservadora e pela ausência de uma liderança popular contrastante. Falta um personagem nessa debate: a voz dos movimentos sociais, dos sindicatos e partidos - inclusive e sobretudo a CUT e o PT - que pretendem representar aquele que mais diretamente sofrerá os efeitos do arrocho ortodoxo: o povo brasileiro. A ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2467460530085989668?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2467460530085989668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/falta-uma-voz-no-debate-economico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2467460530085989668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2467460530085989668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/falta-uma-voz-no-debate-economico.html' title='Falta uma voz no debate econômico'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5947615622471599132</id><published>2011-04-08T13:40:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T13:40:55.047-07:00</updated><title type='text'>Como o PSDB se tornou o partido da direita e dos ricos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wA8Q-9SlPGE/TZ9wX2FGCWI/AAAAAAAAAH8/_KPnJUnbu1w/s1600/Bresser.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="143" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-wA8Q-9SlPGE/TZ9wX2FGCWI/AAAAAAAAAH8/_KPnJUnbu1w/s200/Bresser.bmp" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para o&amp;nbsp;economista Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro de FHC e fundador do PSDB, o partido que nasceu&amp;nbsp;social-democrata tornou-se de direita e representante dos ricos.&amp;nbsp;Reproduzo&amp;nbsp;trechos da&amp;nbsp;entrevista por ele concedida&amp;nbsp;à Maria Inês Nassif, do Valor Econômico. Num exemplo de&amp;nbsp;honestidade intelectual, Bresser Pereira&amp;nbsp;mostra abertamente&amp;nbsp;como foi alcançado pela influência neoliberal dos anos 90 e como livrou-se dela, a ponto de deixar de ser tucano.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: O senhor está onde sempre esteve?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Carlos Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; No governo Fernando Henrique, ou nos anos 90, a hegemonia neoliberal foi muito violenta. Foi tão violenta que também atingiu a mim. Não escapei dela. Logo que saí do governo, publiquei um livro chamado A Crise do Estado. Aí, resolvi publicá-lo em inglês e revi o livro todo, de forma que, quatro anos depois, ele foi publicado em inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isso aconteceu, já estava entusiasmado com a vitória do Fernando Henrique e influenciado pelas ideias liberais. Não tinha me tornado um neoliberal de forma nenhuma, tenho certeza disso — mas estava mais perto do neoliberalismo do que estou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Caiu no conto da globalização?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Um pouco. Não totalmente, mas ninguém é de ferro. O grande problema da social-democracia é que ela se deixou influenciar, no mundo inteiro. A Terceira Via, por exemplo, hoje tão criticada, tinha um grande intelectual como Anthony Giddens por trás dela, um homem de centro-esquerda. Foi nesse estado de espírito que entrei no governo Fernando Henrique. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também foi lá que tomei um susto. Eu estava fazendo a reforma gerencial, que era uma reforma essencialmente para fortalecer o Estado social, pois era a reforma dos serviços sociais e científicos do Estado. Mas fiquei surpreso com duas coisas dentro do governo: uma, que não havia nenhuma perspectiva nacional, não havia nenhuma distinção entre empresa nacional e estrangeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito pelo contrário: Fernando Henrique dizia forte e firmemente que não havia essa diferença, que era tudo rigorosamente igual — e isso é bobagem, é coisa que os americanos e europeus contam para nós, mas nunca praticaram. Aquilo me deixava muito incomodado. E a outra coisa que me deixou muito incomodado foi a política econômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Do ponto de vista acadêmico, o senhor não se considera da mesma escola que Fernando Henrique?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Fui dar uma aula em Paris, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, e aí o Afrânio Garcia, um antropólogo que substituiu Ignacy Sachs na direção de um centro sobre o Brasil, e mais um cientista político do Rio Grande do Sul, o Hélgio Trindade, fizeram comigo uma entrevista para uma pesquisa, em outubro de 2003. Num certo momento, disse a eles: “Não sou da escola de sociologia de São Paulo, sou da escola do Iseb”. O Afrânio disse: “O quê?”. Era uma surpresa para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me formei a partir do pensamento do Celso Furtado, do Inácio Rangel — o Celso Furtado não foi do Iseb, mas era da Cepal, e a Cepal cepalina era estruturalista, como o Iseb. É claro que fiquei amigo da escola de sociologia de São Paulo, a escola do Florestan Fernandes e do Fernando Henrique, que vai dar na teoria da dependência, mas não tenho nada a ver com isso. Quando eu disse isso, o Afrânio pediu para eu fazer um seminário. Fiz dois papers. Um, que se chama “O conceito de desenvolvimento do Iseb” e outro, mais interessante, que se chama “Do Iseb e da Cepal à teoria da dependência”, em que vou fazer a crítica da dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Isso foi em que ano?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Foi em 2004. Para fazer esse paper, fui rever as ideias do Fernando Henrique. Eu sabia que ele tinha deixado de ser esquerda, mas eu também tinha deixado um pouco de ser esquerda. Eu continuava um pouco e ele tinha deixado de ser mais do que eu. Mas o que não era claro para mim era a parte nacionalista, a parte de poupança externa, essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí fui ler outra vez o livro clássico dele e do Enzo Faletto (Dependência e Desenvolvimento na América Latina). E vi que Fernando Henrique estava perfeitamente coerente. O que é a teoria da dependência? É uma teoria que vai se opor à teoria cepalina, ou isebiana, do imperialismo e do desenvolvimentismo, que defende como saída para o desenvolvimento uma revolução nacional, associando empresários, trabalhadores e governo, para fazer a revolução capitalista. O socialismo ficava para depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da dependência foi criada pelo André Gunther Frank, um notável marxista alemão que estudou muitos e muitos anos na Bélgica e que em 1965 publicou um pequeno artigo chamado “O desenvolvimento do subdesenvolvimento”, brilhante e radical. É a crítica à teoria da revolução capitalista, à teoria da aliança da esquerda com a burguesia. É a afirmação categórica de que não existia, nunca existiu e nunca existiria burguesia nacional no Brasil ou na América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, os seguidores de Gunther Frank eram o Ruy Mauro Marini e o Teotônio dos Santos, mas no final, e curiosamente, o seguidor deles mais ilustre vai ser o Florestan Fernandes maduro. Eles concordam que não existe burguesia nacional. Quando a burguesia nacional é compradora, entreguista, associada ao imperialismo, a única solução é fazer a revolução socialista. É bem louco, mas é lógico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vieram o Fernando Henrique e o Enzo Faletto e disseram que havia alternativa, a dependência associada. Ou seja, as multinacionais é que seriam a fonte do desenvolvimento brasileiro, cresceríamos com poupança externa. Era a subordinação ao império. Claro que o império ficou maravilhado. A teoria da dependência foi um grande sucesso — os outros liam e faziam suas interpretações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, era uma maravilha: a esquerda americana, que se reúne nas conferências da Latin America Student Association, nos Estados Unidos, encontrava um homem democrático de esquerda que via nos Estados Unidos um grande amigo na luta pela justiça social. Quando fiz essa revisão, estava começando a romper com o PSDB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: E quando o senhor chegou ao PSDB?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Em 1988, fui um dos fundadores do PSDB. Na época da fundação, o Montoro não queria o nome de social-democracia para o partido, porque tinha origem na democracia cristã, que a vida inteira tinha lutado contra os social-democratas na Inglaterra, na Alemanha e na Itália. Nós ganhamos, pelo fato de sermos centro-esquerda. &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas aí ele dizia: “Muito bem, mas e se esse bendito PT, que se diz revolucionário, que tem propostas para a economia brasileira completamente irresponsáveis, chega no poder ou perto do poder e se domestica, e se torna social-democrata, como aconteceu na Europa? Eles têm toda uma integração com os trabalhadores sindicalizados, que nós não temos, então nós vamos ser empurrados para a direita”. E foi isso que aconteceu. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Valor: Quando o senhor considera que o PSDB começa essa trajetória para a direita?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; O Fernando Henrique teve dois azares: o primeiro foi que governou o país no auge absoluto do neoliberalismo, enquanto Lula governou no momento em que o neoliberalismo começa a entrar em crise; e o segundo é que seu governo não gozou do aumento dos preços das commodities de que o Lula desfrutou. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas o fato concreto é que no governo Fernando Henrique o partido já caminhava para a direita muito claramente. Daí o PT ganhou a eleição e assumiu uma posição de centro-esquerda, tornou-se o partido social-democrata brasileiro — e o PSDB, naturalmente, continuou sua marcha acelerada para a direita. Nas últimas eleições, ele foi o partido dos ricos. Isso, desde 2006. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;É a primeira vez na história do Brasil que nós temos eleições em que é absolutamente nítida a distinção entre a direita e a esquerda, ou seja, entre os pobres e a classe média e os ricos. E um partido desse não me serve, seja pela minha posição social-democrata, seja pela minha posição nacionalista econômica — tenho horror profundo e absoluto do nacionalismo étnico. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Acho que a globalização é uma grande competição em nível mundial, quando todos os mercados se abriram, e passou a haver uma competição global não apenas das empresas, mas dos países. E você precisa, mais do que nunca, uma estratégia nacional de desenvolvimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Valor: Retomar a ideia de nação, que ficou meio apagada nos anos 90?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Isso, retomar a ideia de nação. E a própria ideia de centro-esquerda, que ficou um pouco apagada nesse período. Às vezes me perguntam: “Se você não é mais um membro do PSDB, foram eles que mudaram ou você?”. Fomos os dois. Eles mudaram mais para a direita e eu mudei um pouco mais para a esquerda. Recuperei algumas ideias nacionalistas que achava muito importantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Valor: A quem isso serve?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Isso é muito claro. Eu uso uma frase do Jacques Rancière, sociólogo político francês, de esquerda, sobre o ódio à democracia. A democracia sempre foi uma demanda dos pobres, dos trabalhadores, de classes médias republicanas, nunca foi dos ricos. Os ricos odeiam a democracia, embora digam que defendem. Eles sabem que a democracia não vai expropriá-los, que a ditadura da maioria não vai expropriá-los — mas eles continuam liberais e, se não têm ódio, pelo menos têm medo da democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual a melhor forma de neutralizar a democracia? São duas. Uma é fazer campanhas eleitorais muito caras. Então, financiamento público de campanha, jamais. Rico não aceita isso em hipótese alguma. A outra estratégia é desmoralizar os políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa clara é que a corrupção existe porque o capitalismo é essencialmente um sistema corrupto e os capitalistas estão permanentemente corrompendo o setor público. É fácil verificar quem são os servidores públicos mais corruptos. Quem corrompe professor universitário? Ninguém. E quem corrompe delegado de polícia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que tem um monte de gente interessada em corromper delegado de polícia, fiscal da Receita. Os fiscais da Receita não são intrinsecamente mais desonestos que os professores. Fizeram concursos mais ou menos igualmente, são pessoas igualmente respeitáveis — só que uns são submetidos a processos de corrupção por parte das empresas; outros, não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: O que o senhor acha do Bolsa Família?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bresser-Pereira:&lt;/strong&gt; Acho uma maravilha. Sempre acreditei piamente na competição. Quando pensava naquela emenda da Revolução Francesa — Liberdade, Igualdade e Fraternidade —, eu entendia perfeitamente as ideias de liberdade e igualdade, mas a fraternidade eu achava simplesmente simpática. Nesses últimos anos, todavia, descobri que é absolutamente fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade em que vivemos, existe uma quantidade muito grande de pessoas cuja capacidade de competir é muito limitada. Mesmo que tenha educação, por características pessoais, geralmente de equilíbrio emocional, às vezes de inteligência, essas pessoas não são capazes de se defender da competição como devem. E aí que entra a fraternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bolsa Família é um mecanismo altamente fraterno. O Lula sabe da necessidade da fraternidade, da solidariedade — a vida dele deve ter lhe ensinado. Ele é perfeitamente capaz de competir por conta dele, isso é evidente. Mas sabe a importância da solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5947615622471599132?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5947615622471599132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/como-o-psdb-se-tornou-o-partido-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5947615622471599132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5947615622471599132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/como-o-psdb-se-tornou-o-partido-da.html' title='Como o PSDB se tornou o partido da direita e dos ricos'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wA8Q-9SlPGE/TZ9wX2FGCWI/AAAAAAAAAH8/_KPnJUnbu1w/s72-c/Bresser.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4090255854417209839</id><published>2011-04-02T03:42:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T03:42:29.935-07:00</updated><title type='text'>Bolsonaro: a cepa de 1964 segue viva em 2011</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo artigo de &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Saul Leblon, originalmente veiculado no sítio &lt;/em&gt;Carta Maior&lt;em&gt;, oportuno por mostrar como a delinquência do ainda Deputado Federal Jair Bolsonaro não é fato isolado, mas representa as fortes reverberações, em pleno século XXI, do reacionarismo golpista e preconceituoso do século passado, do qual o Brasil foi vítima.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve ser negligenciada a coincidência entre o aniversário dos 47 anos do golpe militar de 1964 e o vomitório homofóbico-racista despejado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP), nas últimas semanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevistas e declarações a diferentes veículos, ele adicionou mais algumas pérolas a sua robusta coleção de ataques aos direitos humanos, cujo usufruto, na visão sombria de mundo desse ex-capitão reformado do Exército brasileiro, deveria ser vetado aos negros, aos homossexuais, os índios, os comunistas, socialistas, os pobres e, possivelmente, também, aos deficientes físicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsonaro tinha apenas 12 anos de idade quando ocorreu o golpe que instaurou a ditadura militar de 1964. Mas sua formação na Academia de Agulhas Negras ocorreu exatamente durante os anos de chumbo, tendo deixado a carreira em 1988 (fim do regime) para se transformar no único parlamentar brasileiro que defende abertamente o golpe de abril de 1964. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsonaro tem sido tratado pela mídia conservadora como uma excrescência. Um ponto fora da curva. Um excesso. Um palavrão deselegante na narrativa garbosa do conservadorismo nativo em nosso tempo. De fato, o deputado professa de forma desabrida e truculenta um relicário de anticomunismo, racismo, elitismo, defesa da tortura (hoje em interrogatório de presos comuns...) e mesmo da pena de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim apresentado, parece mais uma caricatura inofensiva do folclore político nacional. Um Tiririca da Tortura. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, cumpre reconhecer que o ex-capitão exerce o seu 6º mandato. Logo, tem adeptos fiéis. Conta com financiadores perseverantes. Ademais, vocaliza alinhamentos nada exóticos em relação a outros temas, quando recebe menos espaço na mídia, mas cumpre igual papel de perfilar entre os que erguem pontes de atualização do programa e dos interesses que produziram 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos. Bolsonaro, a exemplo de próceres da coalizão demotucana (caso do senador Agripino Maia, hoje presidente dos Demos e de Artur Virgílio, ex-lider do PSDB) é esfericamentre contra o programa Bolsa Família, que garante uma transferencia de renda a 50 milhões de brasileiros mais pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu entender, trata-se, aspas para o capitão: “um projeto assistencialista, de dinheiro de quem trabalha, de quem tem vergonha na cara, para quem está acostumado à ociosidade”. Vamos falar sério. O linguajar pedestre condensa para o nível da caserna aquilo que sofisticados economistas e ‘consultores’ dos mercados financeiros apregoam diariamente como plataforma para a racionalização do capitalismo tupiniquim. Como tal são incensados pelos colunistas, editorialistas e ventríloquos instalados na mídia conservadora que cumprem assim a função de trazer para o ambiente do século XXI aquilo que foi cimentado pelo udenismo, pela repressão e pela censura nos anos de chumbo, aqui e alhures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na campanha presidencial de 2010, certos alinhamentos ganharam vertiginosa transparência como acontece sempre que se decide o passo seguinte da história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o jornal Folha de São Paulo e o candidato Serra tentavam sedimentar uma imagem de terrorista e abortista para a então candidata Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro, com a rude transparência daqueles a quem é reservado o trabalho dos porões, foi aos finalmentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num comício de Dilma no Rio, o parlamentar pendurou três faixas em postes da Cinelândia. "Dilma, ficha suja de sangue"; "Dilma, cadê os 2,5 milhões de dólares roubados do cofre do Adhemar” e "Lula, vá para o Mobral. Dilma, para o Bangu Um". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o homofóbico deputado apenas fazia uma suíte, a seu modo, da ficha falsa de Dilma construída pela Folha de SP em mais uma demonstração do jornalismo isento...(e que até hoje não se retratou). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava incômodos decibéis, igualmente, ao empenho da esposa do tucano José Serra, a bailarina Mônica Serra, que em corpo-acorpo na Baixada Fluminense, em 14 de novembro de 2010, vociferou autoritariamente ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos: "Ela é a favor de matar as criancinhas", insinuando o apoio de Dilma à legalização do aborto. Seria cansativo rememorar outros alinhamentos do período expressos, por exemplo, por setores de extrema direita da Igreja Católica e por ‘jovens’ revelações dessa mesma cepa ideológica, como o candidato a vice de José Serra, Índio da Costa, um bolsanarinho versão ‘mauricinho carioca’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsonaros, Fleurys, Erasmos Dias, Curiós, Virgílios, Agripinos, Rodrigos Maia, ACMs netos, Índios da Costa e Carlos Lacerdas nunca prosperam num vazio de conteúdo histórico. Em certos momentos, como agora, incomodam à elite conservadora ao personificarem com alarido e crueza as linhas de passagem que promovem o aggiornamento, para os dias atuais, dos interesses e valores que fizeram o golpe de 32 em SP; o golpismo que levou Getúlio ao suicídio em 54, a tentativa de impedir a posse de JK em 56, a quartelada contra a posse de Jango em 62, a ditadura 64 e a tentativa de impeachment de Lula em 2005. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim como as tardes quentes do turfe requisitam chapéus esvoaçantes e blazers de linho delicado, também é forçoso cevar e tolerar os relinchos dos potros selvagens nas estrebarias. É dessa cepa que sairão as manadas decisivas para limpar e ocupar o terreno quando for a hora, de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4090255854417209839?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4090255854417209839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/bolsonaro-cepa-de-1964-segue-viva-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4090255854417209839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4090255854417209839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/bolsonaro-cepa-de-1964-segue-viva-em.html' title='Bolsonaro: a cepa de 1964 segue viva em 2011'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1060459044482206419</id><published>2011-04-01T04:10:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T04:10:46.449-07:00</updated><title type='text'>Sem esquecimento, sem perdão, sem temor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JHT1TWCH2t0/TZWxJhWmNEI/AAAAAAAAAH4/1rCrf4rx4HI/s1600/Ditadura+01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-JHT1TWCH2t0/TZWxJhWmNEI/AAAAAAAAAH4/1rCrf4rx4HI/s400/Ditadura+01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo abaixo&amp;nbsp;um&amp;nbsp;artigo&amp;nbsp;em que&amp;nbsp;Valter Pomar, membro do Diretório Naciomal do PT, chama a atenção para a condescendência com que no Brasil vem sendo tratada a ditadura instaurada em abril de 1964.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos de nossos amigos latino-americanos não conseguem entender por qual motivo os governos brasileiros pós-ditadura pegaram tão leve com aqueles que romperam com a legalidade, sequestraram, torturaram, mataram e desapareceram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quesito, os governos pós-ditadura na Argentina, Chile e Uruguai foram muito mais efetivos no combate aos crimes das ditaduras, do que os governos Sarney, Collor, FHC e Lula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos amigos não entendem, e muitos de nós tampouco entendem, paradoxos como a convivência, no mesmo governo, de uma presidenta que foi presa e torturada, com um general para quem fato histórico é codinome para crime que merece ser perdoado. Ou de ministros que defendem a Comissão da Verdade, com outros para quem a Lei da Anistia imposta pela ditadura permite que autores de crimes contra a humanidade escapem de julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A persistência desta situação revela, mais do que a força da direita, a incapacidade que parte da esquerda tem de perceber os riscos que corremos ao agir desta forma. Afinal, o golpe de 1964 não é apenas passado, nem foi apenas obra de generais hoje aposentados e mortos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe de 1964 foi a resposta dada por uma parte da elite brasileira, contra um governo progressista. Foi uma das batalhas da guerra travada, ao longo de todo o século XX, entre as vias conservadora e progressista de desenvolvimento do capitalismo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A via conservadora é aquela que desenvolveu o capitalismo, preservando os piores traços de nosso passado escravista e colonial. A via progressista é aquela que buscou e busca combinar crescimento capitalista, com reformas sociais, democracia política e soberania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe de 1964 foi executado por uma coalizão cívico-militar. Os militares foram o partido armado do grande empresariado, do latifúndio e dos capitais estrangeiros. Muitas das empresas envolvidas no golpe, ou que cresceram durante o período da ditadura, seguem atuantes. As Organizações Globo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, prossegue a guerra entre aquelas duas vias de desenvolvimento. O governo Dilma, assim como o governo Lula, constituem expressões atuais da via progressista. E a campanha reacionária feita por Serra, nas eleições presidenciais de 2012, traduziu os sentimentos e os interesses dos legítimos defensores da via conservadora (alguns dos quais, é bom dizer, buscaram e encontraram abrigo do lado de cá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um deputado diz ter saudade da ditadura militar, quando um candidato presidencial se alia a generais de pijama e a organizações de ultra-direita, quando um ditador é homenageado por uma turma de formandos de uma escola militar, quando um ministro diz que a Anistia impede a justiça de apreciar crimes contra a humanidade, não estamos diante de saudosismos inconsequentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, isto sim, vendo e ouvindo uma parte da elite brasileira dizer o seguinte: quebramos a legalidade e algum dia poderemos voltar a quebrar; desconsideramos a voz das urnas e algum dia poderemos voltar a desconsiderar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma esquerda que defende os direitos humanos de maneira consequente, deve lembrar que a impunidade dos torturadores de ontem, favorece os que hoje torturam presos ditos comuns. Uma esquerda que defende uma via eleitoral, tem motivos em dobro para ser implacável contra os que defendem a legitimidade de golpes. E uma esquerda que se pretende latinoamericanista precisa lembrar que o golpe de 1964 foi, em certo sentido, o início de um ciclo ditadorial que se espalhou por todo o continente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ninguém ache que golpes são coisas do passado. Honduras, bem como as tentativas feitas no Equador e Venezuela, Bolivia e Paraguai, mostram que os Estados Unidos e parte expressiva das elites locais têm uma visão totalmente instrumental da democracia. E o reacionarismo atual de parte das chamadas classes médias não deixada nada a dever frente aquele que mobilizou, em 1964, as marchas com Deus, pela Família e pela Propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, temos todos os motivos para dar o exemplo. Como nossos amigos de outros países da América Latina, não devemos temer, não podemos esquecer e não podemos perdoar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1060459044482206419?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1060459044482206419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/sem-esquecimento-sem-perdao-sem-temor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1060459044482206419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1060459044482206419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/04/sem-esquecimento-sem-perdao-sem-temor.html' title='Sem esquecimento, sem perdão, sem temor'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JHT1TWCH2t0/TZWxJhWmNEI/AAAAAAAAAH4/1rCrf4rx4HI/s72-c/Ditadura+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4768327151764575175</id><published>2011-03-31T06:28:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T06:28:26.850-07:00</updated><title type='text'>O golpe de 64 e o direito à verdade</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo o oportuno e preciso&amp;nbsp;artigo do jornalista Emiliano José, ex-preso político,&amp;nbsp;escritor e Deputado Federal pelo PT da Bahia, velho amigo e companheiro de lutas democráticas. A data de hoje, de triste memória, merece isso.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 47º aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964 é uma boa oportunidade para refletirmos sobre uma grande mancha, uma nódoa moral que mancha a alma brasileira. O golpe militar violentou o Estado de direito, derrubou um presidente constitucional, desrespeitou as liberdades individuais e coletivas e, sobretudo, submeteu o país aos interesses do grande capital nacional e internacional, capital que se acumpliciou inteiramente com o golpe. Os responsáveis pelo golpe militar cometeram um crime de lesa-pátria. E com o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, os militares radicalizaram a ditadura, institucionalizando o terror de Estado, acabando com quaisquer vestígios de legalidade, e atentando, a partir daí de modo cotidiano, contra os direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns historiadores concluíram, numa explicação rasa, simplista, que a anarquia militar deu origem à ditadura e ao terrorismo de Estado. Penso que não. A ditadura militar e o terrorismo de Estado foram resultado de um planejamento na Escola Superior de Guerra (ESG) que reproduziu pensamentos de guerra de escolas norte-americanas, que não admitiam um governo democrático reformista, progressista, porque era essa a natureza do governo Goulart. Todos os generais-presidentes eram foras-da-lei. Cúmplices na derrubada de um governo constitucional, e também na criação de um ordenamento jurídico autoritário e espúrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses generais-presidentes, por mais de 20 anos, comandaram o martírio imposto aos jovens estudantes, aos operários, a todos os que se opuseram ao regime militar das mais variadas maneiras e adotando as mais diversas formas de luta. Os generais-presidentes são criminosos. Não podemos, a Nação não pode, eximi-los da responsabilidade dos crimes de prisão, tortura, assassinato, desaparecimento de opositores ocorridos dentro das instituições das forças armadas e nas ações chamadas de combate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, temos que dizer que as forças armadas brasileiras, as daquele período histórico, têm as mãos sujas de sangue. Essa gente tem nome e sobrenome. Daí a importância do resgate da verdade. Se ainda estão vivos, torturadores e assassinos precisam ser punidos, e o primeiro passo é o conhecimento da verdade. Não há prescrição para esse tipo de crime. Não pode haver. À luz do direito internacional, do nosso direito e à luz dos direitos humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclareço, embora me pareça óbviom, que ao fazer isso ninguém está pretendendo julgar os militares brasileiros de hoje, que se encontram cumprindo suas funções constitucionais. Mais: creio que às Forças Armadas atuais deveria interessar que toda a verdade viesse à tona, que se desse nome aos torturadores publicamente, de modo a separar o joio do trigo, a enterrar de vez aquele período, e a não permitir de modo nenhum que tais Forças Armadas voltassem a se envolver em políticas terroristas, como ocorreu durante a vigência da ditadura militar inaugurada em 1964. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direito à verdade. Direito à memória. Temos que reconhecer que lamentavelmente grande parte de nossa juventude de hoje não tem a menor idéia do que aconteceu nos porões da ditadura. É preciso que a sociedade medite sobre o que aconteceu, sobre a covardia que é submeter à tortura prisioneiros de qualquer natureza. É curioso assinalar que nem mesmo a legislação da ditadura, nem mesmo ela, admitia que a tortura fosse admissível. Eles não quiseram passar recibo. Mas, não adianta: a história registra as coisas. Na pele, no corpo, na alma de milhares de brasileiros ficaram gravadas as garras dos assassinos da ditadura. Não é panfletarismo gratuito: é que eram assassinos, e da pior espécie, e além de tudo covardes. A tortura é um ato de covardia, para além de monstruoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista jurídico não há impedimento para o julgamento dessas pessoas, militares e civis. Pelo sistema de direitos humanos sacramentado pela ONU, pela OEA, não há prescrição para crimes deste tipo. Não é objetivo da Comissão da Verdade, sei, até porque impossível, até porque fora de suas atribuições, promover quaisquer espécies de julgamento. Ela quer apenas e tão-somente conhecer, garantir que a sociedade brasileira conheça a verdade. Saiba sua própria história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o General De Gaulle assumiu o governo provisório, após a libertação da França na Segunda Guerra Mundial, fez uma declaração singular: sua primeira medida seria instituir tribunais regulares para julgar os colaboracionistas, porque a França jamais poderia encarar o futuro com confiança se não liquidasse as contas do passado. Poderíamos acusá-lo de revanchista? Certamente não. Em nosso caso, não liquidamos as contas do passado e isso prolonga a nódoa moral criada pelo terrorismo de Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas não liquidamos as contas, como o fizeram tantos países latino-americanos, como o Argentina, o Chile, o Uruguai, que viveram ditaduras também. Na Argentina, os carrascos, maiores e menores, amargam prisões, depois de julgamentos regulares, sob um Estado democrático. Jorge Videla está na prisão. Nós, nem ainda conhecemos toda a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa impunidade histórica alimenta um vício secular na política brasileira. O vício de um sentimento de imunidade do poder. No poder, os autoritários, fardados ou não, se julgam inatingíveis, se corrompem, traem os interesses nacionais, entregam as riquezas do país, relativizam atrocidades cometidas, como se os fins justificassem os meios. Creio que estamos mudando. Que no governo Lula, houve prisão de gente de colarinho branco, embora sob protestos de parte de nossa elite. Mas, ainda temos muito que avançar para acabar com quaisquer imunidades ou impunidades. Todos estão ou devem estar submetidos à lei. Ninguém tem o direito de torturar ninguém, e quem o fizer nunca deixará de estar ao alcance da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia anunciou que o Exército Brasileiro retirou da agenda a “comemoração” do 31 de março. Se corresponde aos fatos, ainda há esperança. Só temos a saudar tão sábia decisão. Chega a ser trágico que os novos militares cultuem com ordem unida e desfile público os crimes cometidos pelos generais do passado. Não dá para construir uma verdadeira democracia com esse tipo de tradição. O 31 de março só merece repúdio. Nunca comemoração. Ao fazer isso, creio, se de fato o fizeram, se acabaram com tais celebrações, as Forças Armadas atuais se incorporam definitivamente ao ideário democrático, se adequam aos novos tempos do Estado democrático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão da Verdade quer apenas a verdade, o exercío do direito à verdade, à memória. O direito que tem qualquer pai, qualquer mãe de família, qualquer parente de saber o que ocorreu com seus entes queridos, muitos deles desaparecidos, milhares torturados pelos criminosos fardados ou não sob as ordens dos generais-presidentes entre 1964 e 1985. Porta-vozes dos criminosos do passado tentam carimbar a Comissão da Verdade como revanchismo. Ela não tem esse caráter. Ela segue o caminho de todos os países que enfrentaram regimes genocidas, ditaduras terroristas, como foi o nosso caso. Queremos justiça, apenas justiça. Quer resgate de uma dívida do Estado brasileiro, na letra e no espírito da Constituição Federal. Quer o direito coletivo à verdade, um direito das vítimas da ditadura, um direito dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, minha saudação aos bravos militantes brasileiros que tombaram na luta contra a ditadura de 31 de março de 1964. Minha saudação aos que lutaram e sobreviveram. E que não querem se esquecer do que houve. E ao manter na memória aqueles tempos não o fazem por qualquer espírito revanchista. Agem assim primeiro porque quem passa pela tortura, pela prisão, e sobrevive, nunca mais se esquece. E segundo, ao não se esquecerem e ao lembrarem publicamente dos crimes da ditadura, advertem as novas gerações que devem prezar muito as liberdades democráticas, valorizar a democracia, firmar a convicção de que ditadura nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4768327151764575175?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4768327151764575175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/o-golpe-de-64-e-o-direito-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4768327151764575175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4768327151764575175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/o-golpe-de-64-e-o-direito-verdade.html' title='O golpe de 64 e o direito à verdade'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4955425134950654508</id><published>2011-03-29T17:10:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T17:19:31.837-07:00</updated><title type='text'>José Alencar, um patriota</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-clzwOdT_hhs/TZJxGwjmZ2I/AAAAAAAAAH0/7NS_M7k9Tb8/s1600/Jos%25C3%25A9+Alencar+02.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-clzwOdT_hhs/TZJxGwjmZ2I/AAAAAAAAAH0/7NS_M7k9Tb8/s400/Jos%25C3%25A9+Alencar+02.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rendo aqui minha homenagem ao ex-Vice-Presidente José Alencar, homem bom,&amp;nbsp;brasileiro maiúsculo, um patriota que ajudou Lula a se eleger em 2002 e a governar durante oito anos, mudando a face do Brasil.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De pouco valem as palavras quando se mira uma unanimidade nacional como foi e é José Alencar. A lembrança da sua grata presença entre nós não deixará a alma dos brasileiros. Será sempre uma referência de honestidade, lealdade, &amp;nbsp;de compromisso com a democracia, a justiça social e a soberania do nosso País.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tomara que o Brasil seja capaz de produzir homens e mulheres que ao menos se aproximem da estatura desse gigante, pois é dessa gente que precisamos para construir aqui uma grande Nação.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4955425134950654508?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4955425134950654508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/jose-alencar-um-patriota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4955425134950654508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4955425134950654508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/jose-alencar-um-patriota.html' title='José Alencar, um patriota'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-clzwOdT_hhs/TZJxGwjmZ2I/AAAAAAAAAH0/7NS_M7k9Tb8/s72-c/Jos%25C3%25A9+Alencar+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2552309675192309052</id><published>2011-03-27T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T14:34:18.312-07:00</updated><title type='text'>As faces e a alma do marxismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-at4ONJIvNm4/TY-qJSzx63I/AAAAAAAAAHw/JwyMr2LNsqQ/s1600/karl_marx+02.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-at4ONJIvNm4/TY-qJSzx63I/AAAAAAAAAHw/JwyMr2LNsqQ/s320/karl_marx+02.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por Oswaldo Bertolino, publicado no sitio &lt;a href="http://www.fmauriciograbois.org.br/"&gt;http://www.fmauriciograbois.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba de vir à luz, pelas mãos da editora Anita Graibaldi e da Fundação Maurício Grabois, a coletânea intitulada ""Marx como pensador" — textos do intelectual alemão Rolf Hecker, que está no Brasil para divulgar a monumental obra de publicação dos trabalhos originais de Karl Marx e Friedrich Engels, conhecida como Mega-2. São oito artigos que discorrem sobre o Marx crítico da economia, o Marx filósofo, o Marx historiador, o Marx jornalista, o Marx político, o Marx das ciências naturais, sobre o “problema Marx-Engels”, sobre a história das edições das obras dos pensadores alemães, sobre os monumentos de Marx na Europa e sobre o que se sabe de Marx. &lt;br /&gt;Na apresentação, o historiador Augusto Buonicore dá uma pitada do que vem em seguida, lembrando as mortes e ressurreições do marxismo. “A cada vez que uma crise assola o sistema — e os povos sentem na carne suas conseqüências nefastas e se rebelam —, a figura de Karl Marx se revigora”, escreveu. E acrescenta: “Afinal, não foi ele quem descobriu os mecanismos ocultos das crises do capitalismo e deu pistas para a sua superação? Contudo, parece que a necessidade de conhecer mais e melhor as obras marxistas não se reduziu, desta vez, às principais vítimas do capital: os trabalhadores.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buonicore esclarece que o texto do professor Rolf Hecker que a Fundação Maurício Grabois disponibiliza é resultado de uma conferência realizada em meio às atividades alusivas aos 125 anos da morte de Marx, em 2008. Seu objetivo era “analisar como mudaram nossas representações sobre Marx e sua obra nos últimos 15 anos”. Segundo o historiador, que também é secretário-geral da Fundação Maurício Grabois e presidente do Centro de Documentação e Memória (CDM) dessa instituição, Rolf Hecker é um profundo conhecedor das obras de Marx e Engels, especialmente das virtudes e vicissitudes de suas edições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos textos, Hecker passeia pela história das obras dessas personalidades antológicas, especialmente de Marx. Ele relata um acontecimento que simboliza como poucos a grandeza desse pensador original. Segundo o professor, todos os anos milhares de pessoas visitam o túmulo de Marx no cemitério Highgate, em Londres. Em 11 de novembro de 2007, o jornal Frankfurt Allgemeine Sonntagszitung publicou que “Marx é um grande pensador, uma personalidade da história mundial, e merece respeito”. A “Casa de Karl Marx” em Trier, Alemanha — o único museu especial dedicado a Marx no mundo, e que recebeu em 2010 a visita de 40.233 turistas, entre os quais mais de dez mil provenientes da China —, escreve Hecker, foi reaberta em 9 de junho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A alma do marxismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que o museu, as obras de Marx são visitadas em todas as partes para se compreender o que se passa atualmente, confirmando as palavras de Engels em seu funeral, segundo as quais o nome e a obra do mais famoso pensador alemão atravessaria os séculos. Seu pensamento enfrentou e venceu diferentes fixações fanáticas. Quando não vencem pelos ataques, contudo, apelam para a indiferença em relação à sua alma — a dialética, na definição de Wladimir Lênin. A dificuldade está em procurar compreender o marxismo com espírito científico, isento de paixões e sem a carga irracional de ódio, herdada em boa parte de preconceitos incutidos por anos de anticomunismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando ele não é excluído da categoria de fenômeno social — o marxismo é ensinado até nas universidades norte-americanas —, procuram a todo custo destituí-lo de sua alma. É assim que os espíritos se fecham ao seu conhecimento, possivelmente com medo de a ele se converter. Para compreendê-lo, é preciso compreender a sua essência revolucionária. Trocando em miúdos: para compreender a realidade, é preciso pensar a realidade. Pensar é apreender os fatos pelo pensamento e compreendê-los como processo em contradição — a mola do movimento real das coisas. Logo, se a realidade é dialética e se pensar é apreender a realidade, pensar é apreender dialeticamente os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exercício revigorante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marxismo, independente do que dizem dele os já decrépitos “novos filósofos”, não pode evidentemente ser resumido a um modelo. Os bolcheviques de “têmpera especial” partiram a história em duas, abalaram o mundo, romperam pela primeira vez a estrutura e a lógica do capitalismo e do imperialismo — tomaram o céu de assalto, como dizia o próprio Marx sobre os revolucionários da Comuna de Paris, de 1871 —, mas foram marxistas do seu tempo. O desenvolvimento histórico obriga os marxistas a uma nova perspectiva revolucionária, adequada ao tempo e às condições concretas de cada lugar, de cada realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa constatação está a alma do marxismo, capaz de uma atitude crítica diante de fórmulas tradicionais petrificadas. A conclusão que pode ser extraída é que a sua força não depende dos males elementares do capitalismo. Nem da idéia de um único movimento comunista mundial que, num certo período, atrofiou o pensamento marxista. O marxismo é um método científico. E, nas ciências, a discussão — entre pessoas que sustentam pontos de vista divergentes sobre bases científicas — é o único caminho permanente de progresso. Marx como pensador ensina isso. A leitura dos textos do professor Hecker é o exercício revigorante do qual fala Augusto Buonicore na apresentação do livreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2552309675192309052?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2552309675192309052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/as-faces-e-alma-do-marxismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2552309675192309052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2552309675192309052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/as-faces-e-alma-do-marxismo.html' title='As faces e a alma do marxismo'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-at4ONJIvNm4/TY-qJSzx63I/AAAAAAAAAHw/JwyMr2LNsqQ/s72-c/karl_marx+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4635862418949918089</id><published>2011-03-25T04:43:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T04:43:06.567-07:00</updated><title type='text'>24 de março de 1976, data macabra</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.blogger.com/materiaMostrar.cfm?materia_id=17595" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img height="206" src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/61/foto_mat_27108.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 24 de março de 1976 - data macabra -&amp;nbsp;os militares argentinos assaltaram o poder sob a cantilena de sempre dos golpes militares: defender a democracia que estava em perigo, ameaçada por forças do exterior. E, para "defender a democracia", instalaram uma ditadura&amp;nbsp;feroz, alucinadamente&amp;nbsp;genocida, que resolveu enfrentar seus opositores simplesmente eliminando-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escreveu, em seu blog, Emir Sader: "Não houve Estádio Nacional, como no Chile, mas desaparecimentos e fuzilamentos maciços. Saíam, às quartas e aos sábados, os vôos da morte, com presos, que eram sedados, acompanhados de capelães do Exército e os corpos eram jogados no mar e no Rio da Prata. As vitimas são calculadas em várias de dezenas de milhares".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deve esquecer que todo esse horror, assim como o horror das demais&amp;nbsp;ditaduras militares que grassavam pelo continente, concorrendo entre si&amp;nbsp;em truculência, contava com apoio explícito dos Estados Unidos, esse mesmo que hoje diz defender a democracia no Oriente Médio e lidera a invasão da Líbia para "proteger" a vida de civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Reproduzo, a seguir, comovente homenagem aos presos políticos argentinos por&amp;nbsp;Hugo Soriani, Gerente-Geral do jornal argentino&amp;nbsp;Página/12, ele próprio ex-preso político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não nomearei a ninguém porque estas linhas são para todos. Alguns já não estão conosco porque morreram nestes últimos anos, e outros morreram na prisão, fuzilados pela repressão ou pela pena.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou lembrar os presos políticos da ditadura militar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eram mais de dez mil pessoas que tinham sido detidas antes do nefasto 24 de março. Logo já não houve mais presos políticos, somente desaparecidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nestas prisões conviveram nove, dez, doze anos, rapazes de vinte anos, pouco mais pouco menos, com homens de cinquenta, às vezes de sessenta, pelos quais os mais jovens sentiam devoção e respeito já que vinham de outras lutas, sobreviventes de um país assolado pelas ditaduras.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eles tinham lutado contra a de Lanusse, e alguns contra a de Onganía, e contavam experiências que os mais jovens escutavam com avidez, curiosidade e impaciência.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não nomearei a ninguém porque foram todos os que, hora após hora, dia após dia, ano após ano, resistiram em conjunto à política de extermínio que se instrumentou para destruí-los. Os que inventaram um código para se comunicar no silêncio, os que violaram todas e cada uma das regras e proibições que os guardas impunham diariamente. Os que com valentia, engenho e audácia inventaram os truques necessários para sobreviver sem perder suas convicções.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que não assinaram nenhuma nota de arrependimento, apesar das represálias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que na obscuridade dos calabouços de Rawson foram golpeados até desmaiar e reanimados com água gelada em madrugadas com quinze graus abaixo de zero, para logo deixa-los nus e repetir a história no outro dia, no outro e no outro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que denunciaram suas torturas ao monsenhor Tortolo, no cárcere de La Plata, e escutaram como resposta que “Videla é ouro em pó” dos lábios do monsenhor. Os que escreveram minúsculas notas em finíssimo papel de cigarros para comunicar ao exterior o que acontecia atrás dos muros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que, em dias de fome, compartilhavam a comida escassa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que golpearam os jarros de metal contra as grades festejando o triunfo da Revolução Sandinista na Nicarágua, em julho de 1979, apesar dos golpes e gritos dos carcereiros, que tratavam de impedi-los.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que choraram a morte de John Lennon, em dezembro de 1980, porque junto a ele imaginaram que não eram os únicos sonhadores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que, no cárcere de Magdalena, conheceram em pessoa a ferocidade do general Bussi, antes que fosse o célebre carniceiro de Tucumán.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que foram reféns em Córdoba durante o mundial, sob ameaça de fuzilamento, enquanto os genocidas se abraçavam com Menotti.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que foram retirados do pavilhão da morte na prisão de La Plata e, sabendo que iam ser fuzilados, se despediram de seus companheiros cantando suas consignas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que sobreviveram nesse pavilhão e denunciaram o que estava acontecendo, pondo em risco suas vidas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que no pátio da prisão de Córdoba viram morrer companheiros e não baixaram o olhar, como queriam os policiais para humilhá-los.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As mulheres presas no cárcere de Devoto, que durante anos resistiram a práticas vexatórias. Essas mesmas mulheres que, inteiras e dignas, já livres, escreveram um livro imprescindível: Nós, presas políticas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que na prisão de Caseros viveram amontoados em celas miseráveis, sem saber quando era noite ou quando era dia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que não perderam o humor, sobre tudo o humor negro, e riram de suas próprias desgraças.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que, em julho de 1983, na prisão de Rawson, com mais coragem que inteligência, decidiram acompanhar o jejum que Pérez Esquivel realizava em Buenos Aires, sem que ninguém, mas ninguém soubesse o que estavam fazendo. E continuaram o jejum dez dias mais do que ele porque, devido ao isolamento a que estavam submetidos, não souberam que o Prêmio Nobel já havia suspendido a greve ao conseguir seus objetivos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que escreviam más poesias, mas foram poetas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que sabiam de memória o Gênesis ou o Êxodo, porque a Bíblia foi a única leitura permitida. E às vezes nem isso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que cantaram, desenharam, sonharam e atuaram, inventando a maneira de se esquivar da morte ou da loucura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que em todas as prisões, em todas, só tiveram durante anos uma parede branca a dois metros de distância como único horizonte.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que durante nove, dez, doze anos não fizeram amor nem tomaram um copo de vinho ou uma taça de café.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que não viram crescer seus filhos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que saíram com a roupa do corpo e sem ter uma casa para onde ir ou um trabalho para sobreviver.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que foram recebidos com desconfiança, porque eram sobreviventes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os que sentiam toda a culpa do mundo por esse mesmo motivo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para todos eles, presos políticos da ditadura, que hoje, há trinta e cinco anos do golpe militar, são testemunhas dos julgamentos dos genocidas, militantes em seus bairros, representantes em seus trabalhos, funcionários comprometidos e trabalhadores da política em seu sentido mais nobre, qualquer que seja o lugar para onde a vida os levou. Para eles, estas linhas de lembrança e de homenagem.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4635862418949918089?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4635862418949918089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/24-de-marco-de-1976-data-macabra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4635862418949918089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4635862418949918089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/24-de-marco-de-1976-data-macabra.html' title='24 de março de 1976, data macabra'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6427984089075501568</id><published>2011-03-23T03:08:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T03:09:49.256-07:00</updated><title type='text'>ONU: dois pesos, duas medidas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por&lt;/em&gt; Larissa Ramina&lt;em&gt;, Doutora em Direito Internacional pela USP e Professora da UniBrasil e da UniCuritiba, no sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Líbia foi o primeiro país em toda a história do Conselho de Direitos Humanos da ONU a ser suspenso de suas atividades por violação dos direitos humanos. Seria a Líbia o primeiro Estado a ocupar uma cadeira no Conselho a violar aqueles direitos? O que dizer das prisões norte-americanas em Guantânamo e da expulsão dos ciganos na França, para citar só dois exemplos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho de Segurança da ONU adotou, em 17 de março, uma resolução autorizando ataques aéreos contra as forças de Muamar Khadafi. A resolução foi adotada com dez votos a favor e cinco abstenções. Abstiveram-se todos os países do BRIC – Brasil, Rússia, Índia, China, e mais a Alemanha. Rússia e China, portanto, não fizeram uso de seu direito de veto. Os BRIC articularam-se com base na condenação do uso da força nas relações internacionais e na busca do diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da expectativa de alguns círculos, a abstenção brasileira significou, no mínimo, que não haverá uma ruptura total com os rumos da política externa antecessora, nem mesmo diante da visita de Obama ao Brasil. A liderança de Dilma Roussef não penderá para o alinhamento automático com os EUA. Como bem salientou Luiz Aberto Moniz Bandeira, a defesa dos interesses nacionais brasileiros não significa, absolutamente, antiamericanismo. A opção brasileira de se abster demonstra maturidade e, sobretudo, coerência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução contra a Líbia só pôde ser adotada quando os EUA tornaram possível seu não envolvimento direito, delegando a execução das operações militares à França e ao Reino Unido, com o apoio da Liga Árabe, e com base em uma resolução do Conselho de Segurança, precavendo-se assim de reviver a situação ocorrida no Iraque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Líbia integrará, portanto, a lista de antigos aliados ocidentais que se tornaram alvos militares por “violação dos direitos humanos”, junto com o Panamá de Manuel Noriega, o Iraque de Saddam Husseim e o Afeganistão do Talibã. De “cachorro louco”, Khadafi passou a amigo do Ocidente quando reconheceu, em 2003, sua responsabilidade no atentado contra o avião da PanAm que explodiu sobre a cidade de Lockerbie, em 1988, deixando 270 mortos, e desistiu de seu projeto de desenvolver armas nucleares. Em 2006, os EUA anunciaram a retirada da Líbia da lista de países terroristas e puseram fim ao seu isolamento internacional, viabilizando contratos milionários na área energética, inclusive com outros importantes países membros da OTAN. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores crimes contra os direitos humanos do século XX, entretanto, ocorreu sob os olhos indiferentes da comunidade internacional, sem que a ONU adotasse quaisquer medidas. Em 1994 a Ruanda, país sem qualquer importância estratégica cravado no coração da África, foi palco de um genocídio perpetrado durante 100 dias por radicais hutus contra tutsis e hutus moderados, resultando na morte de cerca de um milhão de pessoas. Os principais acusados pela indiferença são os mesmos que aprovaram a resolução do Conselho de Segurança contra a Líbia, ou seja, EUA, França e Grã-Bretanha, além da Bélgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bahrein, por sua vez, está sendo palco dos mais graves protestos da maioria xiita contra a elite sunita desde a década de noventa, que pede o fim da monarquia e a garantia das liberdades democráticas. Nesse caso, não se aventou a possibilidade de discutir a situação no âmbito das ONU, apesar da ocupação do país por tropas da vizinha Árabia Saudita e dos Emirados Árabes. O detalhe que faz a diferença, é que o microestado abriga a V Frota dos EUA responsável por vigiar o petróleo no Golfo Pérsico. A situação no Iêmen, da mesma forma, não mereceu atenção ocidental. A política externa de Barack Obama, portanto, coincide na essência com aquela de George Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidência ou não, a conduta da ONU também difere diante de situações similares, e a lei internacional é aplicada com mais ou menos rigor de acordo com a conveniência. Dois pesos, duas medidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6427984089075501568?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6427984089075501568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/onu-dois-pesos-duas-medidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6427984089075501568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6427984089075501568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/onu-dois-pesos-duas-medidas.html' title='ONU: dois pesos, duas medidas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-91550072378347830</id><published>2011-03-22T04:04:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T04:04:00.562-07:00</updated><title type='text'>Foi como se tirassem os sapatos</title><content type='html'>Em sua edição desta terça-feira, 22, a Folha de S. Paulo traz matéria a respeito da revista a que ministros brasileiros foram submetidos por agentes secretos norte-americanos no evento com o Presidente Barack Obama, organizado pela Confederação Nacional da Indústria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Revista de americanos foi agressiva&lt;/em&gt;, diz Mercadante, é o título da nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relata a FSP: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A revista consistiu em uso de bastão e portal detector de metais. Os ministros ainda teriam sido proibidos de usar os carros oficiais. Eles foram escoltados por agentes americanos em um ônibus até o local e revistados na entrada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministros reclamaram, entre eles Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Alexandre Tombini (Banco Central) e Edison Lobão (Minas e Energia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue a FSP: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Acho que foi um erro transferir naquele evento da CNI a parte de segurança para a equipe americana", disse Mercadante. "Foi uma intervenção muito agressiva, autoritária, assisti ali a episódios inaceitáveis", declarou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele disse ter presenciado um segurança americano destruir com um soco uma maçã que estava na bolsa de uma mulher.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dos ministros contou que o esquema fez com que se sentissem como "colegiais" ou suspeitos tentando entrar nos EUA. Após a revista, eles resolveram ir embora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Ministério da Fazenda afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Mantega se sentiu incomodado não apenas pela revista em si, mas porque ele e os colegas já haviam passado por segurança antes, no almoço com Obama no Itamaraty.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então foram duas revistas: no Itamaraty e no evento da CNI. Segundo a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o procedimento foi padrão, comum “em todas as visitas em evento organizado pela Casa Branca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo. Então quando a Presidente Dilma visitar os Estados Unidos e a Embaixada brasileira organizar um evento, a segurança (inclusive&amp;nbsp;com revista em&amp;nbsp;autoridades norte-americanas) será feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Polícia Federal. Vamos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, a meu ver, é que essas revistas violaram a soberania brasileira. Agentes estrangeiros revistando ministros brasileiros é algo inconcebível em qualquer lugar do mundo, muito mais em território nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, o então Presidente Lula lembrou o episódio ocorrido nos Estados Unidos, em janeiro de 2002, quando o então chanceler Celso Lafer foi obrigado a tirar o sapato três vezes por seguranças de aeroportos ao longo da viagem que fez ao país. Lula garantiu: "Ministro meu que tirar o sapato deixará de ser ministro. Se tiver que tirar o sapato, volte para o Brasil, porque não exigimos que ninguém tire o sapato aqui", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar-se revistar por seguranças norte-americanos, apesar de, em seguida terem se retirado, foi da parte dos ministros quase como tirar os sapatos nos aeroportos, como se Celso Lafer reclamasse e voltasse pra o Brasil, mas depois de tirar os sapatos. Um gesto, digamos, de meia dignidade. Deviam, os nossos ministros de hoje, protestar à altura e não permitir a revista. Nenhum brasileiro decente os condenaria por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-91550072378347830?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/91550072378347830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/foi-como-se-tirassem-os-sapatos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/91550072378347830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/91550072378347830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/foi-como-se-tirassem-os-sapatos.html' title='Foi como se tirassem os sapatos'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5440701041512957410</id><published>2011-03-21T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T12:58:42.432-07:00</updated><title type='text'>Uma visita marcada por mais uma guerra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Emir Sader, em seu blog&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador Suplicy me ligou dizendo que não estava de acordo com uma mensagem que publiquei no twitter convocadando os cariocas a um domingo de praia ao invés de ir ao comício que o Obama deveria fazer na Cinelândia. Ele dizia que o Obama era o continuador dos sonhos do Martin Luther King. E se, de repente, depois de conversar com a Dilma, ele anunciasse a fim do bloqueio a Cuba no comício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Suplicy me perdoará se não for absolutamente textual – se ele quiser precisar seus argumentos, pode escrever que a Carta Maior publicará integralmente seu artigo. Mas estou seguro que esses eram os dois argumentos que ele me expos e eu, democraticamente, contra argumentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que é verdade que Obama representou – ou, para alguns, anda representa – um polo progressista dentro dos EUA, contra a direita e a ultradireita. Mas mesmo lá dentro, apesar dos seus discursos contra os bancos, como causadores da crise, ele salvou os bancos, acreditando que eles salvariam os EUA, mas os bancos se salvaram a si mesmos e deixaram o país na recessão, com a elevada taxa de desemprego que ainda tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, principalmente fora dos EUA – elemento inseparável para uma potência imperial -, sua politica continua exatamente a mesma do Bush, ele não cumpriu nenhuma das promessas que fez: nem terminou com o bloqueio a Cuba, nem saiu do Iraque, e agora promove uma nova guerra, contra a Líbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez realizada a visita, creio que a posição que defendi se justifica ainda mais. A marca da visita não está dada por nenhum pronunciamento ou acordo assinado aqui, mas pelo cenário do bombardeio da Líbia, com a sempre falsa justificativa de que fazem para defender os civis do país. Mesmo no plano do discurso, dos acordos e do seu itinerário, a visita foi decepcionante. Nos discursos, ele fez o mínimo possível de concessões: depois de ter apoiado expressamente a Índia para ingressar no Conselho de Segurança da ONU, fez apenas uma menção simpática ao Brasil – “apreço” -, longe do compromisso com o pais asiático. Os EUA não cumpriram com sua parte nos novos acordos comerciais e Obama tenta justificar a postura com a crise econômica, que dificultaria abrir o mercado dos EUA. Não havia nenhum sintoma de que anunciaria o fim do bloqueio a Cuba ou qualquer outra medida progressista, como seus pronunciamentos confirmaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama não trouxe o Ministro de Energia, como estava planejado, diminuindo as possibilidades de acordos nessa área. Rejeitou o convite para um jantar reservado com Dilma em Brasília, onde ficou apenas algumas horas, partindo rapidamente para o Rio. Aqui, fez programas familiares no jantar, na visita ao Corcovado e a Cidade de Deus. A suspensão do comício na Candelária – que tranquilizou o governo, que não via com bons olhos a operação – levou a um discurso no Teatro Municipal, onde houve mais seguranças, policiais e escoltas do que público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua passagem – cujo aspecto mais importante foi o de que, pela primeira vez, um presidente empossado no Brasil é visitado por um presidente norteamericano, ao invés de ir visitá-lo – deixa uma imagem frágil, de pouca transcendência, de mais um presidente dos EUA que não somente não deixa um cenário de guerra – o Iraque – como prometido, como leva seu país, no momento da sua viagem, a mais uma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5440701041512957410?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5440701041512957410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/uma-visita-marcada-por-mais-uma-guerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5440701041512957410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5440701041512957410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/uma-visita-marcada-por-mais-uma-guerra.html' title='Uma visita marcada por mais uma guerra'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3813363677134250497</id><published>2011-03-20T03:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T03:50:25.933-07:00</updated><title type='text'>A Líbia e o DJ do Império</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo aqui&amp;nbsp;artigo assinado pelo sociólogo&amp;nbsp;Gilson Caroni Filho, originalmente veiculado no sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao começar a ofensiva militar contra a Líbia, as potências mundiais referendaram a nova estratégia estadunidense de manutenção de hegemonia global. Hoje é improvável que a Casa Branca queira se envolver diretamente em novo confronto militar. Talvez nem precise. Pouco a pouco, os Estados Unidos vêm conseguindo o aumento da cooperação internacional para alcançar seus objetivos geopolíticos. Sem os riscos de isolamento que marcaram a agressão imperialista ao Iraque e Afeganistão, a ação bélica no país árabe é amparada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Os sonhos de um mundo multipolar sofrem um desvio histórico de tal monta que não é exagero atentarmos para uma perspectiva internacional de extrema gravidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1920, os norte-americanos dançavam o “charleston” e diziam que eram "os anos loucos", enquanto nas ruas de Chicago, gangsteres italianos e irlandeses se enfrentavam à bala. Na Líbia, o guerrilheiro Omar al-Muktar, o "leão do deserto", lutava contra o fascismo italiano e, na Nicarágua, Augusto Sandino, o "general dos homens livres", combatia os marines do capitão Frederick Hatsfield. Muktar foi enforcado em 1931 e Sandino fuzilado em 1934. O “terrorismo” estava sendo contido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de meio século depois, Líbia e Nicarágua foram associadas por algo mais do que aquelas gestas antiimperialistas, quase simultâneas. O artífice dessa ligação foi o então presidente Ronald Reagan para quem Muamar Kadafi era o "cão raivoso" do Oriente Médio e o comandante Daniel Ortega "um capanga com os olhos de figurinista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de abril de 1986 foi realizado um ataque norte-americano a Trípoli, Bengazi e a outras três cidades por 18 bombardeios que levantaram vôo de bases na Grã-Bretanha, e 15 caças estacionados em porta-aviões pertencentes à 6ª Frota dos Estados Unidos no mar Mediterrâneo. A operação foi justificada como uma retaliação a um atentado em 5 de abril, em uma discoteca alemã, que teria matado 4 pessoas, deixando um saldo de 200 feridos. Na época, como sempre, Washington alegou possuir provas “irrefutáveis" da participação de terroristas líbios no atentado, ainda que não tivesse apresentado nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, a CIA, com o apoio da imprensa centro-americana, difundia a existência de comandos árabes realizando ações terroristas em território hondurenho, a partir de bases cedidas pelo governo sandinista. Como destacou o sociólogo Roberto Bardini, “ao tomarem conhecimento da alarmista campanha da mídia e da adoção de fortes e ostensivas medidas de segurança em Honduras, alguns observadores calcularam que tudo não passava de uma operação psicológica que teria quatro objetivos: justificar represálias militares contra a Líbia, demonstrar que a Nicarágua emprestava seu território para exportar o terrorismo, comprovar a existência de uma conexão Trípoli-Manágua. e, principalmente, conseguir que o Congresso aprovasse a destinação de US$ 100 milhões aos "contras".”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Reagan conseguiu com a agressão à Líbia? Um isolamento internacional sem precedentes. Ficou reduzido ao apoio da então primeira-ministra inglesa, Margaret Thatcher, e do governo israelense. Desde a guerra do Vietnã jamais se tinha presenciado uma onda tão forte de hostilidade aos Estados Unidos. Definitivamente, o pop dos anos 80 não tinha o mesmo poder de encantamento do charleston.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas duas décadas, e tendo vivenciado o que entrou para a história como Doutrina Bush, uma lição não pode ser esquecida pelas forças progressistas. Ainda mais agora, quando, a pretexto de “conter a barbárie de um ditador”, EUA, França e Inglaterra lançam mísseis na Líbia: o imperialismo encurta tempos e espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império é criterioso quando se trata de resgatar o que lhe parece ser seu fundo de quintal. A tentativa de modificar a nova ordem política da América Latina é o que move os passos de Obama na região. Transformar assimetrias em impossibilidades e mudar o perfil da política externa brasileira são os imperativos da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao declarar que "nosso consenso foi forte e nossa decisão é clara. O povo da Líbia precisa ser protegido e, na ausência de um fim imediato à violência contra civis, nossa coalizão está preparada para agir e agir com urgência", o presidente dos Estados Unidos deixa evidente que, em nome do “hegemon”, está pronto para misturar sem dó nem piedade o hit radiofônico “Closer”, do “rapper Ne-yo”, com um “mash-up” tribal da Madonna para "Miles away". Espera-se que a pista, quase sempre lotada de ingênuos ou servis, repila com veemência os apelos do "DJ" do império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula acertou na mosca. Não é muito difícil adivinhar quem veio para o almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-3813363677134250497?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/3813363677134250497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/libia-e-o-dj-do-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3813363677134250497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3813363677134250497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/libia-e-o-dj-do-imperio.html' title='A Líbia e o DJ do Império'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6444819146649927086</id><published>2011-03-17T07:10:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T07:10:06.187-07:00</updated><title type='text'>Israel na encruzilhada</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo interessante artigo de Reginaldo Nasser, Professor de Relações Internacionais da PUC (SP) e do Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e PUC-SP), veiculado pelo sítio Carta Maior&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como seus antecessores, Binyamin Netanyahu sempre ponderou que Israel não poderia estabelecer acordos diplomáticos confiáveis com os Estados Árabes a não ser que estes passassem por um efetivo processo de democratização. No entanto, desde o primeiro momento em que a revolução democrática no mundo árabe emitiu seus primeiros sinais na Praça Tahrir, no Cairo, o mesmo Netanyahu usou todos os esforços diplomáticos para manter Mubarak no poder, alegando que sua queda ocasionaria conseqüências desastrosas para toda a região. A democracia que os líderes israelenses sempre apregoaram aos seus vizinhos é agora vista como uma séria ameaça. O silêncio dos lideres Palestinos não foi menos revelador. A Autoridade Palestina, do presidente Mahmoud Abbas, perdeu o seu principal apoiador, Mubarak, em sua luta política contra o Hamas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das nações com os quais Israel deveria fazer a paz (Líbano, Síria e Palestina) não estarem sendo atingidas pelas revoluções que hoje varrem a região, a situação agora é diferente, pois o tratado de paz com o Egito é crucial para seus cálculos de segurança. Provavelmente os novos governos formados no Egito e em outros países, vão refletir o descontentamento interno e, mais cedo ou mais tarde, promoverão ajustes nas questões de política externa. Acostumados a olhar apenas para os problemas de Israel em suas relações exteriores (Palestinos, Irã, Hezbolah ou Síria), a opinião pública internacional deverá observar com atenção, a partir de agora, as movimentações que poderão acontecer na sociedade civil israelense e que definirão, em grande medida, a orientação que o Estado deverá adotar nos próximos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alon Ben-Meir alerta para o fato de que, no mesmo momento em que o mundo árabe se une em um amplo movimento para a democracia, em Israel as instituições democráticas estão em crise. Enquanto os árabes cobram responsabilidade de seus líderes, os líderes de Israel estão, frequentemente, enfrentando investigações e acusações de corrupção. Os manifestantes invadiram as praças das grandes cidades árabes, mas a Praça Rabin, em Tel Aviv, permanece silenciosa. Onde estão os que exigem mudanças que tragam a paz e a prosperidade para todos os israelenses? pergunta Ben-Meir (Israel, Where Are You? Jerusalem Post, 25/02/11. ver também do mesmo autor And if Not Now, When? , The Huffington Post.com, 7/03/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a tão alardeada democracia israelense vaza água por todos os lados. O poderoso movimento dos colonos está em franca expansão, ocupando terras palestinas e construindo cidades. Segundo a organização israelense de direitos humanos B’tselem, são 500.000 colonos (cerca de 130.000 são militantes armados) que controlam 42% do território da Cisjordânia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova imigração russa tem sido fator fundamental nas eleições. Em 2009, a grande maioria dos russos que imigraram para Israel, depois de 1989, votaram no partido da ultra-direita, Yisrael Beitenu (Israel é o Nosso Lar) liderado pelo atual ministro de relações Exteriores, Lieberman, que sempre faz questão de dizer que nunca existirá um Estado Palestino. Os árabes-israelenses são uma comunidade marginalizada nas estruturas políticas, econômicas e educacionais de Israel. Formam 20% da população, mas contribuem com apenas 8% do PIB e 60% de seus membros vivem abaixo da linha da pobreza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficiais israelenses e unidades de combate estão ficando cada vez mais ideológicos e religiosos. Em 1990, 2,5% dos oficiais de infantaria eram religiosos. Esse número saltou, em 2007, para 31,0%. Pesquisa conduzida pelo instituto israelense Maagar Mochot indicou que quase 50% dos estudantes do ensino médio de Israel não acreditam que os árabes devam ter os mesmos direitos que os judeus do Estado de Israel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se referem à economia israelense os dados não são tão animadores, apesar do crescimento de 5,4% em 2010. De acordo com o mais recente relatório do Instituto Nacional do Seguro Social, 23% da população vivem abaixo da linha da pobreza. Em 1988, a classe média representava 33% da população de Israel. Em 2009 caiu para 26,6% e Israel já é considerado um dos paises mais desiguais do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contundente artigo escrito no Haaretz (When did it become illegal to be a Leftist in Israel? 06/01/2011) Gideon Levy denuncia que “não é mais legítimo ser de esquerda em Israel”. O Knesset ( parlamento israelense) resolveu criar uma comissão de inquérito sobre as atividades dos grupos de esquerda sob a acusação de “ações de deslegitimação” contra o Estado de Israel". Fazer campanha pelos direitos humanos, se opor à ocupação ou investigar crimes de guerra tornou-se ilegítimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é justamente em momentos de instabilidade e incertezas como esse que o governo de Israel precisará do apoio da comunidade internacional e de seus cidadãos. Entretanto, Netanyahu prefere virar as costas para essa nova ordem regional em formação. E se a turbulência chegar aos territórios palestinos, qual será a resposta de Israel? Mesmo com todas as limitações e obstáculos que apontamos acima, Israel será obrigado a passar por mudanças profundas sob pena de ficar ainda mais isolado devido às campanhas internacionais. Os atuais governantes não terão mais a desenvoltura diplomática anterior quando era possível fazer acordos diplomáticos com os ditadores árabes corruptos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gideon Levy advertiu apropriadamente que se os lideres políticos israelenses não mudarem sua forma de agir levando em consideração a complexidade de sua sociedade “eles vão acordar um dia, seja em 10 ou 20 anos, como os líderes da Líbia, Egito e Tunísia, no meio de um pesadelo”. Resta acreditar e torcer para que a rua judaica dê seu recado no devido momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6444819146649927086?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6444819146649927086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/israel-na-encruzilhada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6444819146649927086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6444819146649927086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/israel-na-encruzilhada.html' title='Israel na encruzilhada'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6329507094367620847</id><published>2011-03-09T15:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T15:07:58.353-08:00</updated><title type='text'>A intervenção imperialista na Líbia é inaceitável</title><content type='html'>&lt;strong&gt;José Reinaldo Carvalho*&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos dias, algumas mentiras vieram à tona. O que se tentou apresentar como “revolução” – a partir de uma legítima manifestação popular por democracia e direitos sociais reprimida pelo governo líbio, em mais uma de muitas atitudes condenáveis do regime de Kadafi – afigurou-se de fato como uma contrarrevolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num curto lapso de tempo, as manifestações pacíficas deram lugar a enfrentamentos armados entre forças leais a Kadafi e uma assim chamada oposição, mescla de grupelhos arrivistas, monarquistas e facções dissidentes do regime, com o aval das potências imperialistas – EUA e União Europeia - e o histérico apoio propagandístico da mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, os principais jornais impressos e os noticiários de televisão fazem apelos constantes à “rebelião”, “insurreição” e, com a ajuda de uns poucos trotsquistas, até à “revolução”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São espécies de edições pioradas de Catão, aquele político e militar que, a cada sessão do Senado Romano, pronunciava a frase que ficou célebre como a “Delenda Cartago”: “Cartago tem que ser destruída”, bordão surrado do império, para liquidar o povo cartaginês, que habitava o território onde se situa a atual Tunísia, povo que teimava em ser independente e foi o solo onde nasceu um dos maiores gênios militares da Antiguidade, Aníbal, cujas tropas infernizaram as legiões romanas. Agora a “delenda” diz: “A Líbia tem que ser destruída”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido assim a saga dos imperialistas no mundo contemporâneo – enfrentar uma, duas ou mais “Cartagos” por década, o que faz através de sanções, golpes, bloqueios e ataques brutais, com milhões de mortos. No início dos anos 1990, sob Bush , pai, era o Iraque o principal alvo do império. O “democrata” Clinton deu prosseguimento à campanha para estrangular o regime de Saddam Hussein, o que se consumou em 2003 com a segunda guerra do Iraque, sob o comando de George W. Bush. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As táticas políticas e militares não se diferenciavam das que propõem agora: sanções na ONU, embargos de diversos tipos, exclusão aérea. Os pretextos eram os mesmos: deter a crise humanitária, fazer respeitar os direitos humanos, punir um ditador sanguinário. Os meios, os de sempre: propaganda maciça através dos veículos de comunicação, uníssonos quando se trata de demonizar um adversário do império ou alguém descartável, tergiversar, mentir. A desfaçatez é tamanha que o fazem encobrindo ou perdoando os crimes do império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois tivemos a Iugoslávia, país dilacerado por guerras fratricidas entre as nações que a compunham, incitadas de fora, e finalmente golpeado no coração, quando o imperialismo norte-americano e a União Europeia fizeram a razia dos bombardeios sobre Belgrado em 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira década do novo século conheceu uma “Cartago” bem mais próxima de nós: a Venezuela de Hugo Chávez, tantas vezes no alvo de intentonas golpistas, ameaças de invasão e armadilhas visando ao magnicídio. Já conhecemos esse roteiro macabro. Saddam e Milosevic, como se sabe, foram assassinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano assinala a passagem do cinquentenário da tentativa mais séria do imperialismo norte-americano, mancomunado com a contrarrevolução interna, de atacar seu mais incômodo alvo, a Revolução Cubana, a poucas milhas de sua fronteira. Nestas cinco décadas, sucessivos presidentes dos EUA tiveram a ilusão, seguida de decepção, de invadir a ilha e matar seu principal líder, Fidel Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos acontecimentos no norte da África, a situação se tornou mais complexa nos últimos dias porque, diferentemente do momento em que a crise se iniciou, quando se anunciava a queda iminente de Kadafi, o fato é que este se encontra em plena ofensiva contra os rebeldes e, se não retomou plenamente o controle da situação, já deu sobejas demonstrações de que não cairá tão facilmente, a não ser com a intervenção estrangeira armada, bombardeios maciços e ocupação territorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão óbvia dos imperialistas: invadir a Líbia. A complicação é que os Estados Unidos não podem fazer isso sozinhos. Precisam desesperadamente do aval e da participação direta da “comunidade internacional”. Os entendimentos estão a pleno vapor. A Otan, de prontidão. Falta o aval da ONU para dar ares de ação “multilateral”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção. Em muitas chancelarias elaboram-se argumentos “técnicos” para a eventualidade da intervenção estrangeira: “se a ONU autorizar apoiamos a intervenção", dizem essas chancelarias. Não será uma operação fácil para a diplomacia norte-americana, conduzida pela Sra. Clinton, que nada fica a dever em truculência à sua antecessora, obter a unanimidade no Conselho de Segurança. Mas, como há precedentes (primeira guerra do Iraque), é preciso estar em guarda. Em 1999, na Iugoslávia, a ONU não foi acionada, mas como os bombardeios foram executados pela Otan, o imperialismo estadunidense e seus aliados euro-atlânticos exibiram seus crimes de lesa-humanidade como ação coletiva. A secretária de Estado norte-americana da época alcunhou sua política externa como “multilateralismo assertivo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, resoluções baseadas em pressões, chantagens, negociações secretas entre interesses escusos, nunca serão a expressão legítima de uma ordem pluripolar praticando o multilateralismo, mas o resultado da instrumentalização dos organismos internacionais. Não pode haver ordem multipolar sem o decidido combate ao imperialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam quais forem os argumentos e a cobertura jurídica e diplomática, a intervenção imperialista na Líbia é inaceitável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*Secretário Nacional de Comunicação do PCdoB e editor do portal&amp;nbsp;Vermelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6329507094367620847?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6329507094367620847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/intervencao-imperialista-na-libia-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6329507094367620847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6329507094367620847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/intervencao-imperialista-na-libia-e.html' title='A intervenção imperialista na Líbia é inaceitável'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6336655986649074663</id><published>2011-03-08T02:37:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T02:37:17.056-08:00</updated><title type='text'>A democracia e a demonização da política</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reproduzo artigo assinado pelo Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e publicado no jornal &lt;/em&gt;Folha de S. Paulo&lt;em&gt;, em sua edição de hoje,&amp;nbsp;8 de março. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A generalização dos vícios dos políticos e da política como, em certa medida, é exercida no Brasil, alimenta uma campanha que, no fundo, busca desqualificar a política como instrumento mediador da vida social, substituindo-o pela economia. Em outras palavras, substituir a democracia pela ditadura do capital - e aqui me detenho, particularmente, no capital financeiro, rentista, parasitário.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O artigo de Tarso Genro alerta para tal risco, embora reconheça a necessidade de se atentar para os&amp;nbsp;novos modos de organização e articulação social do mundo contemporâneo. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos sujeitos políticos estão surgindo no interior de um processo de desconstituição da política, que ocorre em escala mundial, após o fracasso das receitas neoliberais para a reforma do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses novos sujeitos florescem fora dos partidos, tanto nos regimes democráticos como nos países autoritários. Quem substitui os partidos, hoje, são as redes sociais, as organizações de defesa do direito das mulheres contra Berlusconi na Itália, os movimentos populares de jovens no Egito, os "banlieues" nas periferias de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos movimentos em rede, que não pedem licença aos partidos ou aos sindicatos. São designados pela mídia, equivocadamente, como "revoluções", mas sem ideologia unitária. O que pedem são reformas, reconhecimento, oportunidades de trabalho, democracia e participação. São movimentos relativamente espontâneos, não contra a política, mas por outra política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o espontaneísmo é sadio quando se desdobra, em algum momento, em organização consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se perigoso e contraproducente, em termos democráticos, quando permanece só fluindo, sem substituir o "velho" por nova ordem: a desesperança, nesse caso, pode redundar em salvacionismo ditatorial reciclado, gerando situação inclusive pior que a anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É visível que existe, em grande parte da mídia, também uma campanha contra a política e os políticos, o que, no fundo, é, independentemente do objetivo de alguns jornalistas, também uma campanha contra a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela generaliza o desprezo aos políticos e ao Estado, principalmente àqueles que ainda preservam traços de defesa do antigo Estado de bem-estar. São sempre os partidos políticos, porém, os legatários que reorganizam a sociedade, seja para mais coesão e mais igualdade, seja para mais hierarquia, diferenças sociais e autoritarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que poucos partidos têm compreendido a profundidade desses movimentos, permanecendo incapazes de apresentar alternativas novas. A maioria, na defesa de seus programas de governo, cinge-se a doses maiores ou menores de "liberalismo" ou "keynesianismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão desatentos ao fato de que as relações culturais, científicas e econômicas globais mudaram tudo. E que hoje é preciso propor novas formas de organização do Estado, novos tipos de políticas públicas e também organizar um novo sistema de defesa da moral pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "representação" e eleições, mal ou bem, sempre constituíram formas de resistência contra o domínio, sem limites, dos manipuladores do capital financeiro especulativo que controlam a vida pública das nações. Eleições e representação constituíram, sempre, "problemas" para os mentores das reformas neoliberais, que agora são os herdeiros políticos do seu fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio da ideologia neoliberal, além de ter conseguido sua hegemonia a partir da ideia do "caminho único", agora requer conclusões únicas sobre os efeitos da crise, para diluir as responsabilidades de quem a gerou. Desmoralizar a política, partidos e políticos ajuda a desmoralizar as críticas ao fracasso do seu modelo de sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as frequentes campanhas genéricas contra o Estado e contra os políticos em geral têm sido duras. São campanhas não contra o Estado ausente, que dispensa políticas sociais. Nem contra os políticos corruptos, em especial. Mas uma campanha abrangente contra o Estado e contra a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lições do Oriente e também da Europa servem para todos nós que, imbuídos do "desenvolvimentismo econômico e social", defendemos que o Estado deve ser forte por ser transparente e acessível à participação popular. Jamais deve ser "fraco", para ser obrigado a aplicar as receitas da redução impiedosa dos gastos sociais. E, depois, eleger a caridade privada como meio de compensar desigualdades brutais que o neoliberalismo nos legou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6336655986649074663?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6336655986649074663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/democracia-e-demonizacao-da-politica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6336655986649074663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6336655986649074663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/democracia-e-demonizacao-da-politica.html' title='A democracia e a demonização da política'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2191282717868400740</id><published>2011-03-05T05:27:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T05:35:13.513-08:00</updated><title type='text'>A Líbia e o protagonismo do Itamaraty</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Nfo0eNmeOqE/TXI5QtWOJfI/AAAAAAAAAHs/sH2GQcQmVyc/s1600/libia-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" l6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Nfo0eNmeOqE/TXI5QtWOJfI/AAAAAAAAAHs/sH2GQcQmVyc/s400/libia-2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não é de hoje que percebo uma certa timidez do Brasil diante da crise no mundo árabe. A diplomacia brasileira tem sido passiva, acanhada, restrita a vazias notinhas oficiais. Para&amp;nbsp;quem se habituou ao intenso protagonismo internacional do Governo Lula, o que se vê hoje é francamente regressivo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em&amp;nbsp;artigo que reproduzo&amp;nbsp;abaixo, o jornalista Beto Almeida, da &lt;/em&gt;Telesur,&lt;em&gt;&amp;nbsp;examina a situação da Líbia e a posição brasileira diante dela. O texto é&amp;nbsp;longo, mas de leitura recomendável ao que se preocupam em perceber os dilemas do mundo contemporâneo para além das lentes desfocadas - ou interesseiramente focadas - da grande mídia privada.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressionante euforia de uma quase unânime campanha midiática atuando como os tambores de guerra, tendo como alvo a Líbia, já provocou seus estragos iniciais: uma diplomacia facciosa, agressiva e guerreira arrancou à força uma condenação do país africano, sem sequer uma investigação concreta. Para tal foram suficientes os relatos de uma mídia controlada pela indústria bélica. Agora, prepara-se o terreno para novos passos da máquina de guerra imperialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de uma intervenção militar na Líbia é sonho antigo do Pentágono, nunca concretizado. Mas, agora, se de fato for lançada, pode ter como objetivo reprimir todos os povos árabes em rebelião com o intuito de assegurar a hegemonia dos interesses dos EUA na região, atualmente sob questionamento, seja pelas rebeliões populares, seja pela nova relação de forças em países como Irã, Turquia e Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, é justo perguntar se não teria havido falta de protagonismo do Itamaraty na votação do caso Líbia na ONU? Será que todo o esforço do governo Lula em consolidar uma aliança Países Árabes e América do Sul não estaria sendo deixado um tanto de lado quando a representante do Brasil na ONU aparece posicionada ao lado de resoluções que podem facilitar a balcanização da Líbia, e, como conseqüência, trazer um grave retrocesso nas relações do Brasil com aquela região, como já se pode perceber na retirada parcial das empresas brasileiras do território líbio? Saem Queiroz Galvão, Odebrecht e Camargo Correia, e entra a Haliiburton? Seria este um dos resultados da intervenção pré-militar? Sem contar uma montanha de cadáveres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi simples para o presidente Lula construir sua política externa. Os adversários se posicionaram prontamente, fora e dentro do território nacional. Aqui dentro toda a mídia que, naturalmente, sempre foi historicamente vassala editorial de idéias emanadas pelas grandes potências. Não há uma única mídia de grande alcance hoje no Brasil que sustente uma linha editorial contrária à manutenção do status de vulnerabilidade ideológica, política, tecnológica, econômica e até militar em que se encontra o Brasil desde o nefasto período dos privateiros. Nem mesmo a TV Brasil conseguiu fazer uma linha editorial diferenciada, com um mínimo de sintonia, sequer exploratória, com o que foi a política externa lulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retórica itamarateca?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os argumentos manipuladamente utilizados contra Lula repetia-se - sem diversidade informativa alguma, como se pede na Constituição - que tudo era apenas uma retórica itamarateca. Não é preciso muitas linhas para contestar este pseudo-argumento: basta que se verifiquem os volumes do comércio, dos acordos, e das relações entre o Brasil e os países do Oriente Médio antes e depois de Lula. Lembremo-nos: neste período foi realizada, sob oposição dos EUA, a primeira Cúpula América do Sul-Países Árabes na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma forte simbologia quando grandes empresas brasileiras retiram seus funcionários em função do evidente agravamento da crise na Líbia e a ameaça não apenas de uma guerra civil, mas de uma intervenção bélica da Otan para, quem sabe, levar novamente ao poder remanescentes da monarquia Idris, desde que concordem, obviamente, em privatizar novamente o petróleo líbio hoje estatizado, entregando-o a empresas norte-americanas, como no Iraque e na Arábia Saudita hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paralisação produtiva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Líbia colocou a receita do petróleo para a elevação do padrão de vida de seu povo, tanto é que pertence a este país o mais elevado IDH da África, um salário mínimo dos mais elevados de todo o terceiro mundo, superior ao brasileiro, uma renda per capta parecida à nossa, sem contar a oferta de serviços públicos e gratuitos de saúde e educação em razoável qualidade. A receita petroleira tem sido também utilizada para a contratação de empresas e tecnologia do exterior para a realização de obras de infra-estrutura de grande porte, entre elas gigantescos canais de irrigação para alavancar a produção agrícola num território que, em 90 por cento, é desértico. A ingerência já produziu uma paralisação produtiva no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de uma política externa brasileira enfatizando a integração latino-americana, não apenas em discursos mas, concretamente, com obras unificadoras de infra-estrutura que já não podem mais ser negadas pelo dilúvio de mentiras midiáticas, tem seu desdobramento na formatação de uma relação mais cooperativa com o mundo árabe e também com o Irã. Além disso, a busca de uma diversificação de exportações e importações - o que nunca agradou aos EUA - desdobra-se coerentemente numa relação mais protagonista a partir da relação com os países do Brics, bem como no G-20. Imagine o tamanho da crise que o Brasil enfrentaria se tivesse permanecido submetido a uma relação prioritária com os EUA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova maneira de estar presente no mundo levou o Brasil a pelo menos duas operações de alto esforço e coragem, qual sejam, a busca de uma saída negociada e pacífica para a crise a partir do prepotente veto imperial ao programa nuclear do Irã, e também, na questão de Honduras, quando o governo Lula assumiu com arrojo a defesa da democracia diante do golpe de estado contra Zelaya, sinalizando que ela, a democracia, não é um atributo que estaria fora da agenda da cooperação e integração latino-americana, bem como do princípio da autodeterminação dos povos, violentada nestas duas oportunidades pelos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comissão Internacional para uma solução pacífica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, a proposta de formação de uma Comissão Internacional para solução pacífica da crise da Líbia não partiu do Brasil, como era justo esperar, mas da Venezuela. Aliás, quando da tentativa de golpe contra a Venezuela, teria partido exatamente do Brasil, sob o governo Lula, a idéia de criar o Grupo de Amigos da Venezuela, buscando assegurar uma mesa de negociações e desencorajar qualquer aventura intervencionista. Certamente, embora justa, a proposta agora capitaneada pela Venezuela, teria muitíssimo mais abrangência e força política se oriunda do Brasil, tal como o Brasil se empenhou no caso do Irã para convencer a ONU a não dobrar-se aos tambores de guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, vale recordar, estão sempre prontos a repicar, especialmente diante da uma crise econômica que não foi vencida ainda pelos EUA, e que pode levar sua economia marcadamente dominada pela indústria bélica, a aproveitar a crise da Líbia para dinamizar a recuperação de sua crise interna, às custas de vidas e mais vidas, como se vê hoje no Iraque e no Afeganistão, sem qualquer vislumbre de solução no horizonte. Mas, para a indústria guerreira, a expansão das encomendas é a própria solução. Sobretudo, se a intervenção militar traz nova possibilidade de privatizar petróleo público, assegurando, sob a cobertura da ONU, uma rapina que não pode ser feita sem demolir as estruturas da Revolução Líbia e transformá-la num novo Kossovo, ou seja, em mais uma base militar dos EUA, como as mais de mil espalhadas pelo mundo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política externa brasileira não pode estar associada a qualquer idéia que facilite a concretização deste plano sinistro! Seria sim um distanciamento ou falta de continuidade daquilo que foi construído pelo Itamaraty nos oito anos de Lula. E, para um país que pretende ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, não é recomendável deixar de zelar pelo prestígio internacional alcançado pelo Brasil exatamente por sua política externa soberana, independente, criativa e vocacionada para promoção da solução pacífica dos conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Razões propagandísticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passivo endosso brasileiro na ONU a esta escalada de agressividade diplomática dos EUA baseada, por sua vez, num dilúvio de informações manipuladas e jamais comprovadas, nos faz lembrar a tragédia de uma guerra lançada contra o Iraque e seu povo com base na suposta “existência de armas químicas de destruição em massa naquele país”. A semelhança com as “razões propagandísticas” utilizadas por Hitler para expandir o seu exército pela Europa é robusta. Assim como o atentado ao World Trade Center, cuja versão oficial encontra crescente contestação pelos mais eminentes cientistas norte-americanos, atuou como “razão propagandística” a la Hitler para que Bush impusesse sua guerra ao terror, inclusive contra países que mal possuem sistema de água encanada, como o Afeganistão, acusado, paradoxalmente, de ter perpetrado tão sofisticada operação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com coragem, o Brasil se opôs oficialmente à ação militar no Iraque no início do governo Lula.. Seria de se esperar a continuidade desta acertada política externa quando agora, contra a Líbia, também se constroem versões - razões propagandísticas – para que aquele território seja ocupado pelos marines. Se manipulação grosseira das teses dos direitos humanos é o que baliza a autorização diplomática para tal monstruosidade militar, é de se esperar condenação a todos que estão hoje encharcando de sangue muçulmano o solo do oriente. A começar pelos EUA que já mataram mais de um milhão de civis no Iraque e , somente nesta semana, despejou bombardeios que causaram a morte de 65 civis no Afeganistão. Por que o Itamaraty não condena tal carnificina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, a arma virtual dos "direitos humanos" é sempre invocada antes do lançamento das armas reais, mortais e arrasadoras. A "emergência humanitária" é a chave de acesso do militarismo mais descarado, frente à ela não há debate, não há informação, não há dialética, negociação, verificação. Só resta a demonização absoluta daqueles se se opõem de algum modo às políticas imperiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que a elite brasileira e a sua mídia pró-império têm pressionado Dilma Roussef, desde a campanha eleitoral, para uma reviravolta pró-americana na política exterior, sob o paravento da defesa dos "direitos humanos" quanto ao caso Sakineh no Irã, e ao caso da oposição contra-revolucionária em Cuba. Fazem de tudo para enviar uma cunha entre Dilma e Lula. Assumir que a política externa vai defender os direitos humanos abstratamente, em qualquer lugar em que se encontrem ameaçados, é mais que um tiro no pé, abre o flanco da nação brasileira a uma intervenção militar para defender supostos ou reais direitos humanos violados, quem sabe na Amazônia, quem sabe no Nordeste. Como sempre sustentou o Itamaraty na era Lula, contribui mais para a defesa dos direitos humanos a paz no mundo, a relação harmoniosa entre todas as nações, o desenvolvimento econômico, a integração entre os países e a distribuição equilibrada das riquezas do mundo entre todos os povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso a intervenção militar da OTAN venha de fato a concretizar-se, nossa política externa deveria ter exigentes motivos para preocupar-se, jamais para, de algum modo, ter colaborado direta ou indiretamente com mais uma guerra. Nem na Guerra das Malvinas o Brasil deixou de reivindicar uma solução negociada e pacífica, o que não impediu de oferecer algum tipo de apoio logístico aos argentinos, seja por meio de aviões, de informações etc. conforme comprovam documentos em posse do estado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lições para o futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuidor do maior tesouro de biodiversidade (Amazônia), de riquezas minerais monumentais como urânio, titânio, silício etc e também das reservas petroleiras pré-sal, além de território farto em água, o Brasil tem razões para buscar construir uma política estratégica cuidadosa, sobretudo se e quando as potências imperiais dão passos mais largos e ameaçadores no tabuleiro do xadrez mundial. Qual será o próximo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante deste quadro fica evidente porque os EUA impõe vetos ao Programa Nuclear Brasileiro, como ao do Irã, e também ao nosso Programa Espacial, como revelaram os telegramas divulgados pelo Wikiliekes sobre a conduta do Embaixador norte-americano em Brasília a pressionar a Ucrânia para que não transfira tecnologia espacial ao Brasil. Os EUA, anos atrás, já havia pressionado Kadafi a abrir mão do Programa Nuclear líbio. Sem nada em troca, além de sanções, agressões, desestabilizações e bombardeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é difícil é entender por que o Brasil não faz agora um esforço prioritário para barrar mais uma guerra, associando-se a países que também podem formatar uma resistência internacional a mais esta aventura de uma economia imperial viciada em guerra e petróleo? Será delírio imaginar que no futuro não muito longe seja o Brasil o alvo de sanções simplesmente por dar continuidade ao seu programa nuclear? Vale lembrar que a energia nuclear só é considerada insegura e perigosa quando nas mãos de países como Irã ou Brasil, nunca sob o controle dos EUA, Inglaterra ou França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de qualquer investigação ou comprovação, a Líbia já foi penalizada com o congelamento de seus recursos financeiros depositados em bancos internacionais, o que, por outro lado, recomenda acelerar a concretização do lentíssimo projeto de construção do Banco do Sul, onde os recursos dos povos do sul poderiam estar depositados com segurança, não na insegurança dos bancos norte-americanos ou ingleses ou franceses, com um histórico de instabilidade e de fraudes recentes impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descontinuidade com o passado recente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política externa formatada e aplicada por Lula, que a ela se empenhou pessoalmente em inúmeras viagens, alterou sobremaneira e positivamente a presença qualitativa do Brasil no mundo. Tal política requer consolidação, continuidade e aprofundamento, seja no plano da integração latino-americana, ou com a África, ou com os países árabes e do Oriente Médio, por onde encontram-se instaladas muitas empresas, equipamentos e pessoal brasileiros; como requer também não recuar da linha de diversificação sem se deixar prender por um ou outro grande país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da Líbia, será constrangedor contabilizar o imenso prejuízo para a economia brasileira acarretado pela retirada de empresas e trabalhadores brasileiros. Especialmente se elas vierem a ser substituídas por empresas diretamente vinculadas à indústria bélica, como a Haliburton, já que guerra e petróleo, para os EUA, são atributos de uma mesma política. Mais constrangedor será reconhecer que a política externa brasileira não teria atuado com o protagonismo que poderia exercer e que projetou durante os 8 anos do governo Lula, deixando margem para uma constatação amarga: a de que o endosso passivo e sem questionamento a sanções arrancadas à base de dilúvios midiáticos manipulativos na ONU, teve também alguma participação do Itamaraty. Uma descontinuidade com o passado recente.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2191282717868400740?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2191282717868400740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/libia-e-o-protagonismo-do-itamaraty.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2191282717868400740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2191282717868400740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/libia-e-o-protagonismo-do-itamaraty.html' title='A Líbia e o protagonismo do Itamaraty'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-Nfo0eNmeOqE/TXI5QtWOJfI/AAAAAAAAAHs/sH2GQcQmVyc/s72-c/libia-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4036893024263186334</id><published>2011-03-03T11:46:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T11:46:38.145-08:00</updated><title type='text'>Mercados financeiros engordan R$ 7,5 bilhões com alta de juros</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nota veiculada pelo sítio Carta Maior, reproduzida a seguir, mostra a voragem do capital rentista no Brasil, sufocando o interesse (e as necessidades) de milhões de brasileiros. Eis o serviço que a esse capital pararasitário prestam o Banco Central e figuras como, por exemplo, o todo-poderoso Antônio Palocci. Até quando?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunião do Copom desta&amp;nbsp;quarta-feira serviu um 'lexotan' de R$ 7,5 bilhões aos mercados financeiros, com mais uma alta de 0,5 ponto na taxa básica de juro do país. O valor equivale a quase quatro vezes o gasto previsto com o reajuste do Bolsa Família, anunciado no dia anterior, que deixou os 'mercados nervosos' embora beneficie 50 milhões de brasileiros mais pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 19 de janeiro, o BC já elevou em 1 ponto a taxa de juros, agora fixada em 11,75% - a mais alta do mundo. Significa que em apenas 41 dias, houve uma transferência de R$ 15 bilhões em recursos fiscais dos cofres públicos aos rentistas detentores da dívida interna. Em 2010, foram pagos, no total, R$ 190 bilhões em juros. O que diz a mídia sobre essa 'gastança' desenfreada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4036893024263186334?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4036893024263186334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/mercados-financeiros-engordan-r-75.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4036893024263186334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4036893024263186334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/mercados-financeiros-engordan-r-75.html' title='Mercados financeiros engordan R$ 7,5 bilhões com alta de juros'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-950087751456672521</id><published>2011-03-01T14:08:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T14:08:02.636-08:00</updated><title type='text'>Moacyr Scliar e o chamado da liberdade*</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-LmTRyIjygZc/TW1twBvrowI/AAAAAAAAAHo/NCtph2aII2k/s1600/Scliar+01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-LmTRyIjygZc/TW1twBvrowI/AAAAAAAAAHo/NCtph2aII2k/s320/Scliar+01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Flávio Aguiar&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do sítio Carta Maior&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que, segundo um antigo provérbio árabe, quando morre um contador de histórias elas morrem um pouco também. O provérbio não deve se referir às narrativas propriamente ditas. Tradicionais, elas permanecerão na memória coletiva; originais, essa originalidade lhes garantirá a permanência. O provérbio deve se referir ao modo como as histórias são contadas, ou mesmo lidas. Até no livro, a persona - o jeito do escritor - permanece junto com as palavras da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De agora em diante, será impossível, pelo menos para os da minha geração, ler uma história do Scliar sem lembrar de que ele se foi para os eternos campos do seja-onde-for. Lá ele continuará, por certo, caçando palavras e histórias, e encantando as companheiras e os companheiros das peregrinações estreladas com seu jeito ao mesmo tempo translúcido e denso de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scliar escrevia simples e maneiro, cativava e espantava ao mesmo tempo. Universal, ele universalizou o seu bairro, o Bonfim, onde suas histórias - todas, mesmo aquelas que não tinham por tema as aventuras judaicas no mundo gaúcho - começavam. As histórias do Scliar tinham seu centro na idéia do deslocamento, eram histórias centrífugas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das que mais me ficou na memória foi a de alguém (um menino?) que tomava um barco na beira do Guaíba e desaparecia na cerração que se erguia do rio. Era ao mesmo tempo a resposta a um chamado e uma ironia do destino. Que histórias essa história continha? Ela foi uma das que inaugurou a página de "Estórias brasileiras" do jornal Movimento, nos idos de 1975. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de outras que essa história materializava, ela tinha por moldura o chamado a que o próprio Scliar respondia, naquele afã de lutar contra a certeza do arbítrio ditatorial com a incerteza das palavras balbuciadas. A esse chamado da liberdade Scliar nunca se negou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo que nos lembremos disso, no momento em que seu jeito de contar fica privado de sua presença física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* O título é do blog.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-950087751456672521?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/950087751456672521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/moacyr-scliar-e-o-chamado-da-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/950087751456672521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/950087751456672521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/03/moacyr-scliar-e-o-chamado-da-liberdade.html' title='Moacyr Scliar e o chamado da liberdade*'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-LmTRyIjygZc/TW1twBvrowI/AAAAAAAAAHo/NCtph2aII2k/s72-c/Scliar+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4700241749577966454</id><published>2011-02-27T03:39:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T03:39:16.023-08:00</updated><title type='text'>Lucro privado e interesse público: nada a  ver.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O sítio Carta Maior publica hoje interessante comentário sobre os lucros nos processos de privatização no Brasil. Estabelece, até didaticamente, as diferenças entre os lucros da privatizada Vale do Rio Doce e da estatal Pegtrobrás, ambos fabulosos. Reproduzo, a seguir, o breve comentário, a meu ver utilíssimo para demonstrar, mesmo que num só exemplo, como as privatizações dos setores essenciais da econômia brasileira atenderam sobretudo aos interesses do grande capital privado. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defensores da privatização sempre argumentaram que, uma vez vendidas, as estatais prestariam contas aos mercados, o que por definição as tornaria mais eficientes, honestas, antiácidas e belas, propiciando ganhos a acionistas, empregados e consumidores. A troca parecia barata e bacana. No Brasil, o exemplo arrematado das virtudes privadas seria a Vale do Rio Doce, que esta semana lustrou prognósticos dourados ao informar o maior lucro da história das mineradoras em todo o mundo: R$ 30 bilhões, limpinhos, em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A euforia durou menos de 24 horas. Antes que as manchetes comemorativas envelhecessem, a Petrobrás - que também tem ações no mercado, mas é controlada pelo Estado brasileiro - veio divulgar que o seu lucro em 2010 foi um pouco maior: de R$ 35 bilhões. Com algumas notáveis diferenças. O plano de investimentos da petroleira, em processo de revisão, o que poderá ampliá-lo-- prevê inversões de US$ 224 bilhões de dólares até 2014. Por ser predominantemente pública, a empresa deu ao país a maior descoberta de petróleo do planeta dos últimos 30 anos. A exploração soberana das reservas do pré-sal --com agregação de valor local e formidável demanda por equipamentos - figura como o maior impulso industrializante da história econômica brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria do pré-sal se a Petrobrás tivesse se transformado numa Vale do Rio Doce do petróleo? Vejamos: a mineradora vai distribuir US$ 4 bi em dividendos aos acionistas este ano. Mas se recusa a investir 5% do lucro líquido, US$ 1,5 bi, em uma unidade produtora de trilhos no Brasil. Para atender ao imediatismo dos mercados, prefere intensificar o embarque de minério bruto à China, de onde importamos trilhos para a expansão ferroviária brasileira. O círculo virtuoso, como se vê, tem um raio mais estreito do que apregoavam os tucanos para justificar a venda da empresa em 1997, por apenas R$ 3 bi --dez vezes menos do que o lucro obtido agora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4700241749577966454?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4700241749577966454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/lucro-privado-e-interesse-publico-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4700241749577966454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4700241749577966454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/lucro-privado-e-interesse-publico-nada.html' title='Lucro privado e interesse público: nada a  ver.'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8837903985119793914</id><published>2011-02-19T12:31:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T12:31:48.816-08:00</updated><title type='text'>A emergência das ruas no xadrez do Oriente Médio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mAZMh165-Xs/TWAoWNx-8VI/AAAAAAAAAHk/HvfQrxH-NAA/s1600/19iemen-z.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-mAZMh165-Xs/TWAoWNx-8VI/AAAAAAAAAHk/HvfQrxH-NAA/s400/19iemen-z.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Egito, Tunísia, Líbia, Iêmen, Bahrein: o Oriente Médio está em chamas. Nas ruas, multidões acossam as ditaduras financiadas pelos Estados Unidos. Interessante o texto a seguir, do sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tenta por todos os meios, inclusive mas não apenas pelo Twiter, semear um levante popular no Irã, em contrapeso à derrocada do ditador amigo, Hosni Mubarak, no Egito, o Departamento de Estado norte-americano vê balançar outra peça da coleção de déspotas e tiranias amigas no Oriente Médio. As luzes da mídia conservadora estão sendo obrigadas a descascar um novo porco-espinho de direitos humanos e direitos democráticos chamado Bahrein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arquipélago estrategicamernte localizado no Golfo Pérsico, a leste da Arábia Saudita, tem um primeiro-ministro, xeque Khalifa bin Salman Al Khalifa, que está no cargo há apenas 40 anos e&amp;nbsp;não permite vida partidária, nem legislativa. Na verdade, o rei Hamad bin Isa Al Khalifa não dá um piu no seu reino sem consultar o comando da 5º Frota, que faz do Bahrein uma das mais importantes cabeças-de-ponte do controle norte-americano sobre o fluxo de petróleo na região. Não por acaso, em 2008, George Bush, em visita ao rei, ou à 5º Frota, tanto faz, classificou o lugar, digamos assim, como o mais importante aliado militar dos EUA fora da OTAN. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas manifestações democráticas dos últimos dias, o regime do 'mais importante aliado' já matou três opositores e feriu centenas de outros. A ver&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8837903985119793914?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8837903985119793914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/emergencia-das-ruas-no-xadrez-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8837903985119793914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8837903985119793914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/emergencia-das-ruas-no-xadrez-do.html' title='A emergência das ruas no xadrez do Oriente Médio'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mAZMh165-Xs/TWAoWNx-8VI/AAAAAAAAAHk/HvfQrxH-NAA/s72-c/19iemen-z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8925725538435208933</id><published>2011-02-17T01:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T01:29:18.271-08:00</updated><title type='text'>Neoliberais de volta ao Planalto?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Recentes medidas do governo sugerem que a influência neoliberal – leia-se Antônio Palocci &amp;amp; Cia – readquire força no Palácio do Planalto. O artigo a seguir, do jornalista Altamiro Borges, em seu blog, mostra como são fundadas as preocupações com um possível retrocesso.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão da presidenta Dilma Rousseff de promover um corte cirúrgico de 50 bilhões no Orçamento da União confirma que os tecnocratas neoliberais estão com a bola toda no início do novo governo. Eles já bombardearam a proposta de aumento real do salário mínimo, aplaudiram a decisão do Banco Central de elevar a taxa de juros e, agora, festejam os cortes nos gastos púbicos. Tudo bem ao gosto das elites rentistas e para delírio da mídia do capital, que agora decidiu bajular a nova presidenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na justificativa para o corte dos gastos, o ministro Guido Mantega, tão duro contra o sindicalismo na questão do salário mínimo, mostrou-se dócil diante do “deus-mercado”. Sem meias palavras, ele afirmou: “Nós estaremos revertendo todos os estímulos que fizemos para a economia brasileira entre 2009 e 2010... Nós já estamos retirando esses incentivos e agora falta uma parte deles que estão sendo retirados do Orçamento de 2011, que são os gastos públicos, que ajudaram a estimular a demanda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um triste regresso ao “malocismo”?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa linguagem empolada, típica de quem esconde as maldades, Mantega argumentou que “este ajuste, esta consolidação fiscal, possibilitará que nós alcancemos o superávit primário” – outro termo que causa orgasmos nos banqueiros e rentistas. A União, explicou o ministro, já teria reservado “quase R$ 81,8 bilhões” somente para o pagamento dos juros – isto é, o dobro dos investimentos orçamentários destinados ao Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC (de R$ 40,15 bilhões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, as decisões recentes do governo parecem indicar um triste regresso ao “malocismo” – uma mistura de Pedro Malan, czar da economia no reinado de FHC, e Antonio Palocci, czar da economia no primeiro mandato de Lula. Os seus efeitos poderão ser dramáticos, inclusive para a popularidade da presidenta Dilma. De imediato, as medidas de elevação dos juros e redução dos investimentos representam um freio no crescimento da economia e, conseqüentemente, na geração de emprego e renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Suspensão de concursos e outras maldades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de reduzir o papel do Estado como indutor do crescimento, o corte drástico de R$ 50 bilhões no Orçamento da União terá impacto nos serviços públicos prestados à população. O governo já anunciou a suspensão dos concursos para a contratação de novos funcionários e protelou a nomeação de 40 mil servidores aprovados em seleções anteriores. Para Maria Thereza Sombra, diretora da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursados, estas medidas levarão ao “estrangulamento da máquina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgado com a retomada de alguns dogmas neoliberais, O Globo diariamente dá manchete às medidas de “ajuste fiscal” do ministro Mantega. Na edição de 10 de fevereiro, o jornal festejou: “O corte de R$ 50 bilhões nas despesas do Orçamento de 2011 deixará alguns ministérios a pão e água”. No estratégico Ministério da Ciência e Tecnologia, por exemplo, o corte previsto é de R$ 1,3 bilhão. Até o sistema de vigilância ambiental, alardeado após a tragédia carioca das chuvas, corre sério risco de ser enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ditadura do capital financeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se observa, as perspectivas no início do governo da presidenta Dilma Rousseff são preocupantes. Ainda é cedo para se fazer qualquer avaliação mais conclusiva, taxativa. Mas há indícios de que as velhas teses ortodoxas voltaram a ganhar força no Palácio do Planalto, sob o comando do todo-poderoso ministro Antonio Palocci. Na prática, a opção por retomar a desgastada ortodoxia neoliberal, com aumento dos juros e cortes dos investimentos, evidencia a força da ditadura financeira no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta opção, porém, não tem nada de racional sob o ponto de vista dos trabalhadores. Foram exatamente as medidas heterodoxas de estímulo ao mercado interno, adotadas no segundo mandado de Lula, que evitaram que o país afundasse na crise mundial que abala o capitalismo desde 2008. Nas eleições de 2010, o povo votou na continuidade e no avanço daquele modelo econômico de desenvolvimento e não na regressão à ortodoxia neoliberal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8925725538435208933?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8925725538435208933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/neoliberais-de-volta-ao-planalto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8925725538435208933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8925725538435208933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2011/02/neoliberais-de-volta-ao-planalto.html' title='Neoliberais de volta ao Planalto?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5815411055809456470</id><published>2010-12-07T06:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T06:25:02.046-08:00</updated><title type='text'>A democracia fugiu do controle?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Izaías Almada, no sítio&amp;nbsp;CARTA MAIOR&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo para maiores projeções nessa ou naquela direção sobre os telegramas wikis ou sobre o papel representado por Julian Assange. Uma coisa é certa. A pergunta que se configura aos poucos e que o confronto entre a força avassaladora da nova informação eletrônica e a da velha mídia mundial a serviço do poder hegemônico do capitalismo nos coloca é a seguinte: a democracia representativa burguesa está fugindo ao controle de quem a tutela? O artigo é de Izaías Almada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um curioso artigo do jornalista espanhol Pascual Serrano publicado em “El Periódico de Catalunya” e reproduzido no site www.rebelion.org levanta uma questão interessante provocada pelos milhares de telegramas vazados pelo site Wikileaks na internet, mas que – de algum modo até intrigante – ultrapassa a polêmica criada na imprensa mundial diante do volume e do conteúdo ali exibidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Serrano na introdução do seu texto que o fenômeno Wikileaks tem monopolizado numerosas análises e reflexões sobre o futuro da informação, da internet e da própria difusão de notícias. É natural. Como o direito à informação e à liberdade de imprensa se constituem em pilares, entre outros, da democracia tal qual a conhecemos e é praticada em boa parte do mundo ocidental, chama a atenção o fato de que parece se configurar com maior nitidez uma verdade que a hipocrisia de muitos ‘democratas’ procura esconder e maquiar há algum tempo: afinal existem informações e... informações. Como também existem concepções diferentes sobre a liberdade de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um país, como os Estados Unidos da América, apóia um golpe de estado contra um governo democraticamente eleito, o último exemplo é a deposição do presidente Manuel Zelaya em Honduras (mas a lista é imensa só nos últimos 50 anos), é justo encobrir ou negar essa informação? Em nome de quê? De quem? E a liberdade de imprensa onde é que fica? Os chamados segredos de estado só pesam em um dos pratos da balança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o pensador e lingüista Noam Chomsky declara, a propósito dos recentes vazamentos no Wikileaks, que os governantes norte americanos tem profundo desprezo pela democracia, essa mesma da qual se orgulham e querem impor ao mundo através da força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito a propósito, vejamos as recentes declarações do atual embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em artigo escrito para o jornal Folha de São Paulo no dia 2 de dezembro passado: “O presidente Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton decidiram dar prioridade à revigoração das relações dos EUA no mundo. Ambos têm trabalhado com afinco para fortalecer as parcerias existentes e construir novas parcerias no enfrentamento de desafios comuns, das mudanças climáticas e da eliminação da ameaça das armas nucleares até a luta contra doenças e contra a pobreza.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedecendo à orientação de Washington para minimizar os telegramas wikis, o blá, blá, blá retórico de Thomas Shannon é vazio de significado prático e recheado de conteúdo cínico. No contexto da América Latina, quais seriam esses desafios, senhor embaixador? O combate ao narcotráfico, por exemplo? Mas qual é o maior país consumidor de drogas pesadas no mundo e, portanto, grande sustentáculo do narcotráfico internacional, segundo relatórios da ONU? Os Estados Unidos da América. Qual o volume de dinheiro do narcotráfico branqueado em bancos norte americanos (e europeus)? Em termos mundiais, já ultrapassa a casa dos 400 bilhões de dólares por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às mudanças climáticas, é sabido que até a presente data o país do Sr. Shannon ainda não assinou o Protocolo de Kyoto, criado em 1997 com o objetivo de reduzir a produção de gases poluentes, sendo os EUA o país que mais polui o meio ambiente mundial. Dispenso-me de comentar sobre o cinismo da “eliminação da ameaça de armas nucleares”. Repito aqui apenas a velha e surrada pergunta: por quê os EUA não dão o exemplo e começam a destruir o seu próprio arsenal nuclear? Sobre a luta contra a doença e a pobreza, o Sr. Shannon deveria olhar para dentro de seu próprio país e ver os estragos causados no sistema de saúde privatizado, tão bem avaliado pelo cineasta Michael Moore; ou avaliar o atual nível de desemprego e pensar nos imensos guetos de miséria espalhados pelo país, sobretudo entre afros descendentes e hispânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ainda referido artigo publicado na FSP é uma catilinária de parvoíces, eivada de frases vazias, mas sempre com aquela pontinha de arrogância com a qual os “nossos irmãos do norte” se acostumaram a tratar o mundo. Prestem atenção nessa simples e emblemática frase do embaixador norte americano no Brasil sobre os telegramas do Wikileaks, eivada de arrogância e ‘espírito democrático’: “Uma ação cuja intenção é provocar os poderosos pode, em vez disso, pôr em risco aqueles que não têm poder.” Ou seja: nós, os poderosos (leia-se EUA), se provocados, podemos pôr em risco os que não tem poder (o resto do mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é exatamente isso o que seu país já faz, senhor embaixador, com ou sem o Wikileaks. Como é que ficam os assassinatos de civis no Afeganistão e no Iraque? Quantos idosos, mulheres e crianças já morreram para receber (custa-me mais uma vez engolir o cinismo) a velha e empoeirada democracia de Abraham Lincoln? O que significa enviar dez mil soldados armados até os dentes para uma ajuda humanitária ao Haiti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto agora ao jornalista Pascual Serrano. Sobre o debate entre defensores e críticos para saber se o site de Julian Assange comete uma irresponsabilidade com a e circulação de informação secreta, o jornalista espanhol considera que há uma simplificação do tema e que o modus operandi do próprio Wikileaks vem demonstrando que o assunto é mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serrano, sem mostrar duvidas quanto à veracidade dos tais telegramas, levanta a enigmática hipótese de se saber a razão pela qual, de início, o Wikileaks ofereceu de forma privilegiada e com exclusividade 250.000 documentos a cinco grandes meios de comunicação mundial, The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País. Tais órgãos de informação divulgaram em seguida que tinham “autonomia para decidir sobre a seleção, valoração e publicação das informações que afetassem a seus países (EUA, Grã Bretanha, Alemanha, França e Espanha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, e ainda segundo Serrano, a conivência entre o Wikileaks e o cartel criado entre esses cinco órgãos de comunicação, é absoluta. E conclui: “Não sei se a origem do site Wikileaks era limpa e honesta. O que parece claro, contudo, é que está se convertendo num objeto domesticado, a ponto de o primeiro ministro de Israel Benjamim Netanyahu afirmar que os documentos dão razão ao seu governo ao valorizar a ameaça iraniana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vazamentos Wikileaks significariam o simples desnudamento da diplomacia de intimidação e espionagem colocadas em prática por Washington, tornando explícito para o mundo aquilo que muitos já sabiam ou desconfiavam? Criam constrangimentos para o complexo industrial/militar e as grandes corporações capitalistas ou, ao contrário, significam uma nova e sofisticadíssima forma de contra-informação digna de um filme de Hollywood?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual líder republicano no senado norte americano, Mitch McConnell, declarou em entrevista para a rede de televisão NBC que Assange é “um terrorista de alta tecnologia”. O dano causado aos EUA é enorme e, segundo o senador, Assange deve ser julgado com todo o peso da lei. Se por acaso isso causar problemas legais, “muda-se a lei”, completou McConnell. Parece que desde a eleição de Bush filho, quando se fraudou a lei no estado da Flórida para sua eleição, ou mesmo bem antes, quando John Kennedy foi assassinado, a democracia norte americana vem mudando algumas de suas leis a fim de se manter como sendo a democracia exemplar para o resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo para maiores projeções nessa ou naquela direção sobre os telegramas wikis ou sobre o papel representado por Julian Assange. Uma coisa é certa. A pergunta que se configura aos poucos e que o confronto entre a força avassaladora da nova informação eletrônica e a da velha mídia mundial a serviço do poder hegemônico do capitalismo nos coloca é a seguinte: a democracia representativa burguesa está fugindo ao controle de quem a tutela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5815411055809456470?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5815411055809456470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/democracia-fugiu-do-controle.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5815411055809456470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5815411055809456470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/democracia-fugiu-do-controle.html' title='A democracia fugiu do controle?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5221648612424041455</id><published>2010-12-05T02:48:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T02:48:27.673-08:00</updated><title type='text'>Cuba e a hora da mudança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPtsuYaZHOI/AAAAAAAAAHY/A4B87TFp8qM/s1600/Cuba.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPtsuYaZHOI/AAAAAAAAAHY/A4B87TFp8qM/s400/Cuba.bmp" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Atilio Borón&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cuba se está efetivando um grande debate sobre o futuro econômico da ilha. Entre os cubanos se fez presente a convicção de que o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de planejamento ultra-centralizado, encontra-se exaurido. Como advertiram Fidel e Raúl, sua permanência compromete a sobrevivência da Revolução. Se se quer salvá-la será necessário abandonar um sistema de gestão macroeconômica que, de forma clara, já passou a melhor vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência histórica tem mostrado que a irracionalidade e desperdício dos mercados podem ocorrer em uma economia totalmente controlada pelos planejadores estatais, que não estão a salvo de cometer erros grosseiros, que produzem irracionalidades e desperdícios que afetam o bem-estar da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos: em um país com um déficit habitacional tão grave como Cuba, a agência estatal encarregada das construções tem registrado 8 mil pedreiros e 12 mil pessoas dedicadas à segurança e guarda dos depósitos das empresas de construção do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou que os relatórios oficiais revelem que 50% da área agrícola da ilha não está sendo cultivada, em um país que deve importar entre 70 e 80% dos alimentos que consome. Ou que quase um terço da safra é perdida devido a problemas de coordenação entre os produtores (sejam eles agências governamentais, cooperativas agrícolas ou outras empresas), as empresas de armazenagem e seleção e os serviços de transporte do Estado, que devem levar as colheitas até os grandes centros de consumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou que as atividades, como salões de cabeleireiro e beleza, são empresas estatais — em que página do Capital, Marx recomenda isso? — nas quais os trabalhadores recebam todos os equipamentos e materiais para fazer o seu trabalho e cobram um salário, embora cobrem de seus clientes dez vezes a mais do preço estabelecido oficialmente, fixado a décadas atrás, e sem pagar um centavo de impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são alguns exemplos que conversando com os amigos cubanos se multiplicam ad infinitum. Mas, levantam uma questão de importância prática e também teórica: o projeto socialista é realizado ao conseguir-se a total estatização da economia? A resposta é um estridente não. Se na União Soviética (que tinha apenas como um precursor a heróica Comuna de Paris), nas condições específicas de seu tempo, não houve alternativa senão promover a estatização completa da economia, nada indica que nas condições atuais se deva agir da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como com perspicácia anotara Rosa Luxemburgo a respeito exatamente do caso soviético, não há razão para fazer dessa necessidade, uma virtude. E se a estatização total e o planejamento ultra centralizado pode ter sido necessário - e até mesmo virtuoso -, em seu momento, para tornar possível que, em um período de quarenta anos, a velha Rússia, o país mais atrasado da Europa, pudesse ser capaz de derrotar o exército nazista e assumir a liderança na corrida espacial, hoje não o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expresso em termos do marxismo clássico, o desenvolvimento das forças produtivas decretou a obsolescência das formas e da intervenção estatal, que eficazes no passado, não têm qualquer possibilidade de controlar a dinâmica dos processos de produção contemporânea, decisivamente moldados pela terceira revolução industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba entra em um processo de mudança e atualização do socialismo. Os primeiros esboços do projeto, um documento de vinte páginas publicado como suplemento especial do Granma e do Juventud Rebelde, foi distribuído para a população maciçamente. A tiragem de 500 mil exemplares foi imediatamente adquirida pela população, convidada várias vezes a ler, discutir e enviar suas propostas. Nova enorme tiragem está a caminho, porque o desejo de participação é enorme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento será analisado criticamente por todas as organizações sociais, sem distinção: do Partido Comunista até os sindicatos e associações de todos os tipos que existem na ilha. Por isso, estão equivocados os que se iludem que a introdução de reformas inicie um indecoroso — e suícida — retorno ao capitalismo. Nada disso: o que tentaram fazer é nada mais e nada menos do que realizar reformas socialistas que o fortalecimento do controle social, ou seja, o controle popular dos processos de produção e distribuição de riqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O socialismo, bem entendido, é a socialização da economia e do poder, não sua estatização. Mas, para socializar é necessário primeiro produzir, pois, caso contrário, não há nada para se dividir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, trata-se de reformas que aprofundam o socialismo, e que nao têm nada haver com as que foram implantadas na América Latina desde os anos oitenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria óbvio dizer que o caminho a percorrer pela Revolução Cubana não será fácil e está cheia de perigos. Às dificuldades inerentes a qualquer transição são adicionados as derivadas do infame bloqueio dos EUA (e mantido pelo Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama), o bombardeio constante da mídia e as pressões sobre a ilha, procurarão por todos os meios fazer com as reformas socialistas degenerem em uma reforma econômica capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerne da questão está na bússola política, a orientação que terão estes processos de mudança. E o povo e o governo de Cuba dispõem de uma bússola muito boa, provada por mais de meio século, e eles sabem muito bem o que devem fazer para salvar o socialismo da ameaça mortal que representa o esgotamento de seu modelo econômico atual. E também sabem que se algo liquidar as conquistas históricas da revolução, seria varredura de um acidente vascular cerebral, que re-mercantilizaria os seus direitos e os converteriam em mercadorias. Ou seja, a reintrodução do capitalismo. E ninguém quer que isso aconteça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5221648612424041455?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5221648612424041455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/cuba-e-hora-da-mudanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5221648612424041455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5221648612424041455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/cuba-e-hora-da-mudanca.html' title='Cuba e a hora da mudança'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPtsuYaZHOI/AAAAAAAAAHY/A4B87TFp8qM/s72-c/Cuba.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1414708454501181689</id><published>2010-12-01T12:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T12:21:03.334-08:00</updated><title type='text'>Lula e o povo, tudo a ver</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPatwQZaHRI/AAAAAAAAAHU/uNsAbNN2AFo/s1600/lula-povo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPatwQZaHRI/AAAAAAAAAHU/uNsAbNN2AFo/s400/lula-povo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1414708454501181689?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1414708454501181689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/lula-e-o-povo-tudo-ver.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1414708454501181689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1414708454501181689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/12/lula-e-o-povo-tudo-ver.html' title='Lula e o povo, tudo a ver'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TPatwQZaHRI/AAAAAAAAAHU/uNsAbNN2AFo/s72-c/lula-povo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3791200329198911159</id><published>2010-11-19T02:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T10:54:40.222-08:00</updated><title type='text'>Espedito Rocha: política e arte em favor da Humanidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TOZTpmkm65I/AAAAAAAAAHQ/f9qyPMr6Olk/s1600/espeditorocha2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TOZTpmkm65I/AAAAAAAAAHQ/f9qyPMr6Olk/s400/espeditorocha2.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Brasil (por que não a Humanidade?) perdeu nesta quinta-feira, 18, um emblema do que o século XX produziu de melhor. Espedito Rocha, morto aos 89 anos na ensolarada manhã de primavera, foi um revolucionário comunista da estirpe leninista, inquebrantável em suas convicções, movido por um compromisso visceral com a libertação dos trabalhadores do jugo do capital, árvore solidamente enraizada no solo ideológico pelo qual optou, resistente às tentações do mundanismo, aos apelos desviacionistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colonizador do Norte do Paraná, construtor do Centro Cívico, sindicalista do setor químico, esse pernambucano nascido em 1921 e desde 1938 militante do Partido Comunista do Brasil (que então usava a sigla PCB) viveu com intensidade, sobretudo com profunda convicção e perseverança as vicissitudes da forte e ininterrupta atuação do seu partido nas lutas sociais e políticas no Brasil. Clandestino durante anos, preso político massacrado pela ditadura militar, Espedito resistiu até mesmo dentro das fileiras do seu partido, já então Partido Comunista Brasileiro, lutando contra os que o desejavam agremiação social-democrata. Quando surgiu o PPS, participou da refundação do PCB. Era assim o velho Espedito, inquebrantável, lutando onde era necessário lutar, em quaisquer circunstâncias, contra quem quer que fosse, desde que isso ajudasse a marcha para o socialismo, seu ideal imorredouro e dos tantos que seguiram e seguem seu exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua lida com a existência humana, Espedito tornou-se artista da madeira, esculpindo-a com maestria, ali expressando o mesmo que expressava na política: a profunda solidariedade que o movia em direção à sua gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde do dia se sua morte, não fui ao velório, Assembleia Legislativa , para lhe render a última homenagem. Homem dessa estatura, dessa dimensão história, merece homenagens que nunca serão as últimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-3791200329198911159?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/3791200329198911159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/espedito-rocha-politica-e-arte-em-favor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3791200329198911159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3791200329198911159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/espedito-rocha-politica-e-arte-em-favor.html' title='Espedito Rocha: política e arte em favor da Humanidade'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TOZTpmkm65I/AAAAAAAAAHQ/f9qyPMr6Olk/s72-c/espeditorocha2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3690383966531303206</id><published>2010-11-18T01:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T01:21:49.331-08:00</updated><title type='text'>O roteiro do terceiro turno</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Do sítio CARTA MAIOR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 18 dias desde a vitória de Dilma Rousseff sobre Serra, por uma vantagem de 12 milhões de votos, a coalizão demotucana e seu dispositivo midiático não recolheram as garras um só minuto. Cinco dias após o revés nas urnas, o candidato da derrota estava em Biaritz levando um 'por que no te callas', em resposta a tentativa de armar o palanque de oposição em território francês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo nativo não deixa por menos. Cumpre religiosamente o roteiro do terceiro turno. Dia sim, dia não, tem uma crise produzida, maquiada e estampada nas capas da mídia conservadora --disputa por ministérios; desfeita de Lula a Celso Amorim; desindustrialização galopante; impasse do salário mínimo;crise na Petrobrás pós-capitalização; denuncismo contra a equipe de transição; denuncismo contra supostos candidatos a ministro; crise do ENEM; veto do IBAMA a Belo Monte etc etc. Em resumo, não se disfarça a intenção de minar a autoridade da Presidente eleita antes mesmo de sua posse. Agora, a Folha se prepara para dar legitimidade 'jornalística' a um relatório produzido dos porões da ditadura militar sobre a militancia revolucionária de Dilma Rousseff quando jovem. O enredo dessa trama está para a isenção jornalística assim como o rio Tietê para a preservação do meio ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposta em curso é que, uma vez Lula fora da cena política, não haverá força capaz de deter o trator oposicionista, cujas rodas em poucos meses estarão transitando por cima do cadáver político do novo governo. Desta vez, ao contrário do que ocorreu em 2005/2006 eles não hesitarão em lavrar um pedido de impeachment para materializar o terceiro turno agora esboçado. Com a palavra, os movimentos sociais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-3690383966531303206?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/3690383966531303206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/o-roteiro-do-terceiro-turno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3690383966531303206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/3690383966531303206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/o-roteiro-do-terceiro-turno.html' title='O roteiro do terceiro turno'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-9037182003198391086</id><published>2010-11-15T02:01:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T02:02:22.991-08:00</updated><title type='text'>Irmão de Lula: "Ele não foi eleito presidente para ajudar a família".</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O reporter Fabio Victor, da Folha de São Paulo, mostra a vida modesta dos irmãos de Lula, exemplo categórico de que o Presidente não governa para os seus - familiares, amigos e correligionários - mas para o Brasil e os brasileiros. A notícia que a FSP estampa nesta segunda-feira, 15, poderia tornar-se uma bela reportagem. Mas seria exigir demais do jornalismo brasileiro contemporâneo, mais afeto ao texto curto e superficial.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vavá tinha 108 canários do reino, hoje não resta nenhum. O motivo: os ratos de telhado que invadiam o viveiro do seu sobrado na periferia de São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa simples onde mora Vavá, ou Genival Inácio da Silva, irmão do presidente Lula, é a mesma há 36 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas do segundo turno da eleição, ele conversou por uma hora com a Folha. De início, gritou para a mulher, que atendeu o portão, que não queria papo. Mas logo cedeu e convidou a reportagem a entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro falou na apertada sala (5 m2), decorada com móveis tipo Casas Bahia, azulejo barato, uma TV grande e três quadros: uma foto oficial do presidente (com o autógrafo "Para o meu querido irmão Vavá, um abraço do Lula"); um retrato em preto e branco da mãe, dona Lindu, e um quadro bordado de uma mulher-anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, no terraço do primeiro andar nos fundos da casa, onde havia a criação, contou que os ratos arruinaram os canários e ele foi forçado a dar os que restaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagem do noticiário em 2007, quando foi indiciado pela Polícia Federal por tráfico de influência e exploração de prestígio na Operação Xeque-Mate (que investigou máfia de caça-níqueis), Vavá foi excluído da denúncia do Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os caras pensam que a gente é milionário. Quebraram a cara. Desmoralizam você, te jogam no lixo. Se não tiver cabeça, acabou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposentado como supervisor de transporte da Prefeitura de São Bernardo, pouco sai de casa. Ainda se ressente de seis cirurgias nos últimos anos (no fêmur e na coluna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DUREZA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poucos dias de Lula deixar a Presidência, após oito anos no cargo, os seus seis irmãos vivos moram em situação semelhante à de Vavá, alguns com maior dureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primogênito, Jaime, 73, vive numa periferia pobre de São Bernardo, acorda diariamente às 4h30 e vai de ônibus para o trabalho, numa metalúrgica na Vila das Mercês, zona sul de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marinete, 72, a mais velha das mulheres, que foi doméstica na juventude e hoje não trabalha, é vizinha de Vavá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Folha o entrevistava, ela surgiu no terraço dos fundos do seu sobrado, colado ao dele, para checar um contratempo. "Não tem água. Acabou a água da rua e estou sem água", queixou-se. "Marinete do céu, nenhuma das duas [da rua ou da caixa]?", questionou Vavá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo da Folha subiu no muro para checar o registro da caixa d'água. "Ó o sujeito... Ah, você não vai subir, não. Filhinho de papai, não sabe subir em muro", gracejou Marinete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vavá, 71, é o terceiro. É seguido por Frei Chico (José Ferreira da Silva), 68, o responsável por introduzir Lula no sindicalismo. Metalúrgico aposentado, Frei Chico recebe ainda uma indenização mensal de R$ 4.000 por ter sido preso e torturado na ditadura. Presta assessoria sindical e mora em São Caetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria, a Baixinha, 67, e Tiana (cujo nome de batismo é Ruth), 60, a caçula -Lula, 65, está entre as duas-, completam a família. A primeira vive no mesmo bairro que Vavá e Marinete e não trabalha; Tiana, merendeira numa escola pública, mora na zona leste de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são os sobreviventes dos 11 filhos de dona Lindu com o pai de Lula, Aristides -que teve vários outros filhos com outras mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAÚDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os irmãos do presidente Lula têm problemas de saúde. Jaime e Maria enfrentaram cânceres. Frei Chico é cardíaco. Vavá tem complicações ósseas. Marinete está com uma doença grave que os irmãos não revelam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só tem o Lula bom ainda", afirma Frei Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parentes dizem não receber auxílio financeiro do presidente e não se queixam disso. "Ele não foi eleito presidente para ajudar a família. Seria ridículo se desse dinheiro", declara Vavá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tem o que dizer. O Lula tem a vida dele, temos a nossa. Ainda posso trabalhar, trabalho", diz Jaime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Chico conta estar aliviado com o fim do mandato de Lula na Presidência. Ele acredita que vai cessar o assédio aos irmãos em busca de atalhos até o Planalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para nós, só tem a melhorar. Vamos ficar mais tranquilos em relação à paparicagem. É muita gente enchendo o saco, gente que achava que a gente podia fazer alguma coisa", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irmãos não têm ilusão de que, ao deixar Brasília, Lula seja assíduo nas reuniões familiares. "Estamos envelhecendo, a família vai chegando ao fim e assumem os filhos e sobrinhos, a família lateral", diz Vavá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consolo é pensar que o irmão famoso estará mais perto. "Ele disse que não vê a hora de voltar [para São Bernardo] para descansar um pouco. Ele está muito cansado. O Lula tem trabalhado muito", afirma Marinete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-9037182003198391086?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/9037182003198391086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/irmao-de-lula-ele-nao-foi-eleito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/9037182003198391086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/9037182003198391086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/irmao-de-lula-ele-nao-foi-eleito.html' title='Irmão de Lula: &quot;Ele não foi eleito presidente para ajudar a família&quot;.'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4110996951337905141</id><published>2010-11-14T16:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-14T16:15:26.121-08:00</updated><title type='text'>O meu Brasil é com "S"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em belo texto veiculado pela &lt;/em&gt;Folha de S. Paulo&lt;em&gt;, em sua edição de 14 de novembro, o primeiro-ministro José Sócrates, de Portugal, despede-se de Lula.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raros são os políticos que dão o seu nome a um tempo. Os "anos Lula" mudaram o Brasil. É outro país: mais desenvolvido economicamente, mais avançado tecnologicamente, mais justo socialmente, mais influente globalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma democracia mais consolidada, uma sociedade mais coesa e mais tolerante. Sabemo-lo hoje: no Brasil, o século 21 começou em 1º de janeiro de 2003, o dia inaugural da Presidência de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser claro: Lula mostrou que a esquerda brasileira sabe governar. Causas, sim, mas competência também; princípios políticos, mas também eficácia técnica; realismo inspirado por ideais que nunca se perderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este presidente, oriundo do PT, deu à esquerda brasileira credibilidade, modernidade, força e maturidade. A grande oportunidade da sua eleição não foi uma promessa incumprida ou um sonho desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, com Lula, a esquerda ganhou crédito e consistência; o Brasil, reputação e prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou testemunha das reservas, se não do ceticismo, com que a "intelligentzia" recebeu a eleição de Lula da Silva. Hoje, na hora do balanço, a descrença transmutou-se em aplauso; a expectativa, em admiração. É essa a "alquimia" Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números falam por si: crescimento econômico, equilíbrio financeiro, reputação nos mercados, milhões de pessoas arrancadas à extrema pobreza, salto inédito na educação e na formação profissional, melhoria do rendimento que alargou e consolidou a classe média brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula era o homem certo. A sua história pessoal e política permitiu dar à esquerda uma nova atitude e ao Brasil um novo horizonte. Sem complexos e sem desfalecimentos, o antigo sindicalista esperou e preparou longamente o encontro com o seu povo. Se falhasse, não falharia apenas ele: falharia um ideal, um sonho, um projeto, esperança do tamanho de um continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também nesses anos vitais que o Brasil se afirmou como o grande país que é. "Potência emergente", como é habitual dizer, assume-se -e vai se assumir cada vez mais- como um dos grandes países que marcam o mundo contemporâneo. Pela sua grandeza e pela sua energia, tem tudo o que é necessário para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem orgulho deste grande país, com quem partilha uma língua, uma fraternidade, um passado, um presente e um futuro. Tudo isso queremos valorizar e projetar: aos sentimentos que nos unem, juntamos os interesses que nos são comuns; à memória conjunta associamos visão partilhada do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Portugal e para todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a importância do Brasil no mundo do século 21 é um motivo de alegria e uma riqueza imensa, com potencialidades em todos os planos: econômico, cultural, linguístico, político, geoestratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida política de Lula é uma longa corrida feita com ritmo, esforço, persistência. As palavras que ocorrem são tenacidade e temperança, clássicas virtudes da política. Tenacidade para fazer de derrotas passadas vitórias futuras. Temperança que lhe ensinou a moderação, o equilíbrio e a responsabilidade que o tornaram o presidente que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da despedida, quero prestar-lhe, em meu nome pessoal e em nome do governo português, uma homenagem feita de amizade, reconhecimento e admiração. Lembro os laços que firmamos, os projetos que comungamos, os encontros que tivemos, nos quais se revelou, invariavelmente, um grande amigo de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro, em especial, o trabalho que desenvolvemos para que durante a presidência portuguesa da União Europeia fosse possível a realização da primeira cúpula UE-Brasil, um ponto de viragem nas relações entre a Europa e o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem do testemunho à presidente eleita, Dilma Rousseff, que felicito vivamente e a quem desejo as maiores felicidades, renovo a determinação de prosseguirmos juntos e reafirmo, na língua que nos é comum, o nosso afeto e a nossa gratidão. Mais do que nunca, "o meu Brasil é com "S'". "S" de Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula da Silva. Saravá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4110996951337905141?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4110996951337905141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/o-meu-brasil-e-com-s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4110996951337905141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4110996951337905141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/o-meu-brasil-e-com-s.html' title='O meu Brasil é com &quot;S&quot;'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6782427727686419866</id><published>2010-11-12T12:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T12:41:20.329-08:00</updated><title type='text'>Luiz Dulci: mídia tentou esconder movimentos sociais</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A seguir, a palavra&amp;nbsp;do Ministro Luiz Dulci sobre a tentativa da grande&amp;nbsp;mídia brasileira,&amp;nbsp;caolha e interesseira,&amp;nbsp;de apagar o movimento social dos últimos oito anos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TN2kDELJ_LI/AAAAAAAAAHM/ik3eJytGoC0/s1600/Luiz+Dulci.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TN2kDELJ_LI/AAAAAAAAAHM/ik3eJytGoC0/s400/Luiz+Dulci.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;É preciso dizer que, nesses oito anos, a imprensa conservadora fez campanha permanente para desqualificar os movimentos sociais e sua relação com o governo. Usou para isso três armas poderosas: a invisibilidade, a desmoralização e a aberta criminalização. Ela simplesmente escondeu, cancelou do noticiário, as principais mobilizações populares do período e as conquistas obtidas, no afã de carimbar as entidades civis como omissas, cooptadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar pelas TVs, rádios, revistas e jornais, com raríssimas exceções, é como se não tivessem existido as três grandes marchas da classe trabalhadora pelo emprego e pelo salário, cada uma delas levando a Brasília 40 mil, 50 mil participantes; ou os Gritos da Terra, realizados anualmente em todo o país; ou as enormes caravanas da agricultura familiar e da reforma agrária; sem falar nas esplêndidas Marchas das Margaridas, que nunca contaram com menos de 30 mil mulheres do campo; ou as diversas e massivas jornadas de luta estudantil em defesa da escola pública; e os dias nacionais da consciência negra e dos direitos das mulheres, entre tantos exemplos que poderíamos citar, nos mais variados setores da vida brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa vitalidade democrática foi, na verdade, deliberadamente omitida para não desmentir a tese preconcebida da desmobilização completa dos movimentos e de sua suposta estatização . Em alguns casos, tentou-se criminalizá-los, promovendo CPIs (das ONGs e do MST), quebra de sigilos bancários de militantes, processos judiciais, etc. Caso contrário, essa mídia teria que admitir que, se não há mais manifestações contra a Alca, é porque derrotamos a proposta da Alca, e hoje avança a integração soberana dos povos do continente; se não há mais atos públicos contra as privatizações, é porque não há mais privatizações, e sepultou-se o dogma destrutivo do Estado mínimo; se não há protestos contra o desemprego e o arrocho salarial, é porque o país criou, durante o governo Lula, 14 milhões de novos postos de trabalho e a classe trabalhadora teve expressivos ganhos reais, com forte elevação da massa salarial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles não percebem é que, hoje, os movimentos sociais não estão mais na fase de resistência. Junto com o país, passaram à ofensiva. Já não lutam para impedir a supressão de direitos, como acontecia nos governos de Fernando Henrique, e sim para ampliá-los e universalizá-los. Mobilizam-se, a partir de sua autonomia, para aproveitar os espaços de democracia participativa e alargá-los ainda mais. Querem intensificar o atual ciclo de crescimento econômico, distribuindo cada vez melhor os seus frutos. Lutam para que os recursos do pré-sal beneficiem o conjunto da população e sejam de fato destinados à igualdade social e à revolução educacional, cultural e científica a que o país almeja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6782427727686419866?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6782427727686419866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/luiz-dulci-midia-tentou-esconder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6782427727686419866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6782427727686419866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/luiz-dulci-midia-tentou-esconder.html' title='Luiz Dulci: mídia tentou esconder movimentos sociais'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TN2kDELJ_LI/AAAAAAAAAHM/ik3eJytGoC0/s72-c/Luiz+Dulci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6393292918092656330</id><published>2010-11-01T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T16:36:57.420-07:00</updated><title type='text'>500 anos esta noite</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pedro Tierra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem essa mulher &lt;br /&gt;que bate à nossa porta 500 anos depois? &lt;br /&gt;Reconheço esse rosto estampado &lt;br /&gt;em pano e bandeiras e lhes digo:&lt;br /&gt;vem da madrugada que acendemos &lt;br /&gt;no coração da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vem essa mulher &lt;br /&gt;que bate às portas do país dos patriarcas &lt;br /&gt;em nome dos que estavam famintos &lt;br /&gt;e agora têm pão e trabalho? &lt;br /&gt;Reconheço esse rosto e lhes digo: &lt;br /&gt;vem dos rios subterrâneos da esperança,&lt;br /&gt;que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.&lt;br /&gt;De onde vem essa mulher&lt;br /&gt;que apedrejam, mas não se detém, &lt;br /&gt;protegida pelas mãos aflitas dos pobres &lt;br /&gt;que invadiram os espaços de mando? &lt;br /&gt;Reconheço esse rosto e lhes digo: &lt;br /&gt;vem do lado esquerdo do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por minha boca de clamores e silêncios &lt;br /&gt;ecoe a voz da geração insubmissa &lt;br /&gt;para contar sob sol da praça &lt;br /&gt;aos que nasceram e aos que nascerão &lt;br /&gt;de onde vem essa mulher. &lt;br /&gt;Que rosto tem, que sonhos traz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me falte agora a palavra que retive &lt;br /&gt;ou que iludiu a fúria dos carrascos &lt;br /&gt;durante o tempo sombrio &lt;br /&gt;que nos coube combater. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha do espanto e da indignação, &lt;br /&gt;filha da liberdade e da coragem, &lt;br /&gt;recortado o rosto e o riso como centelha: &lt;br /&gt;metal e flor, madeira e memória.&lt;br /&gt;No continente de esporas de prata &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e rebenque, o sonho dissolve a treva espessa,&lt;br /&gt;recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho, &lt;br /&gt;afasta a força que sufoca e silencia &lt;br /&gt;séculos de alcova, estupro e tirania &lt;br /&gt;e lança luz sobre o rosto dessa mulher &lt;br /&gt;que bate às portas do nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos do metalúrgico, &lt;br /&gt;as mãos da multidão inumerável &lt;br /&gt;moldaram na doçura do barro &lt;br /&gt;e no metal oculto dos sonhos &lt;br /&gt;a vontade e a têmpera &lt;br /&gt;para disputar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma se aparta da luz &lt;br /&gt;que esculpiu seu rosto &lt;br /&gt;ante os olhos da multidão &lt;br /&gt;para disputar o país, &lt;br /&gt;para governar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 31 de outubro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6393292918092656330?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6393292918092656330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/500-anos-esta-noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6393292918092656330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6393292918092656330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/500-anos-esta-noite.html' title='500 anos esta noite'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7726846766277150881</id><published>2010-11-01T04:06:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T04:06:12.271-07:00</updated><title type='text'>Vitória do povo. O Brasil segue avançando</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TM6eeuBzpoI/AAAAAAAAAGo/eCoiekxAyKI/s1600/Dilma+eleita+03.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TM6eeuBzpoI/AAAAAAAAAGo/eCoiekxAyKI/s320/Dilma+eleita+03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A eleição de Dilma Roussef à Presidência da República, que os brasileiros consagraram neste domingo, é mais um passo – um passo decisivo – no processo inaugurado em 2002 com a eleição do Presidente Lula. Um passo que deverá impulsionar ainda mais a construção de um Brasil democrático, soberano e socialmente justo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “terceiro mandato democrático e popular” (para usar a expressão do portal Vermelho, em seu editorial deste domingo, 31) terá pela frente não apenas o desafio de manter e aprofundar o patrimônio transformador legado pelo Presidente Lula, como de criar novos caminhos de avanço social &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzir as desigualdades sociais, que ainda não grandes em nosso País, aperfeiçoar nossa ainda frágil democracia, fortalecer a soberania nacional sempre ameaçada por hegemonismos agressivos são alguns dos desafios que a Presidente Dilma Roussef terá pela frente a partir de 1o de janeiro próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentar esses desafios essenciais significa promover reformas estruturais e, por decorrência, atingir interesses das elites que tradicionalmente mandaram no Brasil. As reformas política, tributária e agrária, a quebra do monopólio midiático, a preservação da soberania brasileira sobre o pré-sal são alguns desses desafios. Algo, portanto, que exigirá a permanente mobilização do povo brasileiro e a sólida união das forças políticas democráticas e progressistas, nucleadas pela esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidente Dilma Roussef tem todas as condições para trilhar com sucesso essa trajetória. Seu consistente pronunciamento após o anúncio da vitória, no domingo à noite, apontou convicções firmes e disposição para seguir adiante a partir do legado de Lula. Contará com maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, o apoio de boa parte dos governadores e um amplo respaldo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as eleições presidenciais deste ano ainda cabe exame mais minucioso. Há considerações várias e lições a extrair. Mas, por ora, o fato mais alvissareiro é que o Brasil amanheceu nesta segunda-feira tendo espantado o fantasma do retrocesso. Mantém-se no caminho certo, com muito ainda a caminhar, mas no rumo certo. Resta agora o robustecimento da frente política formada em torno da candidatura Dilma, um campo de forças capaz de sustentar e impulsionar o avanço. Disseram-me ontem que o Presidente Lula, a partir de janeiro, se dedicará, entre outras, a essa tarefa estratégica. Mais uma vez, alvíssaras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7726846766277150881?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7726846766277150881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/vitoria-do-povo-o-brasil-segue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7726846766277150881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7726846766277150881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/11/vitoria-do-povo-o-brasil-segue.html' title='Vitória do povo. O Brasil segue avançando'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TM6eeuBzpoI/AAAAAAAAAGo/eCoiekxAyKI/s72-c/Dilma+eleita+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6395842846487217687</id><published>2010-10-20T11:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T11:05:00.793-07:00</updated><title type='text'>Abaixo as ilusões!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Diante do que considera a "ilusão da eleição decidida", Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, alerta, no texto a seguir:&amp;nbsp;"A eleição decisiva do segundo turno não está ganha". Para o dirigente comunista, "temos que ir para as ruas, falar com o povo de várias formas. Buscar aliados e ampliar nossa frente".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhamos as eleições presidenciais no primeiro turno. Dilma Rousseff alcançou o primeiro lugar amplamente e sua coligação conquistou em torno de 70% do Congresso Nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquista inédita. O erro maior cometido antes de 3 de outubro foi a ilusão de que a “eleição já estava decidida” . Auto-suficiência e ilusão nos afastaram do curso concreto da disputa eleitoral. O comando da Campanha mostrou uma atitude burocrática. Nada nos iria atingir e impedir o caminho célere da vitória. Distante da realidade não soube responder aos ataques de várias formas que estavam minando a figura da nossa candidata, desviando o debate das questões programáticas e das conquistas do governo Lula tão amplamente respaldada pela população. Contribuímos para isso, porque nem mesmo o programa de governo -- como sempre se fez -- acabou sendo divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo turno iniciou-se sob a ofensiva da oposição. Caiu-se na real abruptamente. E bastaram 15 dias de campanha, quando surge pesquisa momentânea que indica crescimento da nossa candidata, para ressurgir a ilusão de “eleição decidida”. Parece que estamos sob a influência de uma concepção idealista, auto-suficiente, faltando simplicidade para compreender a realidade que nos cerca. A eleição decisiva do segundo turno não está ganha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa campanha presidencial vem demonstrando que essa gente – a oposição demo-tucana, a grande mídia, a elite conservadora e cassandras de ocasião– não estão aí para fazer campanha de alto nível, comparar programas, para que o povo soberanamente possa escolher. Eles estão decididos a barrar a qualquer custo a continuação do projeto democrático e popular iniciado por Lula e a voltar ao centro do poder nacional. Agem pelos meios oficiais e através de movimentos subterrâneos. Além de ampla estrutura na internet com o intuito de difamar a figura da candidata, uma massa enorme de panfletos que estão sendo produzidos para atingir a imagem de Dilma, montaram gigantesco esquema de telemarketing para essa fase final da campanha. Está em curso um movimento orquestrado por eles, com ressonância em poderosos meios de comunicação, para propagar a desconfiança, o medo e o terror em várias camadas da população contra a candidatura de Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alcançar seus intentos esta vasta campanha oficial e subterrânea da oposição visa desacreditar e satanizar a imagem da candidata apresentada por Lula, e afastar do centro do debate os destinos da nossa grande nação, a comparação de governos, os caminhos percorridos e a percorrer, e que programa pode continuar e avançar as mudanças abertas pelo governo Lula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o resultado circunstancial de uma pesquisa que define probabilidades relativas, que deve nos induzir ao que fazer. Como atua e o que faz nosso adversário, sua atividade aberta e camuflada, sua mensagem enganosa é que deve ser enfrentada. A mentira e o medo não podem prevalecer. Temos uma responsabilidade histórica perante a nação. Temos melhores condições do que eles para vencer: um governo apoiado por extensa maioria do povo, um programa consistente e vitorioso e um amplo apoio político e social. A luta deve ser decidida no terreno político, com explicação nítida e comparativa de projetos e denúncias perante o povo do jogo sujo perpetrado pela oposição e a elite conservadora desesperada. Portanto, é na luta política. Temos que ir para as ruas, falar com o povo de várias formas. Buscar aliados e ampliar nossa frente. Novas investidas da parte deles podem surgir. Vamos ganhar essa importante guerra política na luta até terminar a apuração no dia 31 de outubro. Abaixo as ilusões!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6395842846487217687?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6395842846487217687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/abaixo-as-ilusoes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6395842846487217687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6395842846487217687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/abaixo-as-ilusoes.html' title='Abaixo as ilusões!'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-802802407417547359</id><published>2010-10-12T13:28:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T09:29:01.511-07:00</updated><title type='text'>“A morte da alma nacional”</title><content type='html'>O jornalista Aloysio Biondi (1936/2000), voz competente e consistente em defesa do Brasil, autor de um minucioso inventário da privataria neoliberal (o livro Brasil Privatizado – Um Balanço do Desmonte do Estado), publicou na revista Bundas, em agosto de 1999, o artigo &lt;em&gt;A morte da alma nacional.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisitado, por esses dias, pelo sítio Carta Maior, que lhe dedica uma série, o artigo é de oportuna releitura nesses dias em que o Brasil defronta-se com uma equação dramática, devendo decidir, no próximo 31, no contexto de dois projetos antagônicos que se confrontam, qual o caminho que escolherá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biondi inicia seu texto com uma frase de Celso Furtado: &lt;em&gt;“Nunca estivemos tão longe do país com que sonhamos um dia”. &lt;/em&gt;Eram os anos FHC quando o jornalista produziu sua reflexão e o grande economista brasileiro desabafou seu amargor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biondi faz uma breve retrospectiva da história recente do País, coberta por crises de todos os tipos, para indicar que, diante de cada uma dessas crises, algumas severas, outras muito severas, havia uma contrapartida poderosa a robustecer o alento dos brasileiros.“Havia um povo que sonhava virar Povo”, escreveu, “e estudantes, intelectuais, empresários, trabalhadores, agricultores, classe média envolvidos no debate pelo desenvolvimento, conscientes, todos, de que havia um preço a pagar, resistências a enfrentar. Inimigos, interesses externos a vencer. Um país com alma, sonhos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 90, entretanto, a situação mudou. Sem meias palavras Biondi dedica parte do seu texto para mostrar como a alma nacional estava maculada naquela década maldita e como, em sua opinião, os brasileiros da época deveriam se comportar. O artigo é antológico. Nada melhor que reproduzir, &lt;em&gt;ipsis litteris&lt;/em&gt;, por sua inteira pertinência à atualidade brasileira, seus quatro últimos parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em cinco anos, o governo Fernando Henrique Cardoso não destruiu apenas a economia nacional, tornando-a dependente do exterior. Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo. Para isso, e com a ajuda dos meios de comunicação, jogou o consumidor contra os empresários nacionais, “esses aproveitadores”; o contribuinte contra os funcionários públicos, “esses marajás”; o pobre contra os agricultores, “esses caloteiros”; a opinião pública contra os aposentados, ”esses vagabundos”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No governo FHC, o brasileiro foi levado a esquecer que, em qualquer país do mundo, a sociedade só pode funcionar com base em objetivos que atendam aos interesses, necessidades de todos – ou, mais claramente, não se pode por exemplo ter uma política de importação indiscriminada, a pretexto de beneficiar o consumidor, sem provocar desemprego e quebra de empresas. Ou, a longo prazo, desemprego generalizado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com o jogo perverso de estimular a busca de pretensas vantagens individuais, o governo FHC destruiu a busca de objetivos coletivos. Destruiu a Alma Nacional, o Projeto Nacional. A violenta desnacionalização sofrida pelo Brasil, em sua economia, vai eternizar a remessa de lucros, dividendos, juros para o exterior. Isto é, vai torná-lo totalmente dependente da boa vontade dos governos de países ricos em fornecer dólares e, portanto, de ordens e autorizações desses governos de países ricos. Uma espécie de colônia, mesmo, como alertou o economista Celso Furtado em palestra que ele encerrou com sua frase, arrasadora para quem viveu o Brasil de 50 para cá, “nunca estivemos tão distante do Brasil com que um dia sonhamos”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesmo sem tê-lo consultado a respeito, uma sugestão: escreva a frase de Furtado em um pedaço de papel, e a releia todos os dias. Ou faça decalques com ela. Sugira que seus amigos façam o mesmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E comece a agir. Ainda há tempo de ressuscitar a Alma Nacional, antes que o Brasil vire colônia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizemos a frase do mestre Celso Furtado: de 2003 para cá nunca tivemos tão perto do País com que sonhamos um dia. Há, em nosso horizonte próximo, um amanhã, um destino a perseguir. A alma nacional foi resgatada por um Brasil que colocou um metalúrgico do Palácio do Planalto. Não deixemos que se consuma – tampouco as conquistas que nos redimem e aproximam do amanhã que voltou a povoar os nossos sonhos – na voracidade genocida do neoliberalismo que pretende retomar as rédeas do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito aqui&amp;nbsp;um bordão do ex-governador e senador eleito pelo Paraná, Roberto Requião: &lt;em&gt;voltar atrás, nunca mais!&lt;/em&gt; E essa conclamação patriótica tem nome e número: &lt;strong&gt;Dilma Roussef, 13.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-802802407417547359?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/802802407417547359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/morte-da-alma-nacional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/802802407417547359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/802802407417547359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/morte-da-alma-nacional.html' title='“A morte da alma nacional”'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5144692507372433039</id><published>2010-10-05T07:39:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T07:52:59.583-07:00</updated><title type='text'>Segundo turno, luta de sentido histórico</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Editorial do sítio vermelho.org.br&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição presidencial será decidida no segundo turno no dia 31 de outubro. Com alto índice de participação popular, foram computados mais de 111 milhões de votos válidos. Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, obteve 46,91% , José Serra, do PSDB, 32,61% e Marina Silva, do PV, 19,33%. Outros candidatos somados pontuaram pouco mais de 1%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado não surpreende, porquanto nos últimos dias da campanha foram detectados sinais de leve erosão nas intenções de voto em Dilma e de crescimento de Serra e Marina, sobretudo desta última. E não foge ao padrão das duas eleições anteriores, em que Lula teve que passar pela prova do segundo turno para eleger-se (2002) e reeleger-se (2006). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o resultado contraria as expectativas das forças democráticas e populares, cuja palavra de ordem era vencer já no primeiro turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superioridade de Dilma Rousseff, de mais de 14 pontos percentuais sobre seu adversário, corresponde à ampla base de apoio popular de sua candidatura e é uma clara expressão da existência de uma maioria em favor da continuidade das mudanças iniciadas no Brasil a partir de 2003. Tem plenas condições de no segundo se transformar em maioria absoluta e conferir ao novo governo o necessário apoio à realização de seu programa democrático e patriótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças progressistas e do movimento popular engajadas na campanha de Dilma vão enfrentar o segundo turno, como disse a candidata, com garra e energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas próximas semanas será necessário intensificar o debate político e a mobilização popular. Não se ganha eleição antecipadamente, apenas através do monitoramento das pesquisas e do bom manejo das técnicas de “marketing político”. Uma batalha política da envergadura de uma eleição presidencial só pode ser vitoriosa com uma postura política ofensiva. A vitória nas urnas tem que partir das ruas, do corpo a corpo com o eleitor, da discussão franca, simples, direta e profunda com o povo, tocando fundo sua mente e seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca é preciso ter a consciência aguda do que está em disputa. Dois projetos diametralmente opostos estão em jogo e é em torno destes que se decidirá o futuro do país. De um lado, está a possibilidade de o Brasil continuar trilhando o caminho do fortalecimento da democracia, da soberania nacional e da afirmação dos direitos do povo. Esta bandeira está nas mãos de Dilma Rousseff e das forças que a apoiam, que podem e devem alargar-se ainda mais no segundo turno. Do outro está a submissão do país ao imperialismo, a restrição da democracia, o ataque aos direitos do povo, a criminalização dos movimentos populares e a degradação das condições de vida de milhões de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um embate político em campo aberto, uma luta de sentido histórico a que a imensa legião de militantes das forças progressistas e de esquerda não se irá furtar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5144692507372433039?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5144692507372433039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/segundo-turno-luta-de-sentido-historico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5144692507372433039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5144692507372433039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/segundo-turno-luta-de-sentido-historico.html' title='Segundo turno, luta de sentido histórico'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8843579495575201969</id><published>2010-10-01T16:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-01T16:02:05.057-07:00</updated><title type='text'>Por que o debate da Globo não presta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Paulo Henrique Amorim, em seu blog Conversa Afiada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate foi no mesmo horário em que a Globo autoriza que os jogos do Brasileirinho se realizem. (A Cristina Kirchner comprou os direitos do campeonato argentino e distribui a todos os canais, que exibem na hora em que quiserem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate da Globo é para o brasileiro que pode ir dormir depois da meia noite: ou seja, os ricos. O debate é uma chatice porque :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) as perguntas são sobre temas sorteados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) quem faz as perguntas são os candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as perguntas não são perguntas, mas plataforma para o candidato dizer o que quer. E as perguntas são dirigidas ao adversário que esconda o maior rival. Quando a Dilma pergunta ao Plínio, é porque quer esconder o Serra. E o Serra só entrou no ar às 23h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formato da Globo acabou por ser um tiro no pé do Serra. Quem sabe fazer pergunta é jornalista. Candidato sabe pedir voto — quando sabe, o que não é o caso do Serra. Candidato não sabe perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o debate ficou assim: insípido, inodoro e incolor. E por que ficou assim? Porque os candidatos e os partidos quiseram fugir dos jornalistas. E por que fugiram dos jornalistas? Porque os jornalistas brasileiros, em geral, não prestam. São partidários e, na maioria, tucanos. Como diz o Mino Carta: o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama o patrão de “colega”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar que o debate seja conduzido por perguntas do Jabor, da urubóloga (Mirian Leitão) ou do Waack, os partidos amarraram o debate. Criaram um formato imune à tensão. É como se a bola não pudesse passar da intermediária. É um debate do tipo “risco-zero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate faz parte do sistema político brasileiro, em que não há discussão de políticas publicas. Não há confronto de ideias. O que mais informa acaba sendo, como a propaganda da Dilma, o horário eleitoral gratuito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei que regula a entrada de candidatos na televisão também é essencialmente idiota. Consiste em não aprofundar nada. Por quê? De novo, porque os partidos precisavam se proteger, antes de tudo, da parcialidade da Globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí fica essa bobagem do “dia do candidato”. Em que o pobre espectador tem que ouvir a Bláblárina Silva — a candidata de duas caras, como disse o Santayana — dizer “é muito grave”, “é prioritário”, faremos “um plebiscito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, por exemplo, os debates são no horário nobre. Patrocinados por entidades educacionais, geralmente. E quem faz as pergunta são jornalistas — que todo mundo reconhece como jornalistas sérios, imparciais. A Dilma aceitaria que só a Miriam fizesse as perguntas? Ou o Jabor? Melhor ir para o clinch – e não deixar o Serra respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debate não decide eleição, como profetizou Don Hewitt, que, em 1960, dirigiu o primeiro dos debates na TV, entre Kennedy e Nixon. O máximo que faz é acentuar tendência que já prevalecia antes do debate. Cada um vê no debate o que quer ver. Mas, poderia ser um instrumento de informação e formação. Se não fosse ao ar no horário do Brasileirinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente Dilma Rousseff não foge de uma responsabilidade que se impõe diante dela: promulgar a Ley de Medios. O brasileiro precisa conhecer, discutir seus problemas. Do contrário, o sucessor da Dilma será o Berlusconi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8843579495575201969?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8843579495575201969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/por-que-o-debate-da-globo-nao-presta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8843579495575201969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8843579495575201969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/10/por-que-o-debate-da-globo-nao-presta.html' title='Por que o debate da Globo não presta'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2861155975053434733</id><published>2010-09-28T16:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T16:58:38.416-07:00</updated><title type='text'>O jogo da direita</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Emir Sader, em seu blog&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita desistiu de ganhar. Se rendeu à imensa maioria nova que se constituiu no Brasil a partir do governo Lula e de suas conseqüências sociais. Já despejou sua decepção e sua raiva no seu candidato, incapaz de manter uma dianteira que eles mesmos nunca souberam explicar, mas que os acalentava de ter o candidato mais viável. Se rendeu a direita a um candidato que não era o da sua preferência, mas o mais viável para voltar ao governo. Sofreu com a crise de identidade dessa Viúva Porcina, que foi sem nunca ter sido – foi um bom economista, sem nunca ter sido; foi grande governante, sem nunca ter sido; tinha uma trajetória exemplar como político, sem nunca ter tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos editoriais, a linha da direita é tudo, menos o Lula, tudo contra a Dilma, candidata da continuidade do governo Lula. A preocupação das ultimas semanas é diminuir o poder do próximo governo. A FSP fala na necessidade de limitar o poder (dos outros, nunca o deles). O Globo se preocupa com a maioria no Congresso (como se o Lula não tivesse, até mesmo para buscar um terceiro mandato, não fosse democrático, ao contrario de FHC, que mudou a Constituição durante seu mandato, para ter dois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é buscar o segundo turno, como forma de demonstrar limitações no apoio ao Lula, mais semanas de embate e tentar demonstrar que seu denuncismo ainda tem poder de influencia. Sabem que o Serra é um cadáver político. Com tudo o que fizeram com ele (como diz o meu primo Zé Simão: se parece ao Atlético Mineiro, cada vez que aparece na televisão, perde 3 pontos), não conseguem alavancá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a operação Marina. Era a ministra mais criticada do governo, com suas picuinhas, que brecavam obras de infra estrutura, se tornou a queridinha da mídia, trogloditas de repente descobrem e se tornam ecologistas de ocasião. A soma dos dois, mais nanicos, mais dificuldades de gente do povão de votar para tantos candidatos (para presidente é a sexta votação) e a necessidade de levar documento com fotos, anima a oposição. Pelo menos para não levar uma goleada desmoralizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já têm como seguro Senado e Câmara com grande maioria governista, maior parte de governadores a favor do governo e eleição da Dilma, no primeiro ou segundo turno, como estabelecidos. O plano agora, para salvar os dedos é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- garantir São Paulo, Minas e o Paraná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- conseguir chegar ao segundo turno &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tentar diminuir a maioria governista no Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta ultima, a oposição busca evitar o mês de janela que se anuncia para logo depois da eleição, que sangraria mais ainda os já combalidos partidos da oposição. DEM e PPS com riscos de desaparição, PSDB tornando-se um partido médio na representação parlamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta, para a operação final, com o monopólio privado da mídia, seu elemento forte, aquele em que são claramente majoritários. A operação Data Folha era previsível. Pode ser que mantenham uma diferença baixa ou que, para tentar segurar um pouco que seja de credibilidade, voltem a aumentá-la, depois que esse DF tenha os efeitos possíveis. O Globo, a FSP, o Estadão e a Veja, se jogam com tudo, sem pensar nas conseqüências pós-eleitorais, com uma derrota que demonstra como perderam totalmente a capacidade de influência. Tentam agora sobreviver a todo custo, contra ventos e tempestades, depois que seu candidato naufragou espetacularmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2861155975053434733?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2861155975053434733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/o-jogo-da-direita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2861155975053434733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2861155975053434733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/o-jogo-da-direita.html' title='O jogo da direita'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1161833563887352586</id><published>2010-09-27T03:50:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T03:53:19.554-07:00</updated><title type='text'>Para jornal inglês, Brasil vai eleger "uma líder extraordinária".</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TKB1X1-oYYI/AAAAAAAAAGg/XS6NxNQrkO0/s1600/Dilma+nmo+RS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TKB1X1-oYYI/AAAAAAAAAGg/XS6NxNQrkO0/s400/Dilma+nmo+RS.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Dilma em campanha no Rio Grande do Sul, ao lado de Tarso, Colares e Olívio&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O jornal britânico&lt;/em&gt;&amp;nbsp;The Independent&lt;em&gt; destacou neste domingo, em artigo assinado por Hugh O'Shaughnessy,&amp;nbsp;que o Brasil se prepara para eleger no próximo final de semana a "mulher mais poderosa do mundo" e "uma líder extraordinária". Texto imperdível veiculado pelo sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff irá se tornar mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa uma vez tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Rousseff, a filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% - sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamaram “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1161833563887352586?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1161833563887352586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/para-jornal-ingles-brasil-vai-eleger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1161833563887352586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1161833563887352586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/para-jornal-ingles-brasil-vai-eleger.html' title='Para jornal inglês, Brasil vai eleger &quot;uma líder extraordinária&quot;.'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TKB1X1-oYYI/AAAAAAAAAGg/XS6NxNQrkO0/s72-c/Dilma+nmo+RS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4160444616705731662</id><published>2010-09-23T03:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T03:27:16.599-07:00</updated><title type='text'>“Primeiro Deus, depois o Lula”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJsq3xIXkrI/AAAAAAAAAGY/sRuZk_2z93Y/s1600/tn_620_600_Valdir_Lemos_padeiro_23-09.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJsq3xIXkrI/AAAAAAAAAGY/sRuZk_2z93Y/s400/tn_620_600_Valdir_Lemos_padeiro_23-09.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A nota publicada na edição de hoje do jornal &lt;/em&gt;Gazeta do Povo&lt;em&gt;, de Curitiba, é emblemática do novo Brasil que emergiu com Lula e seguirá, mais democrático, mais popular, mais justo e mais soberano com Dilma. O breve registro sobre o padeiro Valdir José Lemos dispensa quaisquer outras considerações.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padeiro Valdir José Lemos, de 57 anos, chegou a Curitiba em 2004 – com 12 parentes, entre primos, a mulher e três filhos. Saíram de Moreno, cidade na Zona da Mata de Pernambuco, e viajaram à capital paranaense atrás de oportunidades. Conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pernambucano chegou ao Paraná sem patrimônio. Hoje tem três carros e uma casa financiada – “faltam só dois anos para quitar”. Tudo conquistado com o salário de padeiro em um mercado do Alto Boqueirão. Ele acredita que tudo o que conquistou na vida deve-se “primeiro a Deus e depois ao Lula”.&lt;br /&gt;Por isso, Valdir estava ontem no comício com a presença do presidente Lula para tentar falar com o conterrâneo mais ilustre e agradecê-lo. “Eu queria conversar com ele [Lula], mas tem muita gente. Tô desistindo e indo embora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No comício, ele segurava um cartaz: “Lula melhor presidente do Brasil. Vitória de Sto Antônio. Pernambuco. Próx a Limoeiro.” Imaginava que poderia chegar perto do palco e mostrar a cartolina a Lula, na esperança de que o presidente o chamasse para conversar ao ver que se tratava de um nordestino como ele. Não deu. Mas isso não abala a confiança que o presidente inspira nele. “Vou votar na Dilma porque assim tô votando no Lula.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4160444616705731662?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4160444616705731662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/primeiro-deus-depois-o-lula.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4160444616705731662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4160444616705731662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/primeiro-deus-depois-o-lula.html' title='“Primeiro Deus, depois o Lula”'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJsq3xIXkrI/AAAAAAAAAGY/sRuZk_2z93Y/s72-c/tn_620_600_Valdir_Lemos_padeiro_23-09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6726919727415970436</id><published>2010-09-22T07:14:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T07:14:36.278-07:00</updated><title type='text'>A grande mídia, militante obstinada da direita</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJoOvx5D-wI/AAAAAAAAAGQ/Z33poHdzeeg/s1600/charge220910.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJoOvx5D-wI/AAAAAAAAAGQ/Z33poHdzeeg/s320/charge220910.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6726919727415970436?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6726919727415970436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/grande-midia-militante-obstinada-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6726919727415970436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6726919727415970436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/grande-midia-militante-obstinada-da.html' title='A grande mídia, militante obstinada da direita'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJoOvx5D-wI/AAAAAAAAAGQ/Z33poHdzeeg/s72-c/charge220910.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5994470595848614309</id><published>2010-09-20T03:30:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T03:31:19.498-07:00</updated><title type='text'>A tentativa (de antemão fracassada) de reeditar o udenismo lacerdista</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O tempo passa e as armas da direita continuam as mesmas: diante do fracasso nas urnas, arma confusão e planeja golpes. Desta vez, não podendo recorrer aos quartéis, e na iminência de uma derrota histórica, com traços de humilhação,&amp;nbsp;conduz ao paroxismo&amp;nbsp;a militância insolente de&amp;nbsp;seu braço midiático. O golpismo udenista, ressuscitado pela direita, é&amp;nbsp;objeto do texto a seguir, originalmente publicado no sítio Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reta final das eleições de 2010, a mídia demo-tucana desistiu de manter as aparências e ressuscitou o golpismo udenista mais desabrido e virulento. O arrastão conservador não disfarça a disposição de criar um clima de mar de lama no país nas duas semanas que separam a cidadania das urnas."Ódio e mentira", disse o Presidente Lula, no último sábado, em Campinas, para caracterizar a linha editorial que unifica agora o dispositivo midiático da direita e da extrema direita em luta aberta contra ele, contra o seu governo, contra o PT e contra a sua candidata, Dilma Rousseff. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virtualmente derrotada a coalizão demo-tucana já não têm mais esperança eleitoral em Serra, que avalia como um 'estorvo', um erro e um fracasso. Sua candidatura sobrevive apenas como o cavalo-de-Tróia de um engajamento escancarado, quase cínico, de forças, interesses, veículos e colunistas determinados a sabotar por antecipação o governo Dilma, custe o que custar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo é criar uma divisão radicalizada na sociedade brasileira, mobilizando a elite e segmentos da classe média em torno de um movimento que caracterize o resultado das urnas como ilegítimo. A audácia sem limite cogita, inclusive, levar Dilma a depor no Senado, às vésperas do pleito que deve consagrá-la Presidente do país. Um claro desafio à vontade popular, típico da provocação golpista. A receita é a mesma pregada por Carlos Lacerda, em junho de 1955, quando era evidente a vitória de Juscelino Kubitschek contra a UDN. O lema de ontem comanda a ordem unida que articula pautas, capas e manchetes nestes últimos 12 dias de campanha. O que Lacerda disse é o que se pratica hoje, de forma aberta ou dissimulada, em todos os grandes veículos de comunicação: " Este homem não deve ser candidato; se candidato, não pode ganhar; se ganhar, não deve tomar posse; se tomar posse não deve governar...".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5994470595848614309?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5994470595848614309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/tentativa-de-antemao-fracassada-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5994470595848614309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5994470595848614309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/tentativa-de-antemao-fracassada-de.html' title='A tentativa (de antemão fracassada) de reeditar o udenismo lacerdista'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-8041181561489794361</id><published>2010-09-18T03:46:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T03:46:46.691-07:00</updated><title type='text'>Lula em estado puro anima o povo no palanque de Minas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJSXQkjnOGI/AAAAAAAAAGI/ofnS0f6Yq0U/s1600/Lula+em+Minas.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" qx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJSXQkjnOGI/AAAAAAAAAGI/ofnS0f6Yq0U/s400/Lula+em+Minas.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Insuspeito por suas óbvias opções políticas e ideológicas, o jornalista Josias de Souza publicou em seu&amp;nbsp; blog um texto em que Lula aparece, digamos, em estado puro. O Lula que, no palanque, diante do povo, solta-se para além das vestes da Presidência. Um Lula que faz rir, que entusiasma e, como sempre, comove. Vale a pena ver.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula ironizou na noite desta sexta (17) a mais nova plataforma de campanha de José Serra: o salário mínimo de R$ 600. “Agora, na política, vale tudo. Eles prometem mais aumento para o salário mínimo. Êêêêêta homem bom. Será que eles pensam que o povo é tonto?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provocações de Lula soaram do alto de um palanque montado na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O comício foi transmitido ao em tempo real na web. Ao lado da pupila Dilma Rousseff, Lula evocou a era FHC: “Eles governaram esse país por muitos anos e não fizeram o que estão prometendo agora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguendo a voz, Lula insinuou que o tucanato prefere os ricos aos pobres. Disse que tucano só olha para baixo em época de eleição. “Não tem um político que tenha coragem de ir pra televisão defender os ricos. Todo mundo defende pobre. Quanto mais pobre, mais ele adora...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Só que, depois das eleições, se eles ganham, o primeiro café da manhã não é com os pobres, é com os ricos. O primeiro almoço que eles fazem não é com os pobres, é com os riscos. A primeira janta também não é com pobres, é com ricos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu a entender que Serra saiu-se com a idéia de elevar o valor do mínimo porque já antevê a derrota. “Eu tô sabendo que tem gente nervosa.. E não somos nós que estamos aqui”. Fez um pedido à platéia: “Levanta a mão pra ver se tem alguém tremendo aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendido, emendou: “Não tem ninguém tremendo. Do lado de lá, se eu mandar levantar a mão, tem gente que vai cair os dedos de tanta tremedeira. Eles estão com raiva. Primeiro porque não acreditavam que fôssemos ganhar em 2002. Ganhamos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Depois, eles acreditavam que não ia dar certo e que, quatro anos depois, eles voltavam. Se enganaram. Nós ganhamos outra vez. Depois, eles pensaram que não ia dar certo. E deu tão certo que até eles colocam a minha cara no programa deles na TV, como se fossem meus amigos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordou o menosprezo com que o nome de Dilma foi recebido quando ele a anunciou que ela seria sua candidata à sucessão. “Eles diziam: Esse lula é louco. Ele vai escolher uma mulher? O Brasil não tem hábito de votar em mulher. Vai vai escolher pessoa que não tem culturea política...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Uma pessoa que não participa das reuniões partidárias, que nunca foi deputada, senadora, vereadora, prefeita. O lula tá louco. Algumas pessoas diziam assim: [...] Ele ta escolhendo alguém que nunca fez comício, nunca fez debate na TV com especialistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, alfinetou Serra: “Tucano já nasce pensando que é especialista”. Continuou: “Eles achavam que a Dilma era um caso derrotado. E eu dizia: pobres coitados, não sabem o que os espera”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando-se para Dilma, emendou: “Precisou apenas poucos dias e poucos debates, pra essa mulher já estar 27 pontos na frente deles em todo território nacional”. Desdenhou das chances de Serra: “Eles sabem que tá mais fácil ela [Dilma] crescer mais [nas pesquisas] do que eles crescerem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mencionar o nome de Serra, disse como avalia a participação dele nos debates presidenciais: “Tem candidato que vai no debate com a Dilma, que eu pensava que era moderno, e o cidadão tem cara de ontem. Pensa como um cara de anteontem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de praxe, dedicou um pedaço do discurso à imprensa. Disse: “Alguns dos órrgaos de jornais deviam ter a cor e a cara do candidato que eles defendem, parar de falar em neutralidade...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Quem faz oposição nesse país é determinado tipo de imprensa. Ahhh, como inventa coisa contra o Lula. Se eu dependesse deles para ter 80% de aprovação, teria zero, 90% das coisas boas desse país não são mostradas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Dilma, dividiram o palanque com Lula os integrantes da chapa de Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo mineiro. Ao defender a eleição dos aliados, insinuou que o tucano Aécio Neves e o candidato dele, Antonio Anastasia, não o querem em Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem gente que gostaria que eu não viesse aqui. Ahhh, meu Deus, imagina vocês! Eles gostariam que é que nós não existíssemos. Esse negócio de peão ser presidente e, agora, uma mulher... É demais. Não há quem agüente. [...] Essas pessoas acham que o Estado é uma espécie de quintal e que eles são donos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironizou Aécio, acusado pelo comando da campanha tucana de “esconder” Serra na sua campanha para o Senado e na de Anastasia para o governo. “Se eles tem vergonha dos candiatos deles, eu não tenho vergonha dos meus candidatos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que, eleito, Hélio Costa governará Minas em parceria com Dilma, a quem chamou de “a próxima presidenta do Brasil”. Serviu-se, uma vez mais, da ironia: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;“Os tucanos, em alguns lugares, não querem programa do governo federal para não dizer que aceitaram coisa do governo federal. Em outros lugares, utilizam. Mas mudam de nome”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Referindo-se a Minas, Estado governador por Aécio até abril, pespegou: “Aqui, o [programa] Luz Para Todos virou Luz de Minas. O dinheiro era nosso, mas o nome era deles. Tinha outros proramas que eles mudaram de nome. Com Dilma e Helio não temos vergonha de dizer que somos parceiros”.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-8041181561489794361?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/8041181561489794361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/lula-em-estado-puro-anima-o-povo-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8041181561489794361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/8041181561489794361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/lula-em-estado-puro-anima-o-povo-no.html' title='Lula em estado puro anima o povo no palanque de Minas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TJSXQkjnOGI/AAAAAAAAAGI/ofnS0f6Yq0U/s72-c/Lula+em+Minas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1110988498050658805</id><published>2010-09-11T03:15:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T03:15:26.555-07:00</updated><title type='text'>Compañero Allende! Presente! Ahora y siempre!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/h6SA2uNrjqE/s1600/allende_lamoneda.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/h6SA2uNrjqE/s320/allende_lamoneda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Capacete, fuzil e sonhos: a epopéia de Salvador Allende não nos abandona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Há exatos 37 anos, a morte trágica do Presidente chileno Salvador Allende, lutando no Palácio de La Moneda contra as hordas fascistas do soturno General Augusto Pinochet, encerrava com heroísmo e sangue uma singular tentativa de caminho para o socialismo e, ao mesmo tempo, inaugurava uma das ditaduras mais cruentas da América Latina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eleito em 1970, após três tentativas de chegar à Presidência, o médico e líder socialista Salvador Allende Gossens liderou o governo da Unidade Popular, incluindo socialistas, comunistas e outros segmentos da esquerda chilena. Partidário da possibilidade de instaurar o socialismo a partir das urnas, no contexto mesmo da democracia burguesa, Allende conduziu seu governo por um caminho que não considerava nem reformista, nem social-democrata, mas de democratização radical de todas as esferas da vida social. Era o que entendia como o grande eixo da transformação, o rumo para resolver o complexo e estratégico problema do poder político, o caminho para o socialismo chileno que, num discurso de maio de 1971, definiu como “libertário, democrático e pluripartidário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, expropriou terras e iniciou a socialização de importantes empresas privadas, que passaram à direção de cooperativas de trabalhadores, nacionalizou as minas cobre, sem o pagamento de indenizações às empresas norte-americanas que até então detinham o controle dessa área estratégica, subsidiou parte dos serviços básicos e apoiou organizações populares da cidade e do campo em suas demandas de participação. Em resposta, o povo o apoiou. Nas eleições parlamentares de 1971 e nas municipais de 1973, os partidos integrantes da Unidade Popular cresceram em votos. Mas a direita também respondeu aos avanços sociais do governo com uma oposição cada vez mais virulenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conspiração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a reação conservadora havia se instalado antes mesmo de Allende assumir a Presidência. A pequena vantagem do socialista diante dos outros concorrentes conduziu a decisão para o Congresso. Somente após exaustivas negociações, sobretudo com a democracia-cristã do Presidente Eduardo Frei, é que Allende foi proclamado Presidente da República, em 24 de outubro de 1970. A direita tentara evitar a eleição com o expediente de sempre, unindo estardalhaço e tramas golpistas. Um comando de sua ala mais extremista assassinou o comandante do Exército, General René Schneider, decidido partidário da subordinação do poder militar ao civil. Objetivo: instalar o medo e a insegurança no país, sobretudo em suas camadas médias, tumultuar o processo eleitoral, criar pretexto para intervenções. Não conseguiu. Mas persistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em duas frentes a direita cumpriria seu destino. Na legal, tentando cercar o governo no parlamento; na ilegal, desencadeando sabotagens (dinamitou torres de alta tensão e linhas férreas), boicotes, desabastecimento dos gêneros de primeira necessidade. Também o governo estadunidense cumpria seu destino de permanente inspiração reacionária e golpista, participando ativamente – inclusive com recursos financeiros – do complô direitista contra a Unidade Popular. Já em outubro de 1970, portanto antes mesmo da posse de Allende, o embaixador em Santiago, E. Korry, garantia em carta a Eduardo Frei: "Deve saber que não permitiremos que chegue ao Chile um parafuso, nem uma porca... Enquanto Allende permanecer no poder, faremos tudo ao nosso alcance para condenar o Chile e os chilenos às maiores privações e misérias...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bloqueado pelos Estados Unidos e sob rigoroso boicote da direita, o governo via a produção se bens ser drasticamente reduzida e ainda enfrentava uma corrosiva alta inflacionária. Criou-se uma situação de desabastecimento que gerou imensas mobilizações a favor e contra o governo. A famosa greve geral dos transportes, organizada e financiada pela burguesia chilena, com apoio irrestrito da CIA, praticamente inviabilizou o trânsito de bens pelo país. Por seu turno, setores mais à esquerda da Unidade Popular radicalizavam seu discurso, chegando a propor a Allende o fechamento do Congresso e o uso de medidas excepcionais para poder governar. O país estava cindido. A luta de classes ganhava as ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Presidente resolveu negociar, convidando líderes militares para compor o gabinete e oferecendo a realização de um plebiscito em que os chilenos optariam por continuar ou não o regime, podendo, inclusive, votar pela convocação de novas eleições. Mas nada disso arrefeceu a crise. O lobo faminto da direita exigia a cabeça de Allende que, diante das intransigências da oposição, decidiu cercar legalmente alguns dos seus setores mais radicais. Ao mesmo tempo, enfrentava grupos de esquerda que lhe cobravam rupturas. Os impasses se sucediam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Golpe à vista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento, a também oposicionista democracia-cristã aliou-se à direita para preparar o golpe de estado. Uma primeira tentativa ocorreu em junho de 1973, o chamado El Tancazo, quando um regimento de blindados de Santiago ergueu-se contra o governo, sendo, no entanto, contido. Finalmente, em 11 de setembro, sob o comando do General Augusto Pinochet, as forças armadas cercaram o Palácio de La Moneda. Allende rejeitou o ultimato da rendiçã.. O palácio foi bombardeado. O velho socialista, então com 65 anos, mandou que os funcionários deixassem a sede do governo. E lá se manteve na companhia de alguns correligionários mais próximos, em meio aos balaços de fuzis, metralhadoras e canhões do fascismo e ao ruído ensurdecedor dos raides, à poeira vulcânica das explosões. As 9h20min daquela manhã de 11 de setembro de 1973, em que a sorte do Chile estava sendo dramaticamente lançada, Allende se aproveitou da rádio Magallanes, a única ainda ao seu alcance, para transmitir ao povo chileno a mensagem derradeira. Sua voz serena e firme impôs-se aos ruídos dos bombardeios, das correrias e gritos da resistência em palácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e no seu destino. Este momento cinzento e amargo, onde a traição pretende se impor, será superado. Sigam sabendo que muito mais cedo do que tarde de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem [livre] digno que quer construir uma sociedade melhor...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá morreu, vestindo um capacete militar e portando o fuzil que lhe fora presenteado por Fidel Castro. Vitorioso, o golpe arrastaria o Chile para as sombras do terror. Até sucumbir, 16 anos depois, a ditadura pinochetista assassinaria mais de três mil chilenos por razões políticas e mandaria outros dez mil aos cárceres, à tortura e ao exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Salvador Allende foi depultado num túmulo modesto do cemitério de Viña del Mar, no litoral, sem sequer uma placa que o identificasse. Ali repousou por quase 18 anos. Somente em 1990, por ordem do Presidente Patricio Aylwin, o primeiro mandatário chileno da era democrática pós Pinochet, recebeu um novo funeral, desta vez no Cemitério Geral de Santiago, com as devidas honras de chefe de Estado. Em 2000, Allende ganhou uma grande estátua de corpo inteiro diante do restaurado palácio de La Moneda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exames e conclusões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica para os cientistas políticos e historiadores colocar sob os crivos da ciência os amplos e profundos significados da obstinada e heróica tentativa de Salvador Allende de transitar para o socialismo sem as necessárias rupturas estruturais. Houve, talvez, ilusões demais, num mundo sob o tacão da Guerra Fria e numa América Latina aprisionada por ditaduras militares. Talvez alguns tenham sido voluntaristas demais, alheios à correlação de forças. Ou, quem sabe, tímidos demais diante da luta de classes que avançava, virulenta, pelas ruas. Que o digam os estudiosos. De todo modo, foram todos heróicos combatentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo mudou nesses quase 40 anos. O capitalismo derrotou as primeiras experiências socialistas do século XX. A América Latina também mudou, varreu os regimes militares e, após sofrer as agruras do neoliberalismo, voltou-se quase toda ela para a esquerda. Há países, como a Venezuela e a Bolívia, cujos governos eleitos reivindicam a construção do socialismo a partir das superestruturas políticas e ideológicas do capitalismo. Experiências a serem observadas, essas sob a liderança de Chavez e Evo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, repito: aos estudiosos a missão do exame e das conclusões. Aqui, modesto escrita, reportei o que assisti, jovem e ainda que à distância, exultando com os chilenos pela vitória de Allende, amargando com eles a crônica perversa de sua derrota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Leia a seguir a derradeira mensagem de Salvador Allende aos chilenos, na manhã de 11 de setembro de 1973, quando o palácio de La Moneda já estava sob o bombardeio dos fascistas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Compatriotas:&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esta será seguramente a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A aviação bombardeou as antenas da Radio Portales e Radio Corporación. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção, e elas serão o castigo moral para os que traíram o juramento feito: soldados de Chile, comandantes-em-chefe titulares e mais o almirante Merino, que se autodesignou, e o senhor Mendoza, esse general rasteiro, que ontem me manifestara sua fidelidade e lealdade ao governo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frente a estes fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Colocado neste transe histórico, pagarei com minha vida a lealdade do povo, e digo-lhes que tenho certeza que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos não poderá ser apagada definitivamente. Eles têm a força, mas não se detêm processos sociais pelo crime e pela força. A História é nossa, ela é feita pelos povos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me dirijo ao homem chileno, operário, camponês, intelectual, àqueles que serão perseguidos porque em nosso país o fascismo já se faz presente há algum tempo em atentados terroristas, sabotagens de estradas de ferro e pontes, oleodutos e gasodutos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Frente ao silêncio dos que tinham a obrigação ... [interrupção momentânea da transmissão da Radio Magallanes] - ... a que estavam submetidos. A História os julgará.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seguramente, Radio Magallanes será calada e o metal tranqüilo da minha voz não chegará mais a vocês... Não importa ... Não importa, vocês seguirão me ouvindo, estarei sempre junto de vocês, pelo menos minha lembrança será de um homem digno, leal à lealdade dos trabalhadores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O povo deve se defender, mas não se sacrificar. Não deve deixar-se arrasar nem crivar de balas, mas tampouco pode se deixar humilhar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e no seu destino. Este momento cinzento e amargo, onde a traição pretende se impor, será superado. Sigam sabendo que muito mais cedo do que tarde de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem [livre] digno que quer construir uma sociedade melhor...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viva Chile, viva o povo, vivam os trabalhadores... Estas são minhas últimas palavras ... Tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão, tenho certeza de que pelo menos será uma lição moral que castigará a felonia, a covardia e a traição....&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1110988498050658805?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1110988498050658805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/companero-allende-presente-ahora-y.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1110988498050658805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1110988498050658805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/companero-allende-presente-ahora-y.html' title='Compañero Allende! Presente! Ahora y siempre!'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIqe9pcj43I/AAAAAAAAAFw/h6SA2uNrjqE/s72-c/allende_lamoneda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7354178863151174396</id><published>2010-09-10T11:48:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T07:48:37.157-07:00</updated><title type='text'>Lula dá bibicleta em factóide tucano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIpDq79R_1I/AAAAAAAAAFo/j_g5iCzfwq4/s1600/charge100910.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIpDq79R_1I/AAAAAAAAAFo/j_g5iCzfwq4/s320/charge100910.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7354178863151174396?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7354178863151174396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/lula-da-bibicleta-em-factoide-tucano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7354178863151174396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7354178863151174396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/lula-da-bibicleta-em-factoide-tucano.html' title='Lula dá bibicleta em factóide tucano'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIpDq79R_1I/AAAAAAAAAFo/j_g5iCzfwq4/s72-c/charge100910.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5278913192518459792</id><published>2010-09-04T06:41:00.001-07:00</published><updated>2010-09-04T06:56:17.236-07:00</updated><title type='text'>Marina no colo da direita</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na política, mas também nas demais esferas da vida, para se evitar erros é preciso saber quem é quem por trás das aparências e qual o jogo realmente estabelecido. Neste sentido, o presente artigo de Emnir Sader é essencial. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Forum Social Mundial de Belém, em janeiro de 2009, Marina propagava que ela seria o Obama da Dilma. Já dava a impressão que as ilusões midiáticas tinham lhe subido à cabeça e que passava a estar sujeita a inúmeros riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De militante ecologista seguidora de Chico Mendes, fez carreira parlamentar, até chegar a Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, onde aparecia como contraponto de formas de desenvolvimentismo que não respeitariam o meio ambiente. Nunca apresentou alternativas, assumiu posições perdedoras, porque passou ao preservacionismo, forma conservadora da ecologia, de naturalismo regressivo. Só poderia isolar-se e perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu e incutiram na sua cabeça que teria condições de fazer carreira sozinha, com a bandeira supostamente transversal da ecologia. Saiu supostamente com criticas de esquerda ao governo, mas não se deu conta – pela visão despolitizada da realidade que tem – da forte e incontornável polarização entre o bloco dirigido por Lula e pelo PT e o bloco de centro direita, dirigido pelos tucanos. Caiu na mesma esparrela oportunista de Heloisa Helena de querer aparecer como “terceira via”, eqüidistante entre os dois blocos, ao invés de variante no bloco de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi se aproximando do bloco de direita, seguindo as trilhas do Gabeira – que tinha aderido ao neoliberalismo tucano, ao se embasbacar com as privatizações, para ele símbolo da modernidade – e foi sendo recebido de braços abertos pela mídia, conforme a Dilma crescia e o fantasma da sua vitória no primeiro turno aumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alianças da Marina foram consolidando essa trajetória na direção do centro e da direita, não apenas com empresários supostamente ecologistas – parece que o critério do bom empresário é esse e não o tratamento dos seus trabalhadores, a exploração da força de trabalho – e autores de auto-ajuda do tipo Gianetti da Fonseca, ao mesmo tempo que recebia o apoio envergonhado de ecologistas históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio da tentativa golpista da mídia e do Serra é definidor. Qualquer um com um mínimo de discernimento político se dá conta do caráter golpista da tentativa de impugnação da candidatura da Dilma – diante da derrota iminente no primeiro turno – com acusações de responsabilidade da direção da campanha, sem nenhum fundamento. Ficava claro o objetivo, típico do golpismo histórico – que vinha da UDN, de Carlos Lacerda, da imprensa de direita e que hoje está encarnado no bloco tucano-demista, dirigido ideológica e política pela velha mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina, ao invés de denunciar o golpismo, se somou a ele, tentando, de maneira oportunista, tirar vantagens eleitorais, dizendo coisas como “se a Dilma (sic) faz isso agora, vai saber o que faria no governo”. Afirmações que definitivamente a fazem cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina assim a carreira política da Marina, que causa danos gravíssimos à causa ecológica, de que se vale para tentar carreira oportunista. Quando não se distingue onde está a direita, se termina fazendo o jogo dela contra a esquerda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5278913192518459792?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5278913192518459792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/marina-no-colo-da-direita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5278913192518459792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5278913192518459792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/marina-no-colo-da-direita.html' title='Marina no colo da direita'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6785150557856260060</id><published>2010-09-03T03:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T03:11:14.799-07:00</updated><title type='text'>Não dá para brigar com a realidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIDJjFXDHMI/AAAAAAAAAFY/ZfqKFIvmJCo/s1600/Serra.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 179px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIDJjFXDHMI/AAAAAAAAAFY/ZfqKFIvmJCo/s400/Serra.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512627548472941762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco Bradesco, 'vazou' nesta 5º feira, 2,  informações que atingem de forma letal a candidatura Serra. Aspas para as inconfidências de Trabuco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I] "O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II] "...11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III] "...o Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história; vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de "sonho americano". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A] O BC interrompe alta dos juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B] A carga tributária declina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C] As vendas recordes de automóveis em agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D] A massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E] As classes C e D já superam a classe B em poder de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F] O setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G] Definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir - à revelia do condomínio midiático-tucano - a soberania brasileira no pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H] A infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008 e terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I] O Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta - Jirau e Santo Antônio e Belo Monte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J] O otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Morales, o narcotráfico, o PT...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[Publicado no sítio Carta Maior, em 02/09/10]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6785150557856260060?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6785150557856260060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/nao-da-para-brigar-com-realidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6785150557856260060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6785150557856260060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/09/nao-da-para-brigar-com-realidade.html' title='Não dá para brigar com a realidade'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TIDJjFXDHMI/AAAAAAAAAFY/ZfqKFIvmJCo/s72-c/Serra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-998744708450550291</id><published>2010-08-30T04:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T04:46:23.171-07:00</updated><title type='text'>Vem por aí a cantilena da “ameaça à democracia”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É sempre assim: derrotada, a direita se diz vítima de uma esquerda que, a seu ver oportunista, a esmaga e, assim, “ameaça a ordem democrática”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição, ao longo dos últimos oito anos, assacou contra o Presidente Lula uma constelação de achincalhes e vitupérios. Houve até um senador amazonense que ameaçou bater fisicamente em Lula. É claro que os ataques sempre foram modulados pelas conveniências político-eleitorais da oposição, e tornaram-se mais difíceis nos últimos tempos, quando o prestígio popular alcançou patamares estratosféricos e insultá-lo passou a ser eleitoralmente desvantajoso.  Mas que existiram, essas afrontas, existiram e, convenhamos, bem contundentes. A tudo o Presidente assistiu com espírito, digamos, paciencioso, com o bom humor de sempre e a profunda convicção democrática que o caracteriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, bastou Lula, em campanha pela eleição de Dilma, elevar um pouco o tom contra os adversários, e o caldo parece ter entornado, com a oposição sacudida por um histerismo desmesurado. O fato ocorreu na última sexta-feira, 27, num comício em Pernambuco.  Atacados politicamente pelo Presidente, o Deputado-Federal Raul Jugmann (PPS), candidato ao Senado na chapa do tucano-peemedebista Jarbas Vasconcelos, protagonizou uma cena que mescla ridículo, destempero e oportunismo. O parlamentar afirmou que cogita pedir “garantia de vida à Polícia Federal”. “Vou declarar-me o primeiro perseguido político da era do chavismo lulista”, berrou. Para ele, Lula quer “esmagar” a oposição, num coro alimentado por Vasconcelos, para quem o Presidente “se considera acima de tudo, da Constituição, da Justiça, do Tribunal de Contas, do Congresso. É um semideus. Então, acha que pode tudo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conversa de sempre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação – entre lamuriosa e indignada - dos oposicionistas pernambucanos às críticas do Presidente seria apenas ridículo não fosse a manifestação esperada de uma direita que, historicamente, se comporta assim: diante de suas derrotas frente a uma esquerda fortalecida, com enorme respaldo popular e, por isso,  amplamente vitoriosa,  começa a cacarejar – com o histrionismo de sempre - sobre uma suposta ameaça à ordem democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita sempre se comporta assim, e não só no Brasil. Anos atrás, na Venezuela, a oposição decidiu não participar das eleições ao parlamento que, assim, terminou ocupado majoritariamente por chavistas. Daí passou a gritar contra as “ameaças à democracia” decorrentes de um congresso com maioria situacionista. O sucesso popular de governos de esquerda – a Bolívia e o Equador são outros casos – é apresentado pelas direitas locais como “esmagamento da oposição” e, portanto, “ameaças à democracia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparemo-nos, portanto, para o incremento desse jogo oportunista no Brasil já no contexto dessas eleições. Envelhecida, sem propostas e lideranças carismáticas, deslocada do que o Brasil vive atualmente e dos anseios populares, a direita recorre aos velhos cantochões que, aos mais antigos, já não assusta, embora entedie. Ora é o discurso do medo, ora o da competência, ora esse berreiro sobre liberdade política, tudo isso tratado com  a teatralidade necessária para criar, no eleitorado, um estado de espírito que a favoreça. Bem, não havendo propostas – ou melhor, não podendo a direita confessar seus desígnios, porque avessos aos interesses populares – só restam tais expedientes de baixo calão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Democracia, para essa gente, é estar à vontade para exercer seu domínio autoritário e elitista em favor dos mais ricos, serviçal de interesses externos, considerando políticas sociais meras esmolas e o povo, afinal, um mal necessário.  Tudo o que perturbe essa ordem de exploração,  é apresentado como “ameaça à democracia”. Discurso velho, mas que ainda ilude alguns incautos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-998744708450550291?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/998744708450550291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/vem-por-ai-cantilena-da-ameaca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/998744708450550291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/998744708450550291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/vem-por-ai-cantilena-da-ameaca.html' title='Vem por aí a cantilena da “ameaça à democracia”'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6379954063227556667</id><published>2010-08-29T05:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-29T05:48:12.347-07:00</updated><title type='text'>Cai o último bastião da propaganda serrista, o da competência</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eleitorado já vê Dilma como a mais preparada. E Montenegro, do Ibope, faz sua autocrítica: "o Brasil quer Dilma presidente".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhamento da pesquisa Datafolha, realizada nos dias 23 e 24 últimos, derrubou o último bastião que restava à já esgarçada argumentação serrista. Segundo a sondagem, 42% do eleitorado, sobretudo após assistir aos programas pelo rádio e TV, já considera que a ex-ministra Dilma Roussef reúne maior número de habilidades para governar. Ou seja, é a mais preparada. Foi um crescimento de 13 pontos, contra a queda de oito pontos de Serra (de 435% para 38%). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em análise publicada na edição deste domingo, 29, da Folha de S. Paulo, Mauro Paulino e Alessandro Janoni, respectivamente diretor-geral e diretor de pesquisas do Datafolha, mostram que Dilma “ampliou seu alcance a todos os segmentos sociais, tornou-se mais conhecida, cristalizou o vínculo com Lula e começa a transmitir, de acordo com os dados publicados hoje, que tem luz própria”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores vão mais longe afirmando que “a simpatia pela candidatura petista espraiou-se inclusive em redutos sagrados do tucanato, como o Estado de São Paulo, sua capital e os segmentos mais elitizados do eleitorado. E essa evolução, principalmente em território inimigo, dá-se mais pela imagem da criatura do que pela tutela de seu criador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O saldo”, concluem os diretores do Datafolha, “é a percepção predominante, neste momento, de que a petista é a mais preparada para manter a estabilidade econômica, defender os pobres, combater a violência, cuidar da educação, combater o desemprego e até a mais simpática. Sobraram a Serra, até aqui, o alento de sua experiência política, o recall da área da saúde e a pecha de defensor dos ricos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autocrítica de Montenegro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, assegurava que o Presidente Lula não faria o sucessor, pois seria incapaz de transferir sua popularidade a “um poste”, como definiu a então Ministra Dilma Roussef. Bem, a realidade atropelou Montenegro, que agora faz, publicamente, sua autocrítica: “Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff”, garante.&lt;br /&gt;E, sobre sua “previsão” anterior, explica: Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistado pela revista ISTO É, Montenegro alinhou alguns fatores que, em sua opinião, vem provocando o contínuo e consistente crescimento de Dilma nas pesquisas: a transferência do prestígio de Lula, “que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil”, o fato de Dilma estar demonstrando “capacidade de gestão, equilíbrio, tranqüilidade e firmeza” e, portanto, “mais preparo que os adversários”. Mas, para Montenegro, o principal é que o “Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Por isso a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a oposição debate-se com uma campanha “velha e antiga”, sem novidade. “O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido”, arremata o presidente do Ibope.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6379954063227556667?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6379954063227556667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/cai-o-ultimo-bastiao-da-propaganda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6379954063227556667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6379954063227556667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/cai-o-ultimo-bastiao-da-propaganda.html' title='Cai o último bastião da propaganda serrista, o da competência'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2485291276849035993</id><published>2010-08-24T16:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T16:32:03.029-07:00</updated><title type='text'>O que é um tucano?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Emir Sader, em seu blog.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avis rara, animal político com grave risco de extinção, o tucano se diferencia dos outros animais. Identifiquemos suas características, antes que seja tarde demais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano tem certeza que tem razão em tudo o que diz e faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano lê a Folha de São Paulo cedinho e acredita em tudo o que lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano nunca foi à América Latina, considera o continente uma área pré-capitalista e, portanto, pré-civilizatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano considera a Bolívia uma espécie de aldeia de xavantes e a Venezuela uma Albânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano nunca foi a Cuba, mas achou horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano foi a Buenos Aires (fazer compras com a patroa), mas considera a Argentina uma província européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano considera FHC merecedor de Prêmios Nobel – da Paz, de Literatura, de física, de química, quaisquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano considera o povo muito ingrato, ao não reconhecer o bem que os tucanos – com FHC à cabeça - fizeram e fazem pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada derrota acachapante, o tucano volta à carga da mesma maneira: ele tinha razão, o povo é que não o entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha o povo malcheiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano considera que São Paulo (em particular os Jardins paulistanos) o auge da civilização, de onde deve se estender para as mais remotas regiões do país, para que o Brasil possa um dia ser considerado livre da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano mora nos Jardins ou ambiciona um dia morar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano é branco ou se considera branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano compra Veja, mas não lê. (Ele já leu a Folha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano tem esperança de retomar o movimento Cansei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano tem saudades de 1932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano venera Washington Luis e odeia Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano só vai a cinema de shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano só vai a shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano freqüenta a Daslu, mesmo que seja por solidariedade às injustiças sofridas em função da ação da Justiça petista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano nem pronuncia o nome do Lula: fala Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano conhece o Nordeste pelas novelas da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano dorme assistindo o programa do Jô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acorda assistindo o Bom dia Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha o Galvão Bueno a cara e a voz do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano recorta todos os artigos da página 2 da Folha para ler depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha o Serra o melhor administrador do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha Alckmin encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano tem ódio de Lula porque tem ódio do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano sempre acha que mereceria ter triunfado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano é mal humorado, nunca sorri e quando sorri – como diz The Economist sobre o candidato tucano - é assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano não tem espírito de humor. Também não tem motivos para achar graças das coisas. É um amargurado com o mundo e com as pessoas pelo que queria que o mundo fosse e não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano considera a Barão de Limeira sua Meca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha o povo brasileiro preguiçoso. Acha que há milhões de “inimpregáveis” no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano acha a globalização “o novo Renascimento da humanidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano se acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano pertence a uma minoria que acha que pode falar em nome da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tucano é um corvo disfarçado de tucano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2485291276849035993?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2485291276849035993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-que-e-um-tucano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2485291276849035993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2485291276849035993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-que-e-um-tucano.html' title='O que é um tucano?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-5082925872158748404</id><published>2010-08-24T06:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T06:43:35.571-07:00</updated><title type='text'>A carta-testamento de Getúlio Vargas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THPL4ynEXwI/AAAAAAAAAFI/85eL-RVy8YA/s1600/Getulio%2520Vargas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THPL4ynEXwI/AAAAAAAAAFI/85eL-RVy8YA/s400/Getulio%2520Vargas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508970945722998530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na madrugada de 24 de agosto de 1954, o Presidente Getúlio Vargas suicidou-se. A direita armara contra ele talvez a campanha política mais sórdida e espalhafatosa da história política do Brasil. Mas o septuagenário Presidente nunca deixou o coração dos brasileiros. Sua carta-testamento é das mais firmes e comoventes declarações de amor ao Brasil e aos brasileiros. Sua simples releitura vale para refletirmos, nesse 24 de agosto de 2010, sobre as encruzilhadas do nosso País, sobre os inimigos do povo e os desafios que precisamos vencer. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“24 de agosto de 1954"&lt;br /&gt;“Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao Governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores de trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançaram até 500% ao ano. Na declaração de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Getúlio Vargas&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-5082925872158748404?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/5082925872158748404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/carta-testamento-de-getulio-vargas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5082925872158748404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/5082925872158748404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/carta-testamento-de-getulio-vargas.html' title='A carta-testamento de Getúlio Vargas'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THPL4ynEXwI/AAAAAAAAAFI/85eL-RVy8YA/s72-c/Getulio%2520Vargas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-610302760392140983</id><published>2010-08-21T12:30:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T12:48:30.929-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='q'/><title type='text'>Lula e o povo: tudo a ver.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THAsdvYm-jI/AAAAAAAAAEw/6MzCQUoVxDg/s1600/Lula+nas+m%C3%A3os+do+povo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 380px; height: 253px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THAsdvYm-jI/AAAAAAAAAEw/6MzCQUoVxDg/s400/Lula+nas+m%C3%A3os+do+povo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507951233721629234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THArNNKYuHI/AAAAAAAAAEo/VgkPG4ETpjk/s1600/pixel-vfl73.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 1px; height: 1px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THArNNKYuHI/AAAAAAAAAEo/VgkPG4ETpjk/s400/pixel-vfl73.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507949850145634418" /&gt;&lt;/a&gt;Na belíssima imagem captada por Ricardo Stuckert, fotógrafo da Presidência da República, a expressão cabal da simbiose entre Lula e o povo brasileiro. Qualquer palavra, aqui, é demasia. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-610302760392140983?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/610302760392140983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/lula-e-o-povo-tudo-ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/610302760392140983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/610302760392140983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/lula-e-o-povo-tudo-ver.html' title='Lula e o povo: tudo a ver.'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/THAsdvYm-jI/AAAAAAAAAEw/6MzCQUoVxDg/s72-c/Lula+nas+m%C3%A3os+do+povo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2937720815258540737</id><published>2010-08-20T11:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T11:09:39.561-07:00</updated><title type='text'>Um caso de Procon ou pior que isso?</title><content type='html'>Serra faz propaganda enganosa vendendo uma intimidade política e pessoal com o Presidente Lula que ele não tem. Guinadas sucessivas durante a campanha, às vezes num mesmo dia, não raro em intervalo de horas, já suscitam, até em aliados, a dúvida pertinente: afinal, o que é verdadeiro em José Serra? De dia, o arestoso tucano acusa o governo Lula de cercear a liberdade de expressão; à noite, o personagem esquivo adula o Presidente da República e esconde FHC, o mandatário a quem serviu durante oito anos. "Ingrata", diz em relação a adversária que, em raciocínio tortuoso, acusa de menosprezar a obra do governante eclipsado em sua própria campanha, cujo carro-chefe é não olhar o retrovisor. Seu jingle eleitoral falsifica a voz de cantora famosa; no rádio, falsifica a voz de Lula; a favela onde falsifica popularidade é uma simulação reveladora da visão higienista adotada quando esteve à frente do poder municipal e estadual. O candidato que incorpora Carlos Lacerda num dia, afirma ter sido elogiado por Brizola no outro; defende a liberdade de imprensa em discurso mas pede cabeças de jornalistas aos patrões pelo telefone. 'Democrático' em auto-elogio, implodiu a própria coligação na obsessiva rotina de centralização das decisões mais comezinhas. O presidenciável que se propunha a unir o Brasil, agora desqualifica conferencias nacionais da cidadania com a participação ecumênica de milhares de delegados de todo o país. Serra será apenas um caso de Procon, um oportunista desesperado? Ou um distúrbio de personalidade perigosamente aferrado à idéia de ser o onipotente governante do país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Publicado no sítio Carta Maior&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2937720815258540737?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2937720815258540737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/um-caso-de-procon-ou-pior-que-isso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2937720815258540737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2937720815258540737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/um-caso-de-procon-ou-pior-que-isso.html' title='Um caso de Procon ou pior que isso?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1568862571594306817</id><published>2010-08-18T03:17:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T03:19:32.949-07:00</updated><title type='text'>O sentido histórico de uma candidatura (e de um programa)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Marco Aurélio Weissheimer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários detalhes que devem ser destacados. Nos programas vitoriosos de Lula, em 2002 e 2006, a ditadura militar não foi tema no debate eleitoral. Agora, aparece já no primeiro programa de Dilma. Por duas razões. Os adversários de Dilma querem usar contra ela seu passado na luta armada contra a ditadura militar, apresentando-a como uma “terrorista”. O expediente, explicitado didaticamente na capa da revista Época, já depõe contra o candidato José Serra que, supostamente, também foi perseguido pela ditadura militar. Se não foi supostamente, ou seja, se foi de fato, não deveria jamais autorizar esse tipo de argumento autoritário e aliado do fascismo que governou o país por aproximadamente duas décadas. Mas o tiro da Época saiu pela culatra e ajudou a consolidar, na figura pública de Dilma, uma dimensão histórica que não era desejada por seus adversários (não deveria ser ao menos). A capa da revista vai, entre outras coisas, inundar o país com milhares de camisetas como a fotografia de uma mulher que entregou-se de corpo e alma na luta em defesa da democracia. Então, ela não é apenas uma “gerentona linha dura”, sombra de Lula, sem história nem passado. A candidata não só tem passado, como o resgate desse passado parece incomodar o candidato Serra, ele também, supostamente, um resistente da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é pouca coisa. Como tantos outros brasileiros e brasileiras valorosos, Dilma participou da resistência armada contra um regime criminoso que pisoteou a Constituição brasileira e depôs um presidente legitimamente eleito. E a palavra legitimidade adquire um sentido muito especial neste caso. A transição da ditadura para a democracia, como se sabe, ocorreu com muitos panos quentes e mediações. Muita coisa foi varrida para debaixo do tapete por exigência dos militares e seus aliados civis conservadores. E agora, uma filha da geração dos que lutaram contra a ditadura apresenta-se como candidata a disputar o posto mais alto da República. Mais ainda, como candidata a dar prosseguimento ao governo do presidente com a maior aprovação da história do país. Um presidente saído das fileiras do povo pobre, sindicalista, que também participou da luta contra o regime militar e ajudou a acelerar a transição para a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje materializa-se em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular. Ela representa também a possibilidade de outras retomadas para fazer avançar a democracia brasileira. Em outras palavras, é uma candidatura com sentido histórico bem definido, um sentido que remonta a um período anterior inclusive ao golpe militar de 1964. Quando Dilma diz que olha o mundo com um olhar mineiro e que pensa o mundo com um pensamento gaúcho, não está fazendo um gracejo regionalista, mas sim retomando uma referência histórica que remonta à primeira metade do século XX e que, ainda hoje, causa calafrios nas elites econômicas e políticas de São Paulo. Essas são algumas das razões pelas quais o programa de Dilma calou fundo. Ele fala da história do Brasil, de algumas das lutas mais caras (na dupla acepção da palavra, querida e custosa) do povo brasileiro, de vitórias e derrotas. Isso transparece em suas palavras e em seu olhar. Há verdade aí, não invenção de propaganda eleitoral. Ela viveu aquilo tudo e tem hoje a oportunidade de conduzir o Brasil nesta jornada, na estrada que nos leva todos para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado, presente e futuro não são categorias isoladas e aleatórias. Um não existe sem outro. São diferentes posições que assumimos nesta estrada que aparece no programa. É um programa que cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação nesta jornada e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar alguns fios dessa trama que, em função de algumas doloridas derrotas, acabaram ficando soltos pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marco Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1568862571594306817?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1568862571594306817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-sentido-historico-de-uma-candidatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1568862571594306817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1568862571594306817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-sentido-historico-de-uma-candidatura.html' title='O sentido histórico de uma candidatura (e de um programa)'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2094289552569216833</id><published>2010-08-17T04:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T04:20:01.919-07:00</updated><title type='text'>Pesquisas esfarelam a candidatura de José Serra</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGpv7Rz_7bI/AAAAAAAAAEg/Kkx3BrsOQ_U/s1600/Pesquisas+abatem+Serra.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGpv7Rz_7bI/AAAAAAAAAEg/Kkx3BrsOQ_U/s400/Pesquisas+abatem+Serra.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506336558598319538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na véspera do início da propaganda eleitoral na televisão,nesta terça-feira (17), a unanimidade entre as pesquisas de opinião é o esfarelamento da candidatura do candidato da oposição, o tucano José Serra: todos eles mostram a queda persistente do apoio ao ex-governador de São Paulo, e o crescimento da preferência por Dilma Rousseff, a candidata das forças progressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instituto DataFolha, de propriedade da família Frias (dona da Folha de S. Paulo) foi retardatário no reconhecimento da dianteira de Dilma, mas divulgou na semana passada resultados avassaladores para a campanha tucana: 41% para a candidata da esquerda e 33% para seu adversário conservador. Uma diferença de oito pontos. Na simulação do segundo turno a situação é reafirmada e Dilma aparece com 49%, contra 41% para Serra. O instituto Sensus dá uma diferença maior: 41% para Dilma e 31% para Serra, uma distância de 10 pontos entre os dois candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de se esperar que isso acontecesse devido aos altos níveis de aprovação do governo Lula e do estado de espírito da população que muitos analistas descrevem como "sentir-se bem". A economia cresce, elevando os níveis de emprego, a renda do trabalhador e o consumo, uma conjunção de fatores que se reflete na percepção do eleitorado de que, usando uma imagem futebolística, em time que está ganhando não se mexe: Dilma representa a continuidade, e Serra o retrocesso neoliberal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência indicada pelos institutos de opinião permite algumas conclusões. Uma diz respeito à ilusão tucana a respeito dos chamados formadores de opinião. Seus sonhos foram naufragando ao longo dos últimos meses. Tentaram atrair Aécio Neves como vice de José Serra; perderam e não conquistaram sequer o entusiasmo do tucano mineiro, e o resultado é o pântano em que a candidatura da direita neoliberal vive em Minas Gerais, onde as pesquisas de opinião mostram Dilma com dez pontos percentuais à frente de José Serra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, imaginaram que o crescimento de Dilma seria lento, dando larga margem para a consolidação da candidatura de José Serra; isso não aconteceu e, na medida em que o nome de Dilma e sua postulação à Presidência da República foram ganhando público, sua aceitação foi sendo traduzida no crescimento revelado pelas pesquisas de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostaram também no diversionismo representado pela candidatura de Marina Silva, do PV, que tiraria o caráter plebiscitário da eleição presidencial e forçaria a comparação entre as pessoas dos candidatos, e não os programas que defendem e os governos a que serviram. A ilusão era de que o crescimento de Marina tiraria votos de Dilma Rousseff, levando a eleição para o segundo turno. Isso também não aconteceu e ela patina nos 10 pontos percentuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ilusão tucana que vai virando pó é a crença no papel da classe média e da televisão como formadores de opinião. A perda de consistência desse papel já havia sido revelada pela eleição de 2006, e agora é ressaltada. O eleitorado brasileiro está em processo de amadurecimento e a velha hierarquia que colocava amplos setores populares a reboque da opinião das camadas "mais esclarecidas da população" (a classe média) vai sendo deixada para trás justamente pela presença de um governo focado em políticas sociais favoráveis aos mais pobres. E detestadas por aquelas camadas privilegiadas que, cada vez mais, são forçadas a se defrontar de igual para igual com seus subordinados, mesmo com a permanência da profunda desigualdade social e de renda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oito anos de governo Lula foram marcados por um aprendizado democrático que o povo não despreza. São lições que vão roendo o prestígio dos antigos formadores de opinião e o povo ousa fazer sua própria experiência política, rejeitando a linguagem daqueles que falam de cima para baixo e escondem, em discursos "esclarecidos", seus próprios interesses na manutenção de uma ordem social que garante seus privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo nas redomas dos bairros "nobres", de setores das academias e das salas de comando das grandes empresas, os tucanos não perceberam a mudança que ocorreu entre o povo. Falam uma linguagem que o povo não entende e não aceita mais, a linguagem de José Serra para esconder seu verdadeiro programa, neoliberal, privatizante, antidemocrático e antinacional, que fica escamoteado pelo discurso “moralista” envelhecido e sem ressonância popular, passando uma imagem falsa em que o eleitor, com razão, não confia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas de opinião não decidem eleição. Elas não têm o significado legal dos números que saem das urnas, embora os dados atuais sejam muito favoráveis a Dilma Rousseff, indicando inclusive que a eleição pode ser decidida já no primeiro turno. Mas toda prudência é bem-vinda, sinalizada pelo próprio comando de campanha da candidata da esquerda, que recomenda o uso de mocassins, não de salto alto pois o caminho para o Palácio do Planalto vai sendo pavimentado, mas ainda é pedregoso e irregular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Editorial de hoje, 17/08/2010, do sítio www.vermelho.org.br&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2094289552569216833?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2094289552569216833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/pesquisas-esfarelam-candidatura-de-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2094289552569216833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2094289552569216833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/pesquisas-esfarelam-candidatura-de-jose.html' title='Pesquisas esfarelam a candidatura de José Serra'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGpv7Rz_7bI/AAAAAAAAAEg/Kkx3BrsOQ_U/s72-c/Pesquisas+abatem+Serra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2037601020120324365</id><published>2010-08-16T07:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T07:17:24.271-07:00</updated><title type='text'>Sinais da reviravolta</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se até o insuspeito autor desse artigo – Jânio de Freitas, colunista da “Folha de S. Paulo”, sistemático crítico de Lula – escreve o que se lerá a seguir, então a situação da candidatura Serra é mesmo calamitosa. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coincidência dos programas de propaganda eleitoral, a se iniciarem nesta semana, com a ultrapassagem de Dilma Rousseff sobre José Serra agora constatada também pelo Datafolha, oferece duas deduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Dilma, mais significativa do que a conquista da liderança, cedo ainda, a propaganda de TV e rádio é a oportunidade de forçar a continuidade do seu impulso atual e, com uns poucos pontos a mais, alcançar logo a indicação de vitória no primeiro turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa condição funciona, em geral, como atrativo de votos mais numerosos e mais protetores. É o que se dá, a esta altura, com Eduardo Campos e Sérgio Cabral, com suas crescentes possibilidades de vencer em Pernambuco e no Rio no primeiro turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Serra, fica evidente que está em sua última oportunidade, ou muito perto dela, de indicar ao eleitorado o motivo de sua candidatura. Que sentido tem, afinal? O que Serra pretendeu a ponto de deixar o governo de São Paulo para lançar-se na disputa pela Presidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o peso da aprovação popular de Lula, o próprio Serra diz que não é candidato de oposição, e de fato não se mostra como tal. Adversário da candidata do governo, também não é governista. Logo, o que lhe sobra é uma fímbria pela qual introduzisse algo novo, uma perspectiva capaz de seduzir e convencer aspirações frustradas do eleitorado. Mas nem vislumbre de alguma ideia assim, até agora. Trata-se de uma candidatura que não se sabe o que representa nem o que pretende além de uma intenção pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pequenas lantejoulas que revestem a candidatura de Serra, do tipo "vou duplicar o Bolsa Família" (sem ao menos explicar se em valor ou em beneficiados), ou "vou criar o Ministério da Segurança", "vou restabelecer os mutirões da saúde", e outros "vou" que não chegam a lugar algum, prestam-se a ampliar a impressão de vazio dada na improdutiva preferência de sua campanha pelos minúsculos corpo a corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupar-se tanto em criticar Dilma por estar "na garupa" de Lula? Serra e seus marqueteiros poderiam perceber que assim só confirmam o que é a principal bandeira de sua adversária. Façamos justiça: a candidatura de Dilma e seu êxito são produtos de Lula, como Gilberto Kassab foi de Serra, mas o PSDB e seu candidato não têm regateado facilidades e outras colaborações à candidata governista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horário eleitoral traz em ocasião oportuna um recurso que tanto pode ser decisivo para Dilma como para Serra. Os três minutos a mais no tempo da aliança petista não alteram a equivalência das oportunidades: em TV e em rádio, sete minutos - tempo de Serra - já são um arremedo de eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oneroso, nesse item, é o minutinho de Marina Silva, cujo sucesso nas palestras não se reproduz em mais do que 10% dos eleitores pesquisados, mas talvez o fizesse, em boa parte, com maior tempo de TV. O horário gratuito segue a regra fundamental brasileira: mais renda concentrada em quem já a tem alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preencher o tempo até o início da nova fase de propaganda, uma boa especulação é a das causas da queda forte de Serra, quatro pontos em três semanas, e do grande ganho de Dilma, com os cinco pontos que a elevaram a 41 contra 33. O debate na Bandeirantes e as pequenas e ruins entrevistas na Globo não convencem como causa de tamanha reviravolta, até porque já insinuada, antes dos programas, em outras pesquisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2037601020120324365?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2037601020120324365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/sinais-da-reviravolta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2037601020120324365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2037601020120324365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/sinais-da-reviravolta.html' title='Sinais da reviravolta'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-2832061799768028721</id><published>2010-08-16T04:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T04:15:29.094-07:00</updated><title type='text'>Nelsinho Bonardi, o candidato dos trabalhadores</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGkdtd0nc1I/AAAAAAAAAEY/g4A4XQCYcXo/s1600/nelsinhobonardi.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGkdtd0nc1I/AAAAAAAAAEY/g4A4XQCYcXo/s400/nelsinhobonardi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505964686373778258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nelson Bonardi, o Nelsinho, 65789, é o candidato que indico para a Assembléia Legislativa. E o faço com a convicção de quem conhece a vida, o trabalho e a proposta de Nelsinho, comprometido com o projeto liderado pelo Presidente Lula e, nas eleições deste ano, representado pela ex-ministra Dilma Roussef. Um projeto democrático e progressista de soberania nacional, valorização do trabalho, fortalecimento do Estado com vistas a garantir políticas sociais públicas contundentes, redução das desigualdades mediante um desenvolvimento econômico com inclusão social. Um projeto que, para seguir avançando, não depende apenas do governo, mas também do parlamento e da sociedade civil organizada em todos os níveis. Portanto, da eleição de deputados federais e estaduais com ele alinhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Paraná, Nelsinho estará à frente desse projeto, em favor da melhoria das condições de vida e trabalho de nossa gente. Porque Nelsinho, como Lula, traz consigo a alma de trabalhador. Por mais de 20 anos derramou seu suor na indústria de papel Inpacel, em Arapoti, no Norte Pioneiro, onde foi presidente, por três mandatos, do Sindicato dos Papeleiros. É diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias (CNTI) e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Paraná (Fetiep). Ajudou a fundar a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sede de cultura desse operário papeleiro e seu desejo de estar mais apto a enfrentar os desafios da vida levaram-no a estudar Direito na Universidade Oeste do Paraná (Unioeste), onde se formou em 2002, pós-graduando-se em seguida na Escola de Magistratura de Ponta Grossa. Uma trajetória de luta e superação que certamente prosseguirá na Assembléia Legislativa, onde Nelsinho pretende estar com a alma de trabalhador, defendendo a democracia, o desenvolvimento econômico com inclusão social e a valorização do trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelsinho Bonardi está fechado com Dilma Roussef para Presidente, Osmar Dias para Governador, Roberto Requião e Glesi Hofmann para o Senado e em muitas regiões dobra com Chico Brasileiro (6513) para Deputado Federal. É dessa gente que o Paraná e o Brasil precisam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-2832061799768028721?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/2832061799768028721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/nelsinho-bonardi-o-candidato-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2832061799768028721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/2832061799768028721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/nelsinho-bonardi-o-candidato-dos.html' title='Nelsinho Bonardi, o candidato dos trabalhadores'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGkdtd0nc1I/AAAAAAAAAEY/g4A4XQCYcXo/s72-c/nelsinhobonardi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-4521079065947340520</id><published>2010-08-15T10:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T10:19:20.725-07:00</updated><title type='text'>Estratégia de campanha de Serra deu 100% errado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGghhKeN_7I/AAAAAAAAAEQ/kVK4wSMrj1c/s1600/Serra.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 179px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGghhKeN_7I/AAAAAAAAAEQ/kVK4wSMrj1c/s400/Serra.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505687398090932146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Do blog "Nos bastidores do poder", de Josias de Souza&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os planos que José Serra traçara para sucessão de 2010 deram errado. Em consequência, o presidenciável tucano chega à fase do horário eleitoral gratuito, último estágio da campanha, em situação de absoluta desvantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pior cenário esboçado pelo tucanato, previa-se que Serra iria à propaganda de televisão empatado nas pesquisas com Dilma Rousseff. Deu-se algo mais dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os institutos acomodam Serra atrás de sua principal antagonista. No Datafolha, o fosso é de oito pontos. Vai abaixo um inventário dos equívocos que distanciaram a prancheta do comitê de Serra dos fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Chapa puro-sangue: Serra estava convicto de que Aécio Neves aceitaria compor com ele uma chapa só de tucanos. Em privado, dizia que as negativas de Aécio não sobreviveriam a abril. Aceitaria a vice quando deixasse o governo de Minas. Erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. PMDB: O tucanato tentou atrair o PMDB para a coligação de Serra. Nos subterrâneos, chegou-se a levar à mesa a posição de vice. Desde o início, a chance de acordo era vista como remota. Mas o PSDB fizera uma aposta: dividido, o PMDB não entregaria o seu tempo de TV a Dilma. Equívoco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ciro Gomes: O QG de Serra achava que Ciro levaria sua candidatura presidencial às últimas consequências. Numa fase em que Serra ainda frequentava as pesquisas com dianteira de cerca de 30 pontos, o tucanato idealizou um cenário de sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candidato, Ciro polarizaria com Dilma a disputa pelo segundo lugar, dividindo o eleitorado simpático ao governo. Mais um malogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Marina Silva: Serra empenhou-se para pôr de pé, no Rio, a aliança de seus apoiadores (PSDB, DEM e PPS) com o PV de Fernando Gabeira. Imaginou-se que, tonificado, Gabeira iria à disputa pelo governo fluminense com chances de êxito. E o palanque dele roubaria votos de Dilma para Serra e Marina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu chabu. Empurrado por Lula, Cabral é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. A vantagem de Dilma cresce no Estado. E Marina subtrai votos de Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Sul e Sudeste: O miolo da tática de Serra consistia em abrir boa frente sobre Dilma nessas duas regiões. Sob reserva, Luiz Gonzales, o marqueteiro de Serra, dizia: O Nordeste é importante, mas nossas cidadelas são o Sul e o Sudeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentava: Não podemos perder de muito Nordeste. E temos de ganhar muito bem no Sul e Sudeste. As duas premissas fizeram água. Ampliou-se a vantagem de Dilma no Nordeste. E ela já prevalece sobre Serra também no Sudeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 20 dias, Serra batia Dilma em São Paulo e era batido por ela no Rio. Em Minas, a situação era de equilíbrio. Hoje, informa o Datafolha, a vantagem de Dilma (41%) ampliou-se em dez pontos no Rio. Serra (25%) enxerga Marina (15%) no retrovisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas, Dilma saltou de 35% para 41%. E Serra deslizou de 38% para 34%. Em São Paulo, o tucano ainda lidera, mas sua vantagem sofreu uma erosão de sete pontos. Resta, por ora, a “cidadela” do Sul, insuficiente para compensar o Nordeste. Pior: Dilma fareja os calcanhares de Serra também nesse pedaço do mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vantagem de Serra caiu, em 20 dias, de 12 pontos para oito. No Paraná, encurtou-se de 15 pontos para sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Plebiscito: Lula urdira uma eleição baseada na comparação do governo dele com a era FHC. Serra e seu time de marketing deram de ombros. Como antídoto, decidiram promover um confronto de biografias: a de Serra contra a de Dilma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre todos os equívocos, esse talvez tenha sido o mais crasso. Ignorou-se uma evidência. Do alto de sua popularidade lunar, Lula tornou-se o eixo da campanha. Tudo gira ao redor dele. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lula transferiu votos para Dilma em proporção nunca antes vista na história desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Debates e entrevistas: Em sua penúltima aposta, o grão-tucanato previra que Serra, por experiente, daria um baile em Dilma nos confrontos diretos. Não deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a cartilha dos marqueteiros que, nesse tipo de embate, o candidato que vai bem não ganha votos. Porém, o contendor que dá vexame sujeita-se à perda de eleitores. Para o PSDB, o vexame de Dilma era certo como o nascer do Sol a cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro debate, promovido pela TV Bandeirantes, o escorregão não veio. Na entrevista ao “Jornal Nacional”, também não. Serra houve-se bem nos dois eventos. Porém, ao esquivar-se do desastre, Dilma como que ombrou-se com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Propaganda eletrônica: Começa nesta terça (17) a publicidade eleitoral no rádio e na TV. O comitê tucano vai à sua última aposta. No vídeo, insistir na exposição da biografia do candidato. Serra será vendido como gestor experiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se esgrimir a tese de que Serra –ex-secretário de Estado, ex-deputado, ex-senador, ministros duas vezes, ex-prefeito e ex-governador— está mais apto do que Dilma para continuar o que Lula fez de bom e avançar no que resta por fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, o discurso não colou. Na propaganda adversária, o próprio Lula se encarregará de dizer que a herdeira dele é Dilma, não Serra. A julgar pelas pesquisas, o eleitor parece mais propenso a dar crédito ao dono do testamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-4521079065947340520?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/4521079065947340520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/estrategia-de-campanha-de-serra-deu-100.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4521079065947340520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/4521079065947340520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/estrategia-de-campanha-de-serra-deu-100.html' title='Estratégia de campanha de Serra deu 100% errado'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGghhKeN_7I/AAAAAAAAAEQ/kVK4wSMrj1c/s72-c/Serra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7068961316448846312</id><published>2010-08-13T06:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T06:27:32.101-07:00</updated><title type='text'>Fidel Castro, 84, volta à cena</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/N-can7CIvh0/s1600/Fidel+no+Parlamento+02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 349px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/N-can7CIvh0/s400/Fidel+no+Parlamento+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504885459015875362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O líder cubano Fidel Castro, um dos ícones do século XX, completa hoje 84 anos de vida. A comemoração não é apenas pelo aniversário, mas também pela saúde recuperada do Comandante e seu retorno à cena política cubana, surpreendendo os que o consideravam definitivamente aposentado, gagá e incapacitado para mais nada além da espera do fim, sem falar nos gusanos de Miami, que torciam como nunca por sua morte e, assim, pela morte da revolução cubana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, Fidel nunca deixou a cena política de Cuba. Nem mesmo no período em que adoeceu gravemente, transferindo por isso a chefia do Estado e do Governo a Raúl Castro e retirando-se para um tratamento e uma convalescença que ocupou os quatro últimos anos. Esse recolhimento compulsório não evitou que Fidel recebesse personalidades e iniciasse a publicação de suas reflexões no Gramma. Ainda que à distância, sua imagem mítica pairou dia e noite sobre a Ilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que agora o Comandante voltou à cena em pessoa. Subitamente reapareceu no Centro Nacional de Pesquisas Científicas, em sete de julho último. E não parou mais. Seguiram-se a visita ao Centro de Estudos da Economia Mundial, a participação num programa de TV, encontros com intelectuais, jovens comunistas e uma centena de embaixadores cubanos na sede da chancelaria e, ponto alto, sua participação numa sessão extraordinária do parlamento nacional. Vestindo a jaqueta verde-oliva, a das suas “mil batalhas”, discursou longamente sobre a ameaça de uma guerra nuclear que, não sendo evitada, fatalmente destruirá a Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel vem sendo das personalidades mundiais mais importantes nos últimos 50 anos. E seguirá assim, a julgar pela vitalidade, entusiasmo e discernimento que vem ostentando em sua militância mais recente. Um Fidel sempre altivo, insubmisso, inquieto e revolucionário. Um Fidel segundo o qual “se alguém não faz, o tempo todo, tudo aquilo que pode e até mais do que pode, é exatamente como se não fizesse absolutamente nada”. E ele faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7068961316448846312?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7068961316448846312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/fidel-castro-84-volta-cena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7068961316448846312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7068961316448846312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/fidel-castro-84-volta-cena.html' title='Fidel Castro, 84, volta à cena'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGVIKKnauyI/AAAAAAAAAEI/N-can7CIvh0/s72-c/Fidel+no+Parlamento+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-6605545445739720495</id><published>2010-08-12T11:40:00.001-07:00</published><updated>2010-08-12T11:42:04.032-07:00</updated><title type='text'>PCdoB está com Dilma, Osmar, Requião e Gleisi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGRAWI4phDI/AAAAAAAAAEA/cxvnNC5sPvw/s1600/osmar_dias-266x400.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGRAWI4phDI/AAAAAAAAAEA/cxvnNC5sPvw/s400/osmar_dias-266x400.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504595393639973938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dilma, Osmar, Requião e Gleisi: esta é a chapa majoritária que o PCdoB apóia no Paraná, com a convicção de quem ajudou a construí-la e dela participa como partido coligado, apresentando candidatos à Assembléia Legislativa e à Câmara Federal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo deliberação oficial, tomada em convenção, é obrigatória para todos os militantes, sem qualquer exceção. Aquele que, comprovadamente, descumprir tal deliberação fatalmente sofrerá averiguação pela Comissão de Controle do Comitê Estadual, o conselho de ética do partido, podendo sofrer as penalidades previstas no estatuto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente aos não-militantes que apóiam candidatos proporcionais do partido, a fidelidade à chapa majoritária não será cobrada. O apoio desses eleitores é sempre bem-vindo, independentemente das razões pelas quais o fazem, de suas opções político-ideológicas, inclinações filosóficas ou crenças religiosas. Mas, em nenhum momento, isso afastará o PCdoB do seu programa político e da chapa majoritária a que se filia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A candidatura de Beto Richa, embora se mostre sob roupagens de inovação, jovialidade e bom-mocismo, representa a velha direita neoliberal, predatória dos direitos sociais, devastadora do Estado, privativista e autoritária. É o palanque paranaense de José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o PCdoB, é preciso reconhecer quem é, onde está e como está o adversário principal no pleito de outubro, sob o risco de se perder no cenário político do Estado, quase sempre dissimulado. É também decisivo identificar as forças políticas interessadas (e capazes) de enfrentar com sucesso a tentativa da direita neoliberal de novamente assenhorar-se do Governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Paraná, a coligação liderada pelo Senador Osmar Dias é a que mais suficientemente se apresenta para impor derrota à direita, uma derrota que certamente repercutirá em todo o País. Seu programa, produzido pela multiplicidade de forças que o apóiam, é de natureza democrática e progressista, capaz de manter o Paraná em sintonia com o projeto nacional do qual o PCdoB participa e quem tem o Presidente Lula à frente. E que, a partir de janeiro, estará sob o comando da Presidente Dilma Roussef.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-6605545445739720495?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/6605545445739720495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/pcdob-esta-com-dilma-osmar-requiao-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6605545445739720495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/6605545445739720495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/pcdob-esta-com-dilma-osmar-requiao-e.html' title='PCdoB está com Dilma, Osmar, Requião e Gleisi'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TGRAWI4phDI/AAAAAAAAAEA/cxvnNC5sPvw/s72-c/osmar_dias-266x400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-68233347704219300</id><published>2010-08-07T04:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T04:46:15.816-07:00</updated><title type='text'>O voto consciente em Chico Brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TF1HUwHg6rI/AAAAAAAAADY/GuF8U6ebqSY/s1600/Chico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TF1HUwHg6rI/AAAAAAAAADY/GuF8U6ebqSY/s400/Chico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502632741555989170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O voto em Chico Brasileiro para Deputado Federal expressa gesto consciente de quem reconhece a importância estratégica da formação de uma numerosa, firme, atuante e, se possível, majoritária bancada progressista no parlamento nacional. Bancada que contenha a resistência conservadora ao avanço social e político e, ao mesmo tempo, poupe a futura Presidente Dilma Roussef das concessões – muitas delas importantes – a que se vê forçado um governo sem maioria parlamentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Brasileiro integrará essa bancada federal progressista com a irrepreensível credencial de seus quase 30 anos de luta em defesa dos interesses do povo. Uma jornada que começou ainda em sua adolescência, junto com os bispos progressistas da Igreja Católica do Nordeste, e seguiu ao longo de extensa militância no único partido em que atuou, o PCdoB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraibano de Piancó, no sertão nordestino, dentista formado em 1990 pela Universidade Estadual de Campina Grande, na Paraíba, Chico instalou-se, nesse mesmo ano em Foz do Iguaçu. Tornou-se profissional de mérito, vereador por duas legislaturas, secretário municipal de saúde e administração e vice-prefeito nas duas gestões de Paulo MacDonald Ghisi. Atuou larga e intensamente no movimento social, destacando-se na luta em defesa do SUS e em favor da causa palestina. Construiu, ao longo de todos esses anos, reputação de honestidade, competência técnica e forte compromisso com os trabalhadores e o povo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compromisso político de Chico Brasileiro é o do seu partido, ou seja, somar-se às demais forças progressistas em favor de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND). Um projeto antiimperialista que se oponha ao latifúndio e à oligarquia financeira e suplante a fase neoliberal brasileira, de culminância do capital rentista e parasitário. Suas iniciativas incluem a luta pela soberania e defesa da Nação, a democratização da sociedade, o progresso social e a integração solidária da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base pressupostos do NPND, Chico Brasileiro pautará sua atuação parlamentar pela construção de uma nação democrática, próspera e solidária, organizada num Estado democrático e inovador de suas instituições, pelo desenvolvimento tecnológico do Brasil, avançado na indústria do conhecimento e grande produtor de alimentos e energia, pela universalização dos direitos básicos, pelo desenvolvimento contínuo e ambientalmente sustentável, pela afirmação e florescimento da cultura brasileira e da consciência nacional, pelo aprofundamento e consolidação da integração da América do Sul e das parcerias estratégicas em âmbito mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que Chico Brasileiro se apresenta. O fundamento de sua postulação é a do mandato ético de quem pretende não alimentar carreira, mas integrar o parlamento tendo-o como instrumento em favor da luta do povo brasileiro pela vida que merece numa das mais ricas e promissoras nações do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-68233347704219300?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/68233347704219300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-voto-consciente-em-chico-brasileiro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/68233347704219300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/68233347704219300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/o-voto-consciente-em-chico-brasileiro.html' title='O voto consciente em Chico Brasileiro'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TF1HUwHg6rI/AAAAAAAAADY/GuF8U6ebqSY/s72-c/Chico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7296265428474460054</id><published>2010-08-06T17:05:00.001-07:00</published><updated>2010-08-06T17:21:15.394-07:00</updated><title type='text'>Continuar é seguir transformando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFymr2au9PI/AAAAAAAAADQ/412Cp2mJiHs/s1600/m100806090027dilmadebateband.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFymr2au9PI/AAAAAAAAADQ/412Cp2mJiHs/s400/m100806090027dilmadebateband.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502456117012133106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dilma Roussef&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos meses, o povo brasileiro viverá mais um momento extraordinário de sua história. Quando for às urnas eleger o sucessor ou a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, o Brasil terá a possibilidade de decidir se manterá a rota virtuosa traçada nos últimos anos ou se vai pôr um freio às recentes conquistas de natureza social e econômica; se promoverá o salto ainda maior, desejado por uma população que voltou a sonhar alto, ou retrocederá ao ritmo da estagnação das duas décadas anteriores; se, enfim, dará continuidade ao projeto iniciado pelo atual governo ou embarcará de volta rumo a um outro projeto, com um outro grupo a comandar os rumos da Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[Leia o artigo completo no sítio da Fundação Maurício Grabois - www.grabois.org.br]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7296265428474460054?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7296265428474460054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/continuar-e-seguir-transformando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7296265428474460054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7296265428474460054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/continuar-e-seguir-transformando.html' title='Continuar é seguir transformando'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFymr2au9PI/AAAAAAAAADQ/412Cp2mJiHs/s72-c/m100806090027dilmadebateband.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-7145573569601981112</id><published>2010-08-06T16:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T16:22:39.624-07:00</updated><title type='text'>Serra faz campanha em Washington?</title><content type='html'>MARK WEISBROT &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Incrível! A Folha de S. Paulo publicou artigo que merece constar desse blog. Não conheço o autor, mas o que afirma é pertinente.&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;[LM]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que José Serra está tentando fazer? Em sua campanha pela Presidência do Brasil, ele acusou a Bolívia de cumplicidade no tráfico de drogas e criticou Lula por tentar mediar a disputa entre Washington e o Irã, e por recusar (em companhia da maioria dos demais países sul-americanos) reconhecimento ao governo de Honduras, "eleito" sob uma ditadura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum tempo ele optou por não aderir à campanha internacional de Washington contra a Venezuela, mas agora Serra e seu candidato a vice, Indio da Costa, também adentraram aquele pútrido pântano, alegando que a Venezuela "abriga" as Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), o principal grupo guerrilheiro que combate o governo da Colômbia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que conste: a despeito de uma década de alegações, Washington ainda não conseguiu apresentar publicamente um traço de prova de que o governo de Chávez de fato apoie as Farc. A única "prova" de que existe em domínio público vem de laptops e outros equipamentos de computação supostamente capturados pelas Forças Armadas colombianas em sua incursão ao território do Equador em março de 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogueiros de direita como Reinaldo Azevedo repetem o mito de mídia de que a Interpol teria confirmado a autenticidade desses arquivos supostamente capturados, mas um relatório da Interpol nega enfaticamente essa possibilidade. Tudo que temos é a palavra das Forças Armadas colombianas -organização que sabidamente assassinou centenas de adolescentes inocentes e os vestiu como guerrilheiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Serra realmente deseja que o Brasil compre brigas com todos os seus vizinhos a fim de se colocar desafiadoramente do lado errado da história? E isso apenas para se tornar o maior aliado direitista de Washington? Sim, caso Serra não tenha percebido, os Estados Unidos, sob o governo Obama como sob o governo Bush, só têm governos de direita como aliados no hemisfério: Canadá, Panamá, Colômbia, Chile, México. Existe um motivo para isso: a política norte-americana com relação à América Latina não mudou sob Obama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo de um ponto de vista puramente maquiavélico -deixando de lado qualquer ideia de fazer da região ou do mundo um lugar melhor-, a estratégia "Serra Palin" faz pouco sentido. O Brasil tinha boas relações com Bush e pode ter boas relações com Obama sem incorrer nessa espécie desonrosa de servidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é El Salvador, país cujo governo vive sob chantagem por ameaças de enviar de volta ao seu território os milhares de emigrantes salvadorenhos que vivem nos Estados Unidos. E nem El Salvador tomou a estrada que Serra está percorrendo. &lt;br /&gt;Não é apenas na Venezuela e na Bolívia que os Estados Unidos investem dezenas de milhões de dólares para adquirir influência política. Em 2005, como reportou este jornal, os Estados Unidos bancaram um esforço para mudar a lei brasileira de maneira a reforçar a oposição ao Partido dos Trabalhadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Washington tem grande interesse no resultado da eleição deste ano porque procura reverter as mudanças que tornaram a América Latina, no passado o "quintal" dos Estados Unidos, mais independente que nunca em sua história. José Serra está fazendo com que esse interesse cresça a cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-7145573569601981112?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/7145573569601981112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/serra-faz-campanha-em-washington.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7145573569601981112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/7145573569601981112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/serra-faz-campanha-em-washington.html' title='Serra faz campanha em Washington?'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-1670546279580115683</id><published>2010-08-06T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T13:45:35.931-07:00</updated><title type='text'>Insônia tucana: dias de fúria, noites de assombração</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFxzswNWgxI/AAAAAAAAADI/0SCwYW9sl3c/s1600/foto_mat_25333.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 165px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFxzswNWgxI/AAAAAAAAADI/0SCwYW9sl3c/s320/foto_mat_25333.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502400057432245010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma tem 41,6% das intenções de voto conforme a última CNT/Sensus; juntos, os demais candidatos somam 44,5%. Mantida essa correlação, o pleito vai para segundo turno. Ocorre que 5% dos eleitores declararam voto em Lula na mesma sondagem. Se o horário gratuito transferir três pontos desse universo de convictos eleitores lulistas para Dilma, o pleito se define no primeiro turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas expressam a crescente dificuldade de posicionamento da candidatura Serra. Com um discurso errático, que ora pega carona nas realizações do governo Lula, ora situa-se no terreno da extrema-direita, a campanha tucana oscila sem rumo. Num dia diz que vai duplicar o Bolsa Família, noutro critica a política de gastos do governo Lula, noutro ataca o Mercosul, a Bolívia e procura vincular a candidata do PT à guerrilha colombiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[Do sítio www.agenciacartamaior.com.br]&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539374683880256474-1670546279580115683?l=blogmanfredini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/feeds/1670546279580115683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/insonia-tucana-dias-de-furia-noites-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1670546279580115683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539374683880256474/posts/default/1670546279580115683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogmanfredini.blogspot.com/2010/08/insonia-tucana-dias-de-furia-noites-de.html' title='Insônia tucana: dias de fúria, noites de assombração'/><author><name>Blog do Manfredini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14115477765824377802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TByyHpmVjDI/AAAAAAAAABk/SQI_9CBpnwA/S220/manfredini.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFxzswNWgxI/AAAAAAAAADI/0SCwYW9sl3c/s72-c/foto_mat_25333.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539374683880256474.post-3459756524299266931</id><published>2010-08-04T12:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T12:35:04.829-07:00</updated><title type='text'>"Contestado - Restos Mortais"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFnAaoz46ZI/AAAAAAAAADA/NeF4Ism2fwc/s1600/sylvio-back+02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_icjMZBFvkd0/TFnAaoz46ZI/AAAAAAAAADA/NeF4Ism2fwc/s400/sylvio-back+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501639983673960850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trinta e nove anos depois de lançar o premiado “Guerra dos Pelados”, o cineasta Sylvio Back volta ao tema da mais importante guerra civil brasileira que, entre 1912 e 1916, conflagrou o Oeste do Paraná e Santa Catarina. O documentário “Contestado – Restos Mortais”, que leva Back a concorrer ao Kikito no Festival de Cinema de Gramado deste ano, é classificado pelo cinea
